Pitacos/Pitacadas: politica em foco
   Semana Santa

O núcleo duro de Pitados reflui e volta na segunda-feira.

A mudança de ares nos deixará recarregados para a batalha eleitoral que sobe de patamar a partir deste abril. “Serra faz acontecer”.

Para todos, uma Semana Santa de descanso, convívio familiar mais intenso e, para os cristãos, de reflexão sobre a Ressurreição de Jejus Cristo e sua mensagem universal. 



Escrito por pitacos às 13h02
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   Banditismo puro e simples

 

A libertação do sargento Pablo Emilio Moncayo, pelas FARC, coloca esta organização narcoterrorista de novo em evidência.

A ONU define como terrorista as organizações que não lutam contra a ocupação estrangeira nem contra governos totalitários. Neste rol, caem as FARC.

Neste contexto, a prisão do sargento Moncayo é um sequestro e as condições a que foi submetido enquadram-se como tortura. Basta citar como ele, e os outros sequestrados, dormiam, sempre amarrados por correntes, pelos pés.

Se alguém tiver dúvida sobre o status da prisão do militar, detenha-se sobre um paralelo. Se o PCC prendesse policiais e os mantivesse em cativeiro, a condição dos detidos seria de prisioneiros políticos ou de sequestrados pelo banditismo? A segunda alternativa coloca as FARC e o PCC no mesmo saco. Terrorista é terrorista. Bandido é bandido. Terrorista é terrorista. E vice-versa. Simples, assim.

Cabe mais um paralelo.

Nos anos 60 e 70, os vietnamitas capturavam militares norte-americanos em combate e “em paz”, bem como funcionários civis americanos e do governo que chamavam de títere.

Poderiam os vietnamitas ser caracterizados como terroristas? Não havia qualquer dúvida de que a sua luta e a totalidade de suas atividades tinham como fim a expulsão dos americanos e a derrubada do governo por eles instalado. Concorde-se ou não com a instalação de um regime socialista ou similar, dentro das condições do Vietnã, não havia qualquer dúvida, prova ou indício de que este não era o objetivo diuturno das forças nacionalistas e de esquerda naquelas plagas.

As FARC operam noutra direção. É fartamente documentado seu envolvimento com a produção, distribuição e comercialização da cocaína colombiana. São a guarda pretoriana dos narcotraficantes, de quem cobram proteção. Vão mais longe, participam eles mesmos do ciclo econômico da cocaína.

As FARC sequestram personalidades do mundo empresarial e político para negociá-los por resgates. Nem uma criancinha acreditaria que o numerário obtido com o pagamento dos resgates não tenha aplicação em suas “atividades fins”, ou seja, na proteção aos produtos e no cultivo direto da cocaína. Se o PCC sequestrasse e mantivesse em cativeiro policiais e civis, haveria alguma diferença de mérito e de forma com as atividades iguais dos narcotraficantes colombianos?

Sob pressão internacional, isolados e derrotados fragorosamente na Colômbia, os narcoguerrilheiros têm libertado um punhado de sequestrados. O intuito é tão somente o de melhorar sua imagem. Alguém duvida?

A libertação em si pode acontecer como consequência de negociações, geralmente um cessar fogo na região onde ele ocorre. Esse é o limite da negociação possível. Mais do que isso, só a deposição das armas e a entrega ao governo colombiano. Em outras situações, a libertação acontece como fruto de ações especiais das forças armadas colombianas. Estas, ao contrário, jogam abaixo do chão o que pode restar da imagem “militar” das FARC.

É importante em outro artigo a análise da sobrevivência das FARC. As fontes de sua sobrevivência não estão apenas na cocaína e nos sequestros. Na escala em que circulam e no tipo de armamento que carregam em escalas, o apoio de governos da região, sobretudo em logística, é decisivo.

O Brasil não caracteriza as FARC como força terrorista. Pelo contrário, ao dar asilo a Olivério Medina, uma padre “embaixador das FARC no Brasil”, reconhece explicitamente o que considera uma força política, uma força beligerante. Fosse outra a posição, como dar asilo a um narcoterrorista?

E mais, no Fórum de São Paulo, uma organização política continental construída pelo PT, têm assento as FARC. Prova maior de caracterização como força política pelo partido de Lula, impossível.

Não carece de sentido a posição brasileira sobre a repressão do governo colombiano aos narcoguerrilheiros. É de aparente neutralidade.

É necessário se dizer que as FARC não estão sozinhas, embora seja a maior força narcoterrorista.

O ELN, Exército de Libertação Nacional, criado sob a matriz cubana e da esquerda católica, continua em atividade. Sua propaganda condena o envolvimento com a cocaína. Sua marca é a especialização em sequestros – realizou a maioria deles - e a extorsão de companhias petrolíferas. Tal atividade é chamada por esta organização como recolhimento do “imposto de guerra”. O número de membros é reduzido, na atualidade.

Acrescente-se as Autodefensas Unidas de Colômbia (AUC), organização paramilitar de direita, mais expressiva numericamente do que as FARC. Justifica sua constituição, lá trás, pelo que considerava ser a fragilidade das forças armadas colombianas no combate à narcoguerrilha. Como todas as organizações do gênero, caminhou celeremente para o banditismo puro e simples, via extorsão e envolvimento com a onipresente cocaína colombiana.

A libertação do Sargento Moncayo tem tudo para ser um tiro no pé das FARC. Pode lançar ainda mais luz sobre o banditismo organizado de todos os quadrantes, que se alastrou pela Colômbia. E, também, sobre o processo de cerco e aniquilamento em curso.



