Pitacos/Pitacadas: politica em foco
   FERIADÃO (em São Paulo)

 

Pitacos/Pitacadas está recheado de postagens, nesta sexta, véspera do feriadão de 9 de julho. Boas leituras e críticas!

Em tempo: 9 de julho é data de comemoração da Revolução Constitucionalista de 32.

Foi um grande movimento de massas em prol da democracia, não restrito a São Paulo. Aqui teve a adesão de praticamente todas as classes sociais e forças políticas da época, inclusive de esquerda.

O objetivo era o de constitucionalizar o governo federal (nascido na revolução de 30), em termos de criar uma constituição, ter eleições, liberdades civis etc.

O Movimento foi derrotado, embora tenha criado as bases para a Constituinte de 34, logo depois rasgada no golpe que resultou na ditadura do Estado Novo.

Feito o registro, inclusa a homenagem aos caídos, voltemos ao feriadão.

Estaremos no ar na terça, positivos e operantes.

Recarregar as baterias é preciso.

Temos à frente quatro meses daqueles!



Escrito por pitacos às 22h33
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   UM LUGAR AO SOL

ec

 

O PSB dá passos largos para deixar de ser um satélite do PT, como tem sido até as prévias destas eleições municipais.

Especulações, há mil.

Eduardo Campos, o governador de Pernambuco, presidente nacional do PSB, teria dois planos.

O plano A seria obter a vice da chapa liderada pelo PT, em 2014, tomando a cadeira do PMDB de Temer, tanto no caso de Dilma tentar a reeleição ou de Lula pleitear, diretamente, o terceiro mandato.

Como Eduardo Campos é muito jovem, poderia perfeitamente “acumular forças” para tentativas de voos solos em 2018 ou até mesmo em 2022.

O plano B seria partir para a disputa presidencial já em 2014, na cabeça, aliado a algum bom nome com força no sudeste, onde se encontra a maioria do eleitorado. Isto aconteceria se o PT fizesse água e viesse a perder a “certeza” da vitória nas próximas eleições presidenciais, ou mesmo se não desse o espaço “merecido” aos socialistas.

As especulações continuam. Haveria ainda a hipótese de composição com Aécio Neves. Campos poderia estar na cabeça ou na vice, numa espécie de “acordo de jovens”.

Nestes últimos dias prosperaram novas especulações. Uma parte do PSDB, ligada a Serra, estaria equacionando 2014 com Campos na cabeça, numa composição com Kassab e o próprio PSDB. Ainda segundo essa linha especulativa, o PSDB estaria à beira do racha, caso esses raciocínios viessem a vingar.

Especulações há mil. Todas elas trabalham com inúmeras cadeias condicionais. Se ... se ... se.

O fato é que existe uma disputa ferrenha no campo lulopetista entre quem terá mais luz ao sol, o PMDB de Temer ou o PSB de Campos.

Ambos miram na vice-presidência e, por tabela, num peso maior nos ministérios e na máquina governamental e nas eleições para as presidências da Câmara e do Senado.

Também é fato que a simbiose do PSB com o PT está ameaçada. O partido de Miguel Arraes e agora de Eduardo Campos sempre foi um aliado fiel do PT, um verdadeiro satélite sem luz própria. Mas isso pode mudar já.

O PSB tem candidatos próprios em Curitiba, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza.

Nas duas primeiras cidades, em estreita aliança com o PSDB. Em Recife, o PSB compôs-se com o PMDB de Jarbas Vasconcelos. Em Fortaleza, os irmãos Gomes partiram para a tentativa de impedir que o PT emplaque a terceira gestão consecutiva.

Se o PSB vencer em Curitiba, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, ou na maioria dessas cidades, ele não apenas terá obtido um belo lugar ao sol, mas passará a ser um player nacional de primeira grandeza. Terá entrado no seleto primeiro time, formado pelo PT, PSDB, PMDB e PSD.

Há fundadas esperanças de que, também como decorrência de 2012, a batalha para o Planalto em 2014 não repita pura e simplesmente a polarização PT/PSDB.



Escrito por pitacos às 21h24
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   ARRISCADA “NACIONALIZAÇÃO” DAS CAMPANHAS

Tibério Canuto

tcA expressão “nacionalização” vinha sendo usada no sentido do centro do discurso político. Opunha temas nacionais a locais.

Serra, por exemplo, não poderia cair na armadilha de Lula, de chamar para si o combate, em torno do que seria a contraposição dos governos nacionais lulopetistas e tucanos. Falava-se em “não nacionalizar”, no sentido de privilegiar a disputa das soluções para os problemas municipais e para a comparação entre gestões.

Agora, há uma nova acepção do termo “nacionalizar”.

Ela é decorrente das iniciativas de Lula e da direção central do PT, que passou por cima de instâncias locais e enfiou goela a dentro candidaturas “nacionais”. Foi o caso de São Paulo, Recife e Belo Horizonte.

O termo “nacionalizar” agora quer dizer, claramente, a oposição entre Lula/Dilma e candidaturas aprovadas por instâncias locais. Foram impostos candidatos “pessoais”, “diretos” ou “nacionais”, de Lula, de Dilma, da direção central do PT, ou de uma combinação desses.

Há chances elevadas de derrotas desse tipo de candidatos petistas, em São Paulo, Belo Horizonte e Recife.

Pelo tipo de escolha e processo de indicação, caso derrotas ocorram, elas terão de ser creditas na conta pessoal do caudilho, da direção nacional e até de Dilma (no caso de Belo Horizonte).

As fraturas produzidas pela imposição “central” de candidatos têm elevadíssimas chances de produzir efeitos desastrosos para quem as patrocinou, no pós-2012 e na realocação de forças para 2014.

Que o digam Marta Suplicy, em São Paulo, e agora Maurício Rands, em Recife.

 

* Tibério Canuto, jornalista e assessor político, é corresponsável por Pitacos/Pitacadas.



Escrito por pitacos às 21h16
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   SERRA BENEFICIADO POR LINHAS TORTAS

Antônio Sérgio Martins

 

asmNão estamos exatamente entre os crentes no sobrenatural.

Mas não podemos deixar de constatar que está certíssimo o dito popular: “Deus escreve certo por linhas tortas”.

Maluf por um triz não embarcou na nau tucana.

Ufa! O efeito devastador que seu ingresso na aliança petista em São Paulo pode ser atribuído, também, ao fato de que Sobrenatural da Silva conspira para o bem da democracia.

Lula pretendia mudar-se de armas e bagagens para o município de São Paulo e assumir, nas horas em que a saúde lhe permitisse, a missão praticamente impossível de transformar Haddad no próximo prefeito.

Ficou mais difícil.

O caudilho terá de se dividir ao menos entre São Paulo, Belo Horizonte e Recife.

Para o projeto de Lula, Márcio Lacerda, do PSB de Belo Horizonte, unido ao PSDB de Aécio Neves, tem de ser derrotado por Patrus Ananias, o candidato petista lançado na undécima hora. Lula terá de aportar capital mineira, ao lado de Dilma Rousseff.

Lula também se comprometeu a participar do corpo a corpo para tornar Humberto Costa viável em Recife. Na capital pernambucana trava-se a batalha que poderá resultar em voos maiores de Eduardo Campos, para muito além do que Lula projetava.

Sobrenatural da Silva teceu o destino de José Serra e fez com que Lula não pudesse se dedicar a seu ungido em São Paulo, tanto quanto sonhou.

O caudilho terá de frequentar uma nova ponte aérea, São Paulo/Belo Horizonte/Recife, por imposição de suas próprias decisões.

Haddad estará mais só, ou menos acompanhado. Terá ainda maiores dificuldades para dizer a que veio.

Esperamos que Serra foque a campanha nas questões municipais, na defesa da gestão Serra/Kassab e na comparação entre as gestões. Alguém diria que basta não errar.

E três batidas na madeira, com os devidos agradecimentos a Sobrenatural da Silva.


·       * Antônio Sérgio Martins responde pelo dia a dia de Pitacos/Pitacadas.



Escrito por pitacos às 21h12
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   NO PRELO

 

pauta

 

As notas do final da tarde abordarão o fato novo de o PSB estar-se desgarrando do PT, em busca de luz própria.

A campanha de José Serra, por exemplo, beneficia-se fato de Lula ver-se obrigado a se dividir entre São Paulo, Belo Horizonte e Recife, todos locais estratégicos para seu projeto continuísta.

Já se vislumbram desdobramentos para 2014, caso o PSB saia vitorioso em BH, Fortaleza e Recife – e também em Curitiba.

O Plano A de Eduardo Campos é ser vice de Dilma, deslocando o PMDB de Temer. No entanto, dependendo do grau de ataque que venha a sofrer de Lula e do PT e do tamanho do PSB pós 2012, poderemos estar falando do plano B, do governador Pernambuco, que é a disputa direta da Presidência. Seriam – ou serão – enormes as implicações, para todos os quadrantes do espectro político.

Não é gratuito que “serristas” paulistas, como Goldman e Aloysio Nunes, já tornarem pública especulações sobre um provável leque de alianças Eduardo Campos/Kassab/PSDB (ao menos parte dele).

Ou seja, temos uma boa pauta para o fim desta sexta e boa leitura para o fim de semana, com as notas publicadas do ITV, de Roberto Freire, de Paulo Kliass e de Sérgio Vaz.



Escrito por pitacos às 12h51
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   ESCÂNDALO SOBRE TRILHOS


Instituto Teotônio Vilela (PSDB nacional)

Carta de Formulação e Mobilização Política
Sexta-feira, 6 de julho de 2012
Nº 502

A Polícia Federal descobriu um esquema milionário de desvio de recursos públicos na Valec, a estatal que deveria zelar por ferrovias no país. Uma delas, a Norte-Sul, poderia ser uma vistosa realização, mas, nas mãos do PT, se converteu num comboio de corrupção, ineficiência, roubalheira e incapacidade de gestão. Embora a obra fosse tida como prioritária no PAC, os descalabros passaram incólumes sob o nariz da "gerente" Dilma Rousseff.

itvO trem de planos mirabolantes da Valec está descarrilando. A Polícia Federal descobriu um esquema milionário de desvio de recursos públicos na estatal que deveria zelar por ferrovias no país. A empresa converteu-se num pátio de escândalos.

Ontem, a PF prendeu José Francisco das Neves, mais conhecido como Juquinha. Por oito anos, ou seja, durante todo o governo Lula, ele presidiu a Valec, estatal que cuida de obras como a encrencada ferrovia Norte-Sul. Durante sua gestão, embora tocasse empreendimentos importantes para o PAC, cuja "mãe" é hoje presidente do Brasil, não foi incomodado. Até que, um ano atrás, depois de muita lambança, Juquinha foi mandado para casa pela professora Dilma.

Agora, numa operação batizada "Trem Pagador", a PF descobriu que Juquinha tinha enchido os bolsos, não de bala, mas de muito dinheiro. No tempo em que esteve na Valec, sua fortuna - camuflada em nome de esposa, filho e um monte de terceiros - teria crescido 830%, para algo na casa de R$ 60 milhões, como descobriu O Globo. Haja vagão para tanta grana.

Juquinha chegou à Valec pelas mãos de José Sarney, o bem-tratado aliado do PT que, em 1987, deu início à Norte-Sul por meio de uma concorrência fraudulenta. Em sua gestão, o apadrinhado deixou um rastilho de malfeitorias, trilhos por onde não se trafega, fábricas de dormentes que só produzem prejuízos e licitações destinadas a avançar sobre os cofres do Estado.

Nos inquéritos que resultaram na prisão de Juquinha, a PF já constatou superfaturamento de R$ 129 milhões só na construção de trechos da Norte-Sul em Goiás. As fraudes teriam beneficiado o presidente da estatal e mais três pessoas. A construtora Delta, que tinha contratos de R$ 574 milhões com a Valec, também pode estar envolvida no esquema.

Mas o rombo produzido por Juquinha e sua turma nos cofres públicos deve ser muito maior. Há um mês, o Valor Econômico já havia revelado que cerca de R$ 400 milhões terão de ser gastos apenas para consertar obras malfeitas durante a gestão dele à frente da estatal. Os contratos envolviam uma série de falcatruas.

O nova gestão da Valec descobriu dormentes adquiridos com preço 36% acima do que seria possível, prejuízo potencial próximo a R$ 200 milhões na aquisição de trilhos e quase mil quilômetros de ferrovias para transportar grãos e minérios sem um único pátio para os caminhões fazerem carga e descarga, como revelou O Estado de S.Paulo em junho.

A Norte-Sul poderia ser uma vistosa realização, mas, nas mãos do PT, se converteu num comboio de corrupção, ineficiência, roubalheira e incapacidade de gestão. Embora a obra fosse tida como prioritária no PAC, os descalabros que fizeram com que ela atrasasse pelo menos três anos passaram incólumes sob o nariz da "gerente" Dilma Rousseff.

Reiteradamente, a conclusão da Norte-Sul foi prometida por Lula e Dilma para 2010, mas só sairá, se sair, em fins de 2013. O atraso penaliza quem trabalha e produz, notadamente os agricultores do Centro-Oeste brasileiro.

Sem a opção ferroviária, cerca de 12% das cargas ficam pelas estradas, o custo do frete no país sai muito mais caro que o de seus concorrentes e o Brasil perde R$ 12 bilhões por ano entre cargas não transportadas, tributos não arrecadados e prejuízos com o uso de caminhões, como mostrou a Folha de S.Paulo em junho.

O modal ferroviário demanda atenção do poder concedente, de forma a tornar-se mais competitivo e uma opção real para que o país reduza seus dispêndios com logística, que levam US$ 80 bilhões das empresas brasileiras por ano. Mas, hoje, os trilhos estão subaproveitados e os custos são muito mais altos do que poderiam ser num ambiente mais adequado.

No entanto, ao invés de concentrar-se em reformar o modelo, injetando mais concorrência e eficiência, o governo federal prefere apelar para ideias mirabolantes, como a do trem-bala: só o seu projeto de engenharia custará R$ 540 milhões, revela hoje o Valor. O PT insiste em levar adiante a obra, que ninguém sabe sequer por quantas dezenas de bilhões sairá.

Ao mesmo tempo, o governo Dilma quer que as futuras expansões da malha ferroviária sejam tocadas pela encrencada Valec: programa-se para os próximos anos a construção de 2,7 mil quilômetros de trilhos, em investimentos que podem chegar a R$ 13,7 bilhões, tudo com recursos públicos. Como Juquinha está cansado de saber, pode ser mais uma chance para o desvio de mais um comboio de dinheiro do contribuinte.



Escrito por pitacos às 11h23
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   DIPLOMACIA APARELHADA DO PT

Roberto Freire

 

rfO governo Dilma, em desrespeito aos princípios constitucionais de não intervenção e autodeterminação dos povos, não só apoiou a suspensão do Paraguai no Mercosul até que haja novas eleições, como aproveitou a suspensão para aprovar a entrada da Venezuela no bloco, em desacordo com o tratado do combalido Mercosul, que exige que a aprovação de todos os parlamentos dos países membros para adesão de novo sócio.

O Paraguai, até a suspensão, não havia aprovado a entrada da Venezuela.

O impeachment do então presidente Lugo preocupa por sua celeridade, que segundo nossa legislação poderia configurar cerceamento de defesa.

No entanto, a Corte Suprema do Paraguai confirmou a constitucionalidade da decisão do Parlamento.

As instituições do Paraguai continuam em pleno funcionamento e as eleições marcadas para abril de 2013 estão mantidas. Portanto, não houve rompimento da ordem democrática que ensejasse uma pena tão alta como suspensão do Mercosul baseada na cláusula democrática do bloco.

Pior ainda é aproveitar o momento de suspensão do Paraguai para desconsiderar a necessidade de aprovação do nosso vizinho e sócio fundador do Mercosul para aprovar a adesão da Venezuela - esse sim um país em que a democracia é questionável, onde as instituições são manipuladas pelo presidente que se mantém no poder há quase 14 anos e que ainda disputa a reeleição, e onde há perseguição política à imprensa.

Estive presente em Montevidéu na segunda, dia 2 de julho, para mais uma sessão ordinária do Parlamento do Mercosul, que foi aberta e logo finalizada por falta de quórum.

As chancelarias da Argentina e do Uruguai solicitaram aos seus parlamentares que não fossem ao encontro, convocado pelo presidente do Parlamento, o deputado Ignácio Mendoza, do Paraguai.

Defendi a permanência do Paraguai no PARLASUL que é a representação dos povos do bloco e não dos governos, e me solidarizei com o país vizinho. Considero que a manutenção do calendário eleitoral paraguaio e a não ingerência externa são as melhores maneiras para solucionar a crise política que passa o Paraguai.

O episódio no PARLASUL onde tanto o governo argentino quanto o uruguaio defendiam a exclusão do Paraguai daquele Parlamento lembrou-me a Conferência ocorrida em 1962, também, no Uruguai, em que os Estados Unidos conseguiram, com o apoio dos países de sua zona de influência, a expulsão de Cuba da OEA.

O diplomata brasileiro San Tiago Dantas, na época, reagiu à proposta e sustentou o princípio da autodeterminação dos povos e não intervenção, que são hoje bases fundamentais da nossa política externa e encontram-se inscritos nos incisos III e IV do art. 4º da nossa Constituição.

Essa política imperialista de uma Tríplice Aliança "bananeira" e déjà vu se assemelha na prática aquilo que os americanos, tendo como instrumento a OEA, utilizavam para intervir no que consideravam o seu quintal.

A diplomacia brasileira hoje não se comporta como representação do Estado brasileiro, mas como instrumentos da ideologia do PT.

O legado nefasto que os governos de Lula e Dilma deixarão para nosso país é a evidente falência do projeto de integração regional baseada no multilateralismo que agora não passa de mais um instrumento da política externa de Chávez.

Roberto Freire, deputado-federal (S), é presidente nacional do PPS (Partido Popular Socialista)

Presidente do PPS e deputado federal (SP)



Escrito por pitacos às 11h05
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   MÁS NOTÍCIAS DO PAÍS DE DILMA (58)

 

Sérgio Vaz

É na crise que um governo demonstra a que veio

svClaro que a crise é global. A questão é ver como cada país reage a ela. E o governo do lulo-petismo vem reagindo mal, muito mal.

“Quando o mundo vai bem, todos crescendo, ninguém repara”, escreveu Carlos Alberto Sardenberg no Globo da quinta, 5 de julho. “Quando a coisa aperta, aí se vê o quanto não foi feito ou foi feito errado.”

No segundo mandato do lulo-petismo, o presidente falastrão dizia que a crise não chegaria ao Brasil, ou chegaria como uma marolinha. Surfava em águas boas da conjuntura de então – uma conjuntura em boa parte favorável devido aos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso.

O discurso agora mudou, e o ministro Guido Mantega aproveita toda ocasião para dizer que a crise internacional é grave.

Para ler a íntegra, clique aqui.

Sérgio Vaz é jornalista e responsável pelo blog 50anosdetextos.



Escrito por pitacos às 10h57
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   ECONOMIA VERDE E MERCANTILIZAÇÃO DO MEIO AMBIENTE

 

A incorporação do conceito de economia verde no documento final da Rio+ 20 reflete o estágio atual da correlação de forças a nível internacional. Há setores fortemente interessados em que a dimensão do meio ambiente continue nessa trajetória crescente de mercantilização, com abertura de novos espaços de negócios em nome da salvação do planeta.

Paulo Kliass

pkA História da humanidade está marcada por um processo contínuo e crescente de desenvolvimento das forças produtivas e de avanço do ser humano sobre o espaço natural. E isso se deu desde os primeiros registros de organização social, ainda sob a forma de coletores ou caçadores até o quadro atual de atividades que colocam em risco a sobrevivência do planeta e da própria espécie.

Dessa foram se sucedendo os saltos propiciados pela evolução das sucessivas formações sociais e pelo desenvolvimento técnico-científico. Fixação territorial das comunidades e início das atividades de agricultura e pastoreio, marcando o início dessa exploração e conquista do homem sobre a natureza. Domínio de técnicas para geração de energia a partir de recursos naturais (fogo). Consolidação de grupos sociais vivendo em espaços urbanos, afastados dos processos associados à produção de alimentos. Descobertas de novas formas de geração de energia (hidráulica), inovações para aumento da produtividade agrícola e início do processo de transformação produtiva sob a forma artesanal. Utilização em escala crescente dos bens da natureza para consolidar as bases estruturais da sociedade, como os minerais e a madeira para construir ferramentas, bens de uso, meios de transporte, residências, palácios, monumentos, estradas e outros.

Para ler a íntegra, clique aqui.

* Paulo Kliass é Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental



Escrito por pitacos às 10h44
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   INVESTIMENTOS EM CURTO-CIRCUITO

 

Instituto Teotônio Vilela (PSDB nacional)

Carta de Formulação e Mobilização Política
Quinta-feira, 5 de julho de 2012
Nº 501

Dilma Rousseff quer promover um "choque de investimentos" no país, mas é mais certo dizer que eles estão mesmo é em curto-circuito. Cada vez mais importantes para evitar um apagão ainda maior da economia brasileira, tais gastos continuam relegados pelo governo petista. Uma gestão que sequer consegue executar o próprio Orçamento a que se propõe, reduzindo-o a uma peça de ficção, não parece saber aonde quer chegar.

itvDilma Rousseff quer promover um "choque de investimentos" no país, mas é mais certo dizer que eles estão mesmo é em curto-circuito. Cada vez mais importantes para evitar um apagão ainda maior da economia brasileira, os gastos em obras, melhorias logísticas e equipamentos continuam relegados pelo governo petista.

O fracasso nesta seara não é novidade. No ano passado, a desculpa da presidente foi a mudança de gestão, que sempre atrapalha a continuidade das ações. Em 2011, os investimentos federais caíram 6%, o equivalente a R$ 3 bilhões menos em relação ao exercício anterior. Do Orçamento de 2011, somente 24,6% foram aplicados, segundo informou a ONG Contas Abertas em janeiro.

Mas o que já era ruim ficou ainda pior agora. No primeiro semestre deste ano, a gestão Dilma só conseguiu aplicar 21% do previsto para o exercício. Para simplificar: de cada R$ 5 reservados para investir neste ano, apenas R$ 1 saiu do caixa do governo federal até agora. Vale perguntar: será que estão esperando o ano acabar para começar a gastar?

Novamente de acordo com a Contas Abertas, dos R$ 90,1 bilhões previstos para investimento no Orçamento deste ano, a União aplicou apenas R$ 18,9 bilhões até junho. Desse valor, nada menos que R$ 14,1 bilhões são restos a pagar - isto é, despesas herdadas de outros exercícios, muitos ainda da gestão Lula. Ou seja, com o PT o investimento chega sempre atrasado.

Um governo que sequer consegue executar o próprio Orçamento a que se propõe - e que é aprovado pela sociedade por intermédio do Congresso - não parece saber aonde quer chegar. A peça orçamentária é a melhor indicação do que deveriam ser as prioridades de uma gestão. Se é reduzida a uma obra de ficção, aponta, no mínimo, pouca seriedade dos gestores.

Como 2011 foi péssimo em termos de investimentos públicos, o governo Dilma até conseguiu aumentar um pouquinho a execução no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do anterior: a alta foi de 2,2%, quase uma irrelevância. Quando cotejados com 2010, porém, tais gastos caíram 13,7%, mostra hoje O Estado de S.Paulo.

O pior desempenho é o do Ministério dos Transportes, justamente o que lida com as principais áreas com condão de auxiliar os empreendedores privados a alavancar os negócios e reaquecer a economia brasileira. Foram R$ 2,5 bilhões a menos, uma queda livre de 41%, segundo o Valor Econômico.

Os exemplos de incúria na aplicação do recurso do contribuinte se acumulam, ao mesmo tempo em que nossa infraestrutura se deteriora. Enquanto isso, a alternativa das concessões à iniciativa privada continua travada - seja pelas obras nos aeroportos que não começam por falta de autorização da Anac, seja pelas rodovias que permanecem sem ser licitadas.

Um dos casos mais emblemáticos continua a ser o da ferrovia Norte-Sul, que tinha tudo para ser um belo marco e transformou-se num feio nódulo da gestão petista. A ligação entre Tocantins e Goiás, prevista para 2010, até hoje não saiu, ao mesmo tempo em que se acumulam as constatações de absurdos sobrepreços na obra.

O desleixo resulta no aumento dos custos logísticos e em prejuízos para sociedade como um todo. A Fundação Dom Cabral calculou que a falta de investimentos públicos no setor de transportes - portos, aeroportos, rodovias e ferrovias - provoca perdas de US$ 80 bilhões às empresas brasileiras por ano, o que equivale a 4% do PIB, informa o Brasil Econômico.

Resta claro que, enquanto os investimentos definham, o governo Dilma gasta tempo demais tentando corrigir o apagão da economia por meio de uma estratégia equivocada e malfadada - o incentivo ao consumo por meio de seus sucessivos e inócuos pacotes de benesses fiscais. Parece ter percebido, segundo a Folha de S.Paulo, que os fios estão desencapados, tanto que já se contenta com crescimento do PIB de 2%, mais uma piada produzida pelo PT.

Se o governo petista não executa os investimentos tão clamorosamente cobrados pela sociedade para tentar reverter a situação, é porque não tem competência para transformar em realidade o que, desde os anos Lula, continua apenas como discurso. Mais que isso, a "gerente" Dilma Rousseff dá mostras de não ter a menor ideia de como sair desta corrente contínua de más notícias que colocam sua gestão em xeque.



Escrito por pitacos às 10h43
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   VOLTAMOS AMANHÃ

Em razão de compromissos profissionais e pessoais, Pitacos/Pitacadas só volta ao ar amanhã, sexta-feira, 06/07.



Escrito por pitacos às 12h04
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   O JAPÃO QUE SE PREPARE

japao

Ligamos há pouco para Fernando Monteiro, nosso guru técnico, tecnológico e mão-na-massa em Pitacos/Pitacadas.

Parabenizamos. Fernando, corintiano de alma, não conseguiu responder o “obrigado”, sem voz e completamente sonado.

Mesmo os pitaqueiros que secaram o timão ontem têm de admitir: o fenômeno de massas acontecido ontem em São Paulo foi espetacular, inesquecível e emocionante (mesmo para um sampaulino e um santista roxos).

Talvez os pitaqueiros do Brasilzão afora não consigam fazer uma ideia precisa do que aconteceu ontem. Literalmente a cidade e o estado pararam para ver o chocolate que o Boca, paralisado, levou.

Agora é esperar por dezembro. O contido povo japonês viverá a experiência de ser invadido por hostes apaixonadas e barulhentas, um bando de loucos.

(Antônio Sérgio Martins e Tibério Canuto)



Escrito por pitacos às 10h34
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   CORINTHIANS É BRASIL.


TIMAO



Escrito por pitacos às 18h59
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   CPI DO CACHOEIRA À BEIRA DO OCASO

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Lula e sua tropa foram derrotados em seus objetivos de, ao instalar a CPI do Cachoeira, destruir Marconi Perillo, melar o julgamento do mensalão, arrastar a oposição para a vala comum e impedir que Roberto Gurgel (Procurador-Geral da República) e Gilmar Mendes (Ministro do STF) participassem do julgamento do mensalão.

Perillo já estava sob investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Não houve fatos novos nas denúncias na CPI. Foi positiva a exposição dos supostos esquemas criminosos em Goiás, independente das intenções dos denunciantes.

O que não constava dos planos de Lula e de sua tropa foi o transbordamento das denúncias para cima do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiróz, do PT. Não adiantou a blindagem. Roberto Gurgel denunciou, no STJ, os governadores de Goiás e do Distrito Federal, por indícios graves de envolvimento de seus governos com quadrilha de Cachoeira.

Também não estavam nos planos do caudilho e do seu círculo íntimo que o tiro pudesse sair pela culatra. Pressionado pela opinião pública, o julgamento do mensalão foi marcado para agosto, em plena campanha eleitoral. Em seus piores pesadelos, Lula não poderia imaginar este desfecho.

DELTA/PAGOT

Lembremos que o PT tentou o tempo inteiro blindar a “Delta nacional”. Aceitava, no máximo, investigar a “Delta do Cerrado”. Mas não deu. Nesta quinta-feira há boas chances de convocação de Fernando Cavendish, para se explicar na CPI.

Importa pouco se o ex-presidente da Delta sonegar informações. Ele estará, se convocado, oficialmente no centro das investigações, para desespero do PT, que tentou ao máximo restringir o foco da CPI, no caso da Delta, “apenas ao Cerrado”.

O PT tentará dar uma espécie de abraço de afogados na oposição. Aprovará a convocação de Luís Pagot. Apostará que este senhor arrastará os tucanos de São Paulo para a vala comum, especialmente, é claro, José Serra. Pagot soltou na imprensa acusações de caixa 2 e de desvio de dinheiro nas obras do Rodoanel, dentro da velha e conhecida tática de jogar coisas no ventilador, para tentar desviar do que realmente interessa.

Esperamos que a oposição não caia na armadilha de dar holofotes e microfones para Pagot. Os tucanos paulistas já tomaram as providências legais cabíveis, para este senhor ter de provar as acusações que fez.

PALMAS

Neste ínterim, caiu uma bomba no colo da CPI. Foi o vídeo apresentado no Fantástico, no último domingo, com as conversas de Cachoeira com o prefeito petista de Palmas, Raul Filho, do PT, com flagrantes de corrupção explícita.

Quem filmou? Se você tiver cravado Cachoeira está a milímetros de ganhar a aposta. Este senhor usa com maestria a tática de mostrar armas, aqui e ali, para intimidar acusadores de vários quadrantes.

O relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT/MG), visivelmente a contragosto, terá de investigar o “caso Palmas”, um prato cheio para a imprensa.

PARA ONDE VAI

Dificilmente a CPI prosperará neste período de férias do Congresso e no país, de largada das eleições municipais e, principalmente, de atenções nacionais voltadas progressivamente para o julgamento do mensalão, dentro de quatro semanas.

É provável que a CPI do Cachoeira seja esvaziada e termine propondo indiciamentos secundários e um relatório repleto de platitudes.

Do ponto de vista das investigações, será soma zero. A Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o STJ e o STF seguem suas próprias trilhas. Já estão anos-luz à frente da CPI.

A CPI poderia ter partido para iluminar a simbiose mafiosa entre negócios privados e a máquina pública.

Não será agora, ainda, que a maioria petista se verá obrigada a não mais abafar supostos esquemas nada republicanos, que envolvem empreiteiras, construtoras e empresas que, literalmente, trabalham o lixo.



Escrito por pitacos às 18h55
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   INDÚSTRIA EM SUCATA

 

 

Instituto Teotônio Vilela (PSDB nacional)

Carta de Formulação e Mobilização Política
Quarta-feira, 4 de julho de 2012
Nº 500

A política de incentivos à indústria do país não está surtindo efeito. O setor continua sua trajetória ladeira abaixo, afetado pela falta de competitividade e atropelado pela força da concorrência externa. As fábricas brasileiras têm condições de se soerguer, mas precisam, para tanto, de políticas públicas estruturantes, uma espécie de agenda da competitividade. É tudo o que não se viu nas gestões do PT até hoje.


itvO caminhão de incentivos oficiais concedidos à indústria brasileira não está surtindo efeito. O setor continua sua trajetória ladeira abaixo, afetado pela falta de competitividade e atropelado pela força da concorrência externa. Se pretende chegar a algum lugar, o governo federal precisa mudar sua estratégia. Na realidade, deveria adotar uma política estrutural coerente e não tentar costurar uma colcha de retalhos como tem feito.

Segundo o IBGE, a indústria brasileira caiu 4,3% em maio na comparação com igual período do ano passado. Foi a nona queda seguida nesta base de comparação e o pior desempenho desde setembro de 2009. Num curto espaço de tempo, o setor retrocedeu tudo o que conseguira avançar nos últimos anos.

A indústria brasileira opera hoje no mesmo nível em que estava em fins de 2009. Isso significa que toda a expansão registrada no pós-crise de 2008 foi anulada. Segundo O Globo, foram necessários apenas 14 meses de maus resultados - que praticamente coincidem com a duração do governo Dilma Rousseff até agora - para fazer tamanho estrago.

No ano, a indústria brasileira já encolheu 3,4%. O recuo é generalizado: em maio, houve queda em 17 das 27 atividades pesquisadas, em 46 dos 76 subsetores e em 430 dos 755 produtos investigados pelo IBGE. Historicamente, entre 2003 e 2011, cerca de 60% dos ramos industriais conseguiam manter-se em alta, mas agora apenas 40% estão nesta privilegiada condição.

A partir dos novos dados, a perspectiva do setor para este ano é de encolhimento. Para fechar 2012 no azul, a indústria brasileira teria de reverter completamente sua dinâmica atual. Segundo a LCA Consultores, será necessário saltar da queda média de 0,6% ao mês registrada até maio para uma alta média de 1,5% mensal entre junho e dezembro. Parece difícil.

Um dos complicadores é a dinâmica de bens de produção - a fabricação de máquinas e equipamentos, que indica a direção para a qual aponta o comportamento futuro do setor. Em maio, também neste segmento houve queda de 1,8% em relação a abril e de 12,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado, revertendo seguidas altas que vinham desde setembro de 2011. A perspectiva é nebulosa.

O que parece evidente é que o caminho seguido pela gestão petista não está levando a lugar algum. Foram anunciados nove pacotes de incentivos desde 2009. Destes, sete foram adotados na gestão Dilma e, somados, representam R$ 102 bilhões em benefícios, de acordo com O Globo. Não se enxerga reação à altura.

A insistência do governo federal em medidas pontuais, fragmentadas tem sido criticada pelos analistas e pela oposição. Mas até mesmo órgãos oficiais já detonam a trilha perseguida pelas gestões petistas. Ontem, o IPEA divulgou relatório em que considera "esgotado" o modelo de crescimento baseado no incentivo ao aumento de consumo.

"Se o governo não considerar essas medidas como parte de um plano maior, o que se faz é apenas enxugar gelo, apagar incêndio ou tapar o sol com a peneira. Ou seja: não faz nada", disparou Roberto Messemberg, coordenador do Grupo de Análise e Previsões do Ipea.

A alternativa, sugere o órgão, é alavancar os investimentos públicos. Mas está ocorrendo justamente o contrário: dos R$ 80 bilhões aprovados no Orçamento para 2012, menos de R$ 17 bilhões foram executados até agora, segundo informou a Tendências Consultoria na semana passada.

O país padece da falta de uma agenda robusta voltada a reestabelecer a competitividade da nossa economia, em especial do setor industrial. Entre 2000 e 2009, a produtividade da indústria caiu 0,9% ao ano. Sem condições adequadas para produzir, com dificuldades logísticas sérias, custos financeiros altos e carga tributária muito onerosa, nossas fábricas curvam-se à concorrência externa.

O comportamento do comércio exterior brasileiro comprova isso. O saldo acumulado no primeiro semestre foi o mais baixo em dez anos, com recuo de 0,9% nas exportações e aumento de 4,6% nas importações. Ou seja: demanda existe, mas ela está sendo suprida pelos fornecedores estrangeiros e não pelas plantas locais.

Os novos resultados divulgados pelo IBGE indicam que os pacotes lançados nos últimos anos não conseguiram impedir sequer que os setores privilegiados por benefícios também sucumbissem. A indústria brasileira tem condições de se soerguer, mas precisa, para tanto, de políticas públicas estruturantes, uma espécie de agenda da competitividade. É tudo o que não se viu nas gestões do PT até hoje.



Escrito por pitacos às 11h52
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   PROBLEMAS TÉCNICOS

 

 

O blog está com dois problemas técnicos:

- Está temporariamente inacessível, se forem endereçados os domínios pitacospoliticos.com.br ou pitacos-politicos.com.br;

- As ilustrações aparecem em branco, porque há uma indisponibilidade temporária no acesso aos domínios em que elas residem.

As falhas foram nossas, nessa transição genética de Pitacos para Pitacadas e nas cópias de testes internos com que estamos trabalhando.

O hospedeiro Porta80 não teve a menor responsabilidade nestes acontecimentos. Foi a nossa equipe técnica (inclusive este escriba) quem confundiu endereçamentos, durante a noite de ontem.

Já houve as correções em registro.br, o portal de credenciamento e controle dos domínios brasileiros (os .br).

Ao longo das próximas horas voltaremos progressivamente à normalidade.

Os servidores do registro.br já assumiram a publicação mundial da localização de Pitacos, um processo automático que consome algumas horas.

Em tempo: os posts e comentários estão intactos. Apenas as ilustrações estão temporariamente indisponíveis.

Pedimos desculpas aos nossos leitores e comentaristas.

(Antônio Sérgio Martins)


Atualização (20:25): Tudo resolvido.



Escrito por pitacos às 12h50
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   O GOLPE DENTRO DO 'GOLPE'

Instituto Teotônio Vilela (PSDB nacional)
Carta de Formulação e Mobilização Política
Terça-feira, 3 de julho de 2012
Nº 499. 

A diplomacia brasileira está produzindo lambanças em série. Depois de conduzir a Rio+20 a um desfecho melancólico, o governo brasileiro está envolvido até o pescoço num golpe: a incorporação tortuosa da Venezuela ao Mercosul. O bloco regional, que hoje já mal se aguenta sobre as pernas, terá agora que viver a reboque de Hugo Chávez e seus bolivarianos. Alguém duvida que, nestas condições, e de golpe em golpe, o Mercosul avança para um naufrágio?


itvA diplomacia brasileira está produzindo lambanças em série. Depois de conduzir a Rio+20 a um desfecho melancólico, o governo petista está envolvido até o pescoço num golpe: não, não se trata do impeachment de Fernando Lugo no Paraguai, conduzido estritamente dentro dos preceitos constitucionais do vizinho, mas sim da incorporação tortuosa da Venezuela ao Mercosul. O Brasil liderou uma espécie de quartelada neste fim de semana.

Na reunião de cúpula ocorrida em Mendoza, o periclitante bloco comercial formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai ganhou novo sócio: a República Bolivariana da Venezuela. O ingresso do país comandado ditatorialmente pela mesma pessoa há quase 13 anos só foi possível porque os demais sócios suspenderam os paraguaios do Mercosul sob a alegação de que a ascensão do novo governo de Assunção tisnou princípios democráticos. Quanta contradição...

O Senado paraguaio era o único que resistia a aprovar a entrada dos venezuelanos no bloco. Desde 2005 o ingresso do país de Hugo Chávez dependia do aval dos congressistas em Assunção, uma vez que precisa ser ratificado por unanimidade pelos quatro membros. Com a suspensão temporária do Paraguai do Mercosul, decidida há dez dias, o entrave foi levantado e a porteira para a incorporação da Venezuela, aberta.

Surge daí a contradição: o Paraguai está suspenso do bloco sob a alegação de que o impeachment de Lugo representou "ruptura da ordem democrática", conforme a manifestação oficial do Itamaraty acerca da questão. É certo que a celeridade com que o processo transcorreu em Assunção causou estranheza, mas a Constituição do Paraguai, promulgada em 1992 e elaborada por uma assembleia eleita para tanto, não foi afrontada. Não há, portanto, que se falar em "golpe".

O que se assemelha em tudo a um verdadeiro golpe é aproveitar-se da situação de excepcionalidade por que passa o Paraguai para pôr dentro do Mercosul um sócio que os vizinhos - por meio de seus representantes no Congresso - não desejavam. A decisão tomada em Mendoza no fim de semana é, em tudo, discutível e pode ser legalmente contestável.

Os países que acusam o Parlamento paraguaio de ter produzido um "golpe" contra Fernando Lugo usam requintes de crueldade para penalizar e prejudicar Assunção. Por exemplo: quando vier a ser reincorporado ao Mercosul, o que é previsto para daqui a nove meses, o Paraguai não poderá reexaminar qualquer dos acordos e tratados que Chávez tiver estabelecido com os demais sócios do bloco durante o período.

"O Paraguai terá que aderir a tudo que for pactuado durante sua ausência", disse Luis Inácio Adams, ministro-chefe da Advocacia Geral da União, no fim de semana ao Valor Econômico. As decisões tomadas pelo Mercosul neste ínterim serão, pois, empurradas goela abaixo dos paraguaios. Cabe, portanto, perguntar: quem, afinal, está produzindo um golpe?

No sábado, a Folha de S.Paulo mostrou que há fundamentos jurídicos sólidos para questionar a decisão de Mendoza. O artigo 37 do Protocolo de Ouro Preto, que implantou o bloco, diz que "as decisões dos órgãos do Mercosul serão tomadas por consenso e com a presença de todos os Estados partes". Ou seja, sem o Paraguai, nem pensar.

Para coroar, soube-se ontem que Dilma Rousseff foi o artífice do estratagema que abriu as portas do Mercosul para Chávez. O chanceler uruguaio veio a público informar que Montevideo foi contra a entrada da Venezuela no bloco nas circunstâncias atuais, isto é, aproveitando-se da suspensão temporária de um de seus sócios-fundadores. De acordo com o relato, o Uruguai foi coagido pela presidente brasileira a calar-se e avalizar o ardil.

"O chanceler Luis Almagro [do Uruguai] garantiu ontem que, sem unanimidade, a decisão só foi tomada em Mendoza por pressão direta da presidente Dilma Rousseff, não é definitiva e, agora, será reavaliada juridicamente por seu governo", resume O Globo. Por meio do bolivariano Marco Aurélio Garcia, o Planalto negou a versão uruguaia.

Pela decisão anunciada neste fim de semana, a entrada da Venezuela no Mercosul só será oficializada em 31 de julho, numa nova reunião dos países do bloco. Quem sabe os uruguaios não consertam por lá a lambança feita por cá? Do contrário, o bloco regional, que hoje já mal se aguenta sobre as pernas, terá agora que viver a reboque de Hugo Chávez e seus bolivarianos. Alguém duvida que, nestas condições, e de golpe em golpe, o Mercosul avança para um naufrágio?



Escrito por pitacos às 12h29
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   LULA QUER PROVAR QUE 'NEOMALUFISMO' COMPENSA

(Este artigo será publicado na pág. A2 do Estado de S. Paulo, nesta quarta-feira 4 de julho de 2012.

 

José Nêumanne

Ex-presidente foi contra volta dos exilados, fim da inflação e planos sociais dos tucanos

nNestes últimos dias, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem desafiado a própria fama de infalível em estratégias políticas com uma série de "pisadas na bola", como se diz na gíria futebolística, que ele tanto aprecia, num território no qual sempre desfilou com desenvoltura.

Enquanto os adversários tucanos se engalfinhavam em lutas internas intermináveis e injustificáveis para escolher o candidato à sucessão de Gilberto Kassab (PSD) na Prefeitura de São Paulo, Lula não ouviu lideranças locais, federalizou o pleito e lançou Fernando Haddad com a justificativa de que aposta no "novo" e repete a audácia de ter indicado Dilma Rousseff para presidente, em 2010. O risco é que, se Haddad perder, dará a Dilma a oportunosa ensancha de mostrar que ela não ganhou só por causa do apoio dele, mas teve méritos próprios.

A aposta isolada de Lula ignorou a lição do poeta britânico William Congreve, que, no século 17, constatou o óbvio ululante: "Não há no céu fúria comparável ao amor transformado em ódio nem há no inferno ferocidade como a de uma mulher desprezada". Da mesma forma como, segundo Arnaldo Jabor, teria escolhido Dilma para lhe suceder por imaginar que, sendo mulher, ela não o trairia, pensou que, depois de pisar nos calos da senadora Marta Suplicy (PT-SP), pudesse contar com seu apoio leal e entusiástico na campanha do favorito. Deu no que deu: a ex-prefeita virou a "fera ferida" da canção de Roberto Carlos e é, ninguém duvide, o maior empecilho para os planos de Lula conquistar uma vitória pessoal no pleito em São Paulo, cujo eleitorado lhe tem sido historicamente hostil. Ele próprio perdeu para José Serra e para Geraldo Alckmin e seus candidatos Marta Suplicy e Aloizio Mercadante Oliva foram derrotados por José Serra, ela também por Gilberto Kassab há quatro anos, além de Dilma Rousseff para o mesmo Serra nas urnas paulistanas. Outra lambança de Lula na mesma disputa foi deixar-se fotografar afagando o "filhote da ditadura" Paulo Maluf em troca do apoio do Partido Progressista (PP).

Os 95 segundos do PP malufista no horário gratuito, cedidos em troca dos afagos no jardim da mansão do dr. Paulo, geraram a crise da saída da ex-prefeita Luiza Erundina da chapa lulista, numa evidência de que, como o crime, o "neomalufismo" poderá não compensar.

No afã de eleger Haddad, o ex-presidente passou a seu eleitorado devoto e leal a impressão de Kassab - que se dispôs a apoiar o favorito dele e chegou a comparecer a uma reunião petista - lhe ter passado a perna. Tenha sido ou não esperteza do prefeito, a iniciativa dele empurrou o ex-governador José Serra para a disputa e convenceu seus desafetos no PSDB a compreenderem que a única forma de manter a oposição ao poder federal na maior prefeitura do País será apoiá-lo sem restrições, embora tapando o nariz.

Outro episódio posterior ao diagnóstico do câncer na laringe desmentiu mais até do que a fama de infalível do ex-presidente, pois contradisse um histórico de bom senso que o tem aproximado do cidadão comum, responsável por vitórias dele e de seus candidatos e altíssimos índices de popularidade por eles obtidos. Trata-se do encontro com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes no escritório do amigo comum Nelson Jobim. Mesmo que a versão do interlocutor - segundo quem Lula apelou para ele evitar que o julgamento do mensalão coincidisse com as eleições municipais - não seja absolutamente fidedigna, não faz sentido a exposição a que ele e alguns membros da última instância do Poder Judiciário - Gilmar, entre eles - se expuseram, às vésperas de um momento relevante como as sessões nas quais se julgará o maior escândalo de corrupção atribuída a seu governo na vigência do gozo da aposentadoria. Nada justificaria tal cruzada peripatética estando fora da Presidência, período no qual prometera se comportar com o máximo de discrição, e durante delicado tratamento de saúde.

Fato é que quem se surpreende com essas derrapadas do líder tido como infalível desconhece sua biografia. Nem sempre Lula foi sequer sensato como se pensa que foi. Em 1978, o ex-governador Cláudio Lembo, atendendo ao chefe da Casa Civil, Golbery do Couto e Silva, lhe pediu apoio para a anistia e a volta dos exilados. Ele negou. Em 1985, apoiou a expulsão do Partido dos Trabalhadores (PT) dos deputados Bete Mendes, Airton Soares e José Eudes porque votaram em Tancredo Neves contra Paulo Maluf no Colégio Eleitoral, alegando que os dois candidatos eram "farinha do mesmo saco". Em 1988, o partido só assinou a Constituição dita "cidadã" por apelo insistente do presidente do Congresso Constituinte, Ulysses Guimarães (PMDB-SP). No mesmo ano, omitiu-se na campanha da candidata petista à Prefeitura de São Paulo, Luiza Erundina, que tivera a ousadia de vencer seu favorito, Plínio de Arruda Sampaio, na convenção. Em 1993, apesar de ter participado da derrubada de Fernando Collor no Congresso, o PT recusou-se a participar do governo tampão do vice Itamar Franco e suspendeu a filiação da mesma Erundina, porque ela ousara desafiar novamente o chefão ao aceitar a Secretaria da Administração Federal - o que a levou a migrar para o PSB em 1997.

Aconselhado por Aloizio Mercadante Oliva, Lula levou os petistas a votarem contra o Plano Real, acusando-o de "estelionato eleitoral", posição que o levou a duas derrotas eleitorais seguidas no primeiro turno para o criador do maior projeto social da História do País, Fernando Henrique Cardoso. E, na oposição, se opôs ferozmente à privatização, à adoção do câmbio flutuante, às metas de inflação, à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e aos programas sociais propostos pelos tucanos.

Fiel à condição confessa de "metamorfose ambulante" (apud Raulzito Seixas), contudo, elegeu uma anistiada presidente. E agora enfrenta o desafio de provar que o "neomalufismo" não é crime e pode compensar. Se conseguirá só Deus sabe.

Jornalista, escritor e editorialista do Jornal da Tarde.

Email: jose.neumanne@grupoestado.com.br



Escrito por pitacos às 11h10
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   A DIFICIL MARCHA UNITÁRIA

 

 

Corre a boca não tão pequena a insatisfação de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, com a solução dada por José Serra, para seu vice, colhido nas fileiras do PSD.

Alckmin defenderia a chapa “puro-sangue” para não criar “cobra dentro de casa”, ou seja, para não dar espaço para que o PSD tenha condições de alçar voos em dissintonia com os tucanos – leia-se, com a reeleição do governador – em 2014 ou até mesmo, quem sabe, em 2018. E estaria desconfortável com o espaço dado ao partido de Kassab.

Parta de onde possa ter partido – ou inventado – esse raciocínio, ele é de uma pequenez chocante.

Lula quer conquistar a prefeitura da capital com um duplo objetivo: subtrair a principal capital do país à hegemonia tucana e de seus aliados e conquistar uma poderosa cabeça-de-ponte para ganhar o governo estadual em 2014. E, de quebra, inviabilizar qualquer voo maior de um tucano rumo ao Planalto.

A vitória de Serra demole essa estratégia do caudilho. A prefeitura continuará no mesmo campo histórico, agora e mais uma vez, sob a liderança tucana.

2014 ainda não está desenhado, mas até as Pedras do Vale do Anhangabaú sabem que a reeleição de Geraldo Alckmin em 2014 estaria muito dificultada se Haddad viesse a vencer as eleições para a prefeitura. O PSD paulista e paulistano dificilmente sentaria à mesa com os tucanos para compartilhar qualquer projeto unitário para 2014.

Hoje, aqui e agora ignorar o peso de Kassab na cidade de São Paulo e a importância do seu apoio a Serra, é assinar previamente o distrato e destruir pontes para 2014, raciocina até quem tem poucos neurônios em política.

Serra e a maioria dos tucanos paulistas e paulistanos souberam muito bem eleger o inimigo principal e operar para reunir o maior contingente de forças possível para a batalha de 2012 e para seus desdobramentos, que estão em disputa.

Antes de prosseguir, gostaríamos de fazer uma consideração sobre chapas “puro-sangue” ou “coligadas”.

Serra montou com Goldman uma chapa “puro-sangue”, vencedora em 2006 e sem questionamentos dentre os aliados. Em 2010, Geraldo Alckmin teve Afif, então no DEM, como vice. A chapa “coligada” foi vitoriosa, também sem questionamentos dentre os aliados. Não se trata de uma questão de princípio nem de receita de bolo, mas de avaliação concreta, do momento político e da correlação de forças.

Houve as prévias em São Paulo, sem contestação à sua lisura. Houve a Convenção Municipal, que decidiu pela chapa coligada nas proporcionais e pela escolha do vice a cargo do próprio José Serra.

Uma vez fechado o processo decisório, só existe uma posição responsável para as minorias, das bem-intencionadas àquelas nem tanto: acatar as decisões tomadas pela maioria.

A partir das deliberações da Convenção Municipal e da escolha de Serra sobre o vice, decisões acontecidas sob a égide da democracia partidária, operar contra só pode ser tachado, sem meias palavras, de DIVISIONISMO. Simples, assim.



Escrito por pitacos às 23h47
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   ELEITORES NÃO SABEM JULGAR


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Fernando Haddad deu uma versão singular, à Folha de São Paulo, neste sábado, para a derrota das gestões petistas de Luíza Erundina e de Marta Suplicy, que não fizeram seus sucessores.

O ungido explicou que as gestões das companheiras foram um sucesso incompreendido pela maioria do eleitorado, conservador, que teria “colocado questões pessoais acima das políticas públicas”.

Precisamos ir um pouco a fundo no que embasa essas declarações do ungido.

Existe a soberba petista em não admitir os próprios erros.

Só isto, porém, não explica.

A maior cidade do país elegeu, desde a redemocratização, duas mulheres (uma delas uma imigrante nordestina), um negro, políticos à direita, ao centro e à esquerda. O eleitorado comprovadamente pôs na Prefeitura um amplo espectro de pessoas e de correntes políticas. Como, então, adjetivá-lo de “conservador”?

Está subjacente ao pensamento de Haddad a concepção de que iluminados acertam, mas os eleitores não sabem reconhecê-los. Eles não sabem ou não têm condições de saber o que é melhor para si mesmos.

A distância dessas “explicações” para a defesa de que não devam existir processos eleitorais não é grande.

Esperamos que Fernando Haddad tenha-se revelado inexperiente diante dos repórteres e entrevistadores, ou talvez apenas tenha mostrado seu lado “B”, de ignorância dos processos da vida real e de busca de respostas fáceis – e do senso comum entre petistas – para questões complexas e cuja resposta até passasse por autocríticas profundas e reconhecimento de erros.

Perigo maior existe se o ungido realmente acredita que o direito do julgamento e da escolha dos governantes pelos eleitores só atrapalhe quem acredita piamente ser o portador da chave do paraíso.



Escrito por pitacos às 22h38
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   BOLA MURCHA

b 

Lula não compareceu à Convenção Municipal do PT que lançou a chapa Haddad/Nádia Campeão.

É perfeitamente justificável a ausência do caudilho, devido a problemas de saúde.

O neo aliado Paulo Maluf também não compareceu, em carne e osso, mas estava lá. O PT buscou escondê-lo, mas não conseguiu evitar que parte da militância vaiasse o incômodo coligado, quando foi citado.

Expor Maluf ou não expor Maluf, será um dos dilemas cruciais de Haddad toda sua campanha. Quem pariu Mateus que o embale, reza o dito popular.

Dilma Rousseff também não apareceu. Talvez seu marqueteiro a tenha instruído a deixar passar a tempestade negativa pela qual passa seu ex-ministro, para não sofrer qualquer ameaça de queda de popularidade na capital de São Paulo.

Luíza Erundina não foi à Convenção. Mandou uma carta de apoio.

É uma posição de autopreservação que contém certa dose de oportunismo barato. Quer posar bem na foto, como se tivesse sempre condenado as alianças em que anda metida, pessoalmente e por meio do seu partido.

Não seria mais coerente a ex-prefeita segurar a barra e explicar direitinho seus posicionamentos para a militância de sua coligação e para a opinião pública, por meio da mídia?

Quem não se escondeu foi Marta Suplicy.

A senadora não apenas passou longe da Convenção, mas deixou claro, publicamente, que está fora da campanha de Haddad. Disse que irá se ocupar da “reeleição de Dilma”, seja lá o que isso queira dizer.

As ausências ilustres na Convenção do PT paulistano atestaram que a campanha de Haddad, nesta altura do campeonato, tem muito mais problemas para decolar do que apenas fazer-se conhecido como o ungido.



Escrito por pitacos às 22h00
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   TÓFOLI ESTÁ CERTO

 


Conversei mais uma vez com meu amigo e conselheiro Alexandre Thiollier, sobre o voto do Ministro Tófoli, seguido pela maioria dos ministros do TSE, sobre a questão dos chamados “contas-sujas” (1).

Thiollier esclareceu que a legislação exige que candidatos apresentem suas contas de campanha aos tribunais eleitorais. Não determina que elas tenham de ser previamente aprovadas para que eles possam se candidatar.

E que, se após o devido processo de verificação das contas de campanha, elas forem rejeitadas, o Ministério Público tem as prerrogativas de propor que candidatos que estiverem nessa situação não sejam diplomados e, no caso de empossados, que percam seus mandados.

Para Alexandre Thiollier, o Ministro Tófoli bateu de frente contra certo viés “legisferante”, que tem assaltado determinadas instâncias do Judiciário, para as quais não basta cumprir seu papel constitucional de interpretar e aplicar as leis, mas tentam delegar a si próprias o poder de “complementar” ou mesmo “fazer” as leis, em lugar do Legislativo.

A decisão majoritária do STE, de exigir que candidatos apresentem prestação de contas de campanhas eleitorais não institui o “liberou geral”, mas, pura e simplesmente, repõe em seus lugares a observância e cumprimento da legislação.

O voto de Tófoli, para Thiollier, foi bem mais amplo, mas, para responder às minhas dúvidas, ele ficaria neste resumo.

(Antônio Sérgio Martins)

 

(1) Já havíamos conversado anteriormente sobre a decisão do STF em relação aos direitos dos novos partidos ao horário eleitoral gratuito e ao fundo partidário, na proporcionalidade de suas bancadas federais (ver “PSD VIABILIZADO”).



Escrito por pitacos às 21h36
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   REAL, 18 ANOS

 

real

 

Instituto Teotônio Vilela (PSDB nacional)
Carta de Formulação e Mobilização Política
Segunda-feira, 2 de julho de 2012
Nº 498.

 

A estabilização da moeda foi o passo inicial de uma profunda transformação institucional do Estado brasileiro. Passados 18 anos, o sucesso do Plano Real contrasta com a falta de ousadia dos governos do PT: para voltar a dar saltos à frente, o Brasil clama por novos avanços estruturais, mas não tem tido quem os lidere. Nas era petista, vivemos aprisionados no curto prazo, sem ver o país ser preparado para um futuro mais brilhante.

 

itvHá 18 anos, o país começava a viver uma mudança que marcaria para sempre sua história. Uma nova moeda, o real, estreava, recebida com um misto de ceticismo e esperança. Passado tanto tempo, a moeda estável demonstrou que veio para ficar. O sucesso do Plano Real contrasta, porém, com a falta de ousadia dos governos petistas: para voltar a dar saltos à frente, o Brasil clama por novas transformações institucionais, mas não tem tido quem as lidere.

O real foi o oitavo plano de estabilização - décimo-segundo, se considerarmos também as experiências ortodoxas do fim do regime militar - a ser tentado no país no intuito de pôr fim à hiperinflação, que durante anos persistia na casa de dois dígitos mensais. Todas as tentativas anteriores só haviam resultado em mais carestia, reaceleração dos preços e frustração. Os mais pobres eram sempre os mais penalizados, por não contar com mecanismos de proteção financeira.

Em 1993, Itamar Franco pôs em marcha uma estratégia inovadora, bolada por um grupo de jovens e brilhantes economistas: seu cerne era desarmar a engrenagem da indexação, que sempre retroalimentara a inflação. Para conduzi-la, o presidente escalou Fernando Henrique Cardoso, que deixou o comando do Itamaraty para assumir o Ministério da Fazenda. A uma ideia ousada juntou-se um líder capaz de emprestar credibilidade à empreitada, como Itamar precisava.

Uma das características do plano, e fundamental para seu sucesso, foi a transparência. Então acostumada a pacotes baixados na calada da noite, a sociedade brasileira foi envolvida no processo de adoção da nova moeda, de modo a preparar-se para aquele 1° de julho de 1994, dia em que o real finalmente estreou. Tratava-se de uma postura absolutamente inovadora, franca, honesta.

Antes do real, o Brasil experimentou o cruzeiro real como padrão monetário; foi nossa nona moeda e só existiu por 334 dias. Para ter noção de quão dramática era a situação, neste curto período o cruzeiro real acumulou inflação de 3.673%. Trocando em miúdos: naquela época, os preços subiam em dois dias mais do que sobem hoje, em média, num ano todo. O real veio enfrentar esta realidade e vencê-la.

A estabilização foi o passo inicial de uma profunda transformação institucional do Estado brasileiro. A ela, seguiram-se a renegociação das dívidas estaduais e municipais; o saneamento do sistema bancário, por meio do Proer; a Lei de Responsabilidade Fiscal; a adoção do regime de metas de inflação e de câmbio flutuante. Concomitantemente, vieram também a liberalização comercial e as privatizações. O PT opôs-se a todas estas iniciativas, mas, a despeito de sua truculência oposicionista, o Brasil foi renovado.

Todo este ciclo de mudanças transcorreu ao longo dos dois mandatos do presidente Fernando Henrique. Lá se vão dez anos desde seu fim, e a pergunta que fica é: o que aconteceu de novo no Brasil desde então? É certo que, no empuxo de uma expansão sem precedentes no comércio global ao longo dos anos 2000, milhões de brasileiros foram incorporados ao mercado de consumo nos últimos anos. Mas que avanços institucionais ocorreram na era petista? A resposta é: nenhum.

O Brasil teve, nos últimos anos, oportunidades preciosas de ingressar num longo ciclo de desenvolvimento sustentado. Para tanto, eram necessárias novas mudanças, lances de ousadia, reformas estruturais, instituições adequadas aos novos tempos. Mas, nos governos petistas, vivemos aprisionados no curto prazo, sem preparar o país para voltar a dar novos saltos adiante, como o Plano Real fez.

Muito do sucesso do governo Lula e da relativa estabilidade da gestão Dilma Rousseff deve-se ao arcabouço institucional herdado da administração tucana. Fica-se a imaginar o que teria acontecido se a chegada do PT ao poder não tivesse sido precedida das inovações e das transformações desencadeadas naquele longínquo 1° de julho. O Brasil que temos hoje - melhor que o de ontem, mas ainda distante do que precisa ser amanhã - só existe graças ao Plano Real.



Escrito por pitacos às 18h36
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   CONTAS-SUJAS VÃO AO PARAÍSO

 

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Mary Zaidan

 

mPor quatro votos a três, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, na semana que passou, que o trabalho que ele próprio faz de análise das contas das campanhas eleitorais de nada vale.

Isso mesmo. Centenas de servidores espalhados país afora, que se esmeram na conferência das contas, e outras dezenas de juízes que deferem ou não os documentos comprobatórios de arrecadação e gastos dos candidatos o fazem por mero diletantismo. Um trabalho inútil. Tempo e dinheiro jogados fora, já que, a não ser que o Ministério Público cobre, tanto faz as contas serem ou não aprovadas.

Para ler a íntegra, clique aqui.


* Mary Zaidan é jornalista. Foi assessora de imprensa do governador Mário Covas. Trabalhou em várias campanhas eleitorais com os tucanos. Mary, com seu teclado, bate duro no lulopetismo, em favor de sua desconstrução. @maryzaidan.

(Fonte: Blog do Noblat)



Escrito por pitacos às 14h19
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