Escrito por pitacos às 12h27
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   O governo Serra

 

Pitacos publica a nota “Serra e o ativismo governamental”, escrita por Paulo Renato, Secretário Estadual da Educação do Governo Serra,. A matéria saiu nesta quarta-feira, 31.3.2010.

A nota faz uma avaliação das políticas públicas de Serra e de sua atuação. Faz o necessário contraste com o governo federal.

Paulo Renato não é “neutro”. Participa do núcleo do governo Serra. Tem, no entanto, a postura de analisar globalmente, longe de se ater ao “corporativismo” de sua área.

"Serra e o ativismo governamental

Paulo Renato Souza *

O governador Serra deixa o cargo para atender às exigências da legislação eleitoral no momento em que a maioria absoluta dos paulistas avalia seu governo como bom e ótimo e seu nome lidera todas as pesquisas presidenciais, estando em ascensão na preferência dos brasileiros. O admirável é que este feito aconteceu apesar de Serra, em respeito à lei, ter-se recusado a fazer campanha antecipada, enquanto a candidatura do lulo-petismo está nas ruas há quase dois anos e se beneficia do uso ilegal da máquina federal. De onde vêm a densidade e a popularidade de José Serra?

Certamente são decorrentes de toda sua vida pública, sempre pautada por princípios republicanos. Mas também são frutos do sucesso do seu governo, um marco em São Paulo, tal o salto dado nos investimentos públicos – eles já ultrapassam os 20 bilhões de reais ao ano - e na elevação da qualidade em serviços que se constituem direitos universais do cidadão, como saúde e educação.

São Paulo tem hoje a maior obra viária do país, o Rodoanel, o governo estadual investiu pesadamente em transportes de massa (metrô, trens e veículos leves sobre trilhos), e houve forte expansão do ensino técnico profissionalizante, médio e superior. Na saúde, o sistema estadual conta com a aprovação da ampla maioria dos seus usuários, enquanto na educação começam a surgir os primeiros resultados de uma política inovadora focada na aprendizagem do aluno e na valorização do desempenho das escolas e dos professores. A marca do atual governo foi o ativismo governamental, condição necessária para o desenvolvimento e a geração de empregos - duas obsessões de José Serra.

Nada disto seria possível, claro, se Serra não tivesse sido precedido por Mário Covas e Geraldo Alckmin, responsáveis pelo saneamento das finanças do Estado e pela introdução de um padrão administrativo baseado no zelo pelo dinheiro público. Mas existiram outras virtudes na atual gestão para as quais chamo a atenção. Obras do porte do Rodoanel foram tocadas sem denúncias de superfaturamento e obedecendo exigências ambientais compensatórias, numa demonstração de que é possível compatibilizar desenvolvimento e meio-ambiente.

Em tempos de exacerbação do patrimonialismo, o governo Serra distanciou-se do que aconteceu na esfera federal e pautou-se por outros valores. O governador também construiu maioria parlamentar em aliança com outros partidos, mas o fez sem lotear a máquina do Estado e sem qualquer recurso a métodos “heterodoxos” como o mensalão. Em São Paulo, as Secretarias e as empresas estatais não são feudos do clientelismo e nem moeda de troca para angariar apoio parlamentar. A ética, portanto, não foi sacrificada em nome da “governabilidade”.

Sou testemunha do seu compromisso com uma educação pública de qualidade. Em seu governo foi consolidada a convicção de que a formação e o estímulo ao bom desempenho dos professores são condições indispensáveis para o salto tão reclamado pela sociedade. De forma pioneira, o governo paulista criou a Escola de Formação de Professores do Estado de São Paulo, instituiu um bônus para premiar o desempenho coletivo dos profissionais de cada escola e criou também o programa “Valorização pelo Mérito”, através do qual haverá a valorização salarial do professor, de acordo com o seu esforço e desempenho individual. Tudo isto começa a impactar na sala de aula, na aprendizagem do aluno.

Legitimamente, nosso governador atende ao apelo de servir melhor aos brasileiros e começa a por o pé na estrada em sua nova caminhada. Conheço José Serra há quarenta anos e fomos parceiros em diversas empreitadas - no governo Montoro, no governo de Fernando Henrique e na atual administração estadual. Sei, portanto, o quanto sua biografia foi construída em absoluta sintonia com os valores democráticos e humanistas e o quanto ela o capacita para a empreitada a que se dispôs. Serra voltará a fazer história, assim como o fez em São Paulo onde o ativismo governamental marcou a sua gestão. Creio que a frase que o define é: SERRA FAZ ACONTECER.

Secretário estadual da Educação do governo Serra".



Escrito por pitacos às 10h24
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   O enquadramento de Suplicy

Ou baixaram o centralismo em Suplicy ou ele achou que já teve seus minutos de glória. O concreto é que o Senador “rebelde” provou que não é tão independente assim. Após a divulgação da pesquisa do Datafolha,  anunciou  sua desistência em favor de Mercadante, apesar de ter uma intenção de votos bem superior à de seu colega de bancada. Diz Suplicy ter atendido ao apelo da direção estadual do PT, toda ela fechadinha com  a candidatura apadrinhada pelo Palácio do Planalto.

 

Prevaleceu a vontade imperial de Lula e até Suplicy foi enquadrado. Aparentemente, Lula e o PT livraram-se da sinuca de bico em São Paulo. Mas a solução encontrada é mesmo esquizofrênica. O pré-candidato com maior preferência do eleitorado abriu mão para outro candidato com densidade eleitoral menor e que pode dar vexame.

 

 Alckmin agradece por ir enfrentar um petista mais fraco eleitoralmente.



Escrito por pitacos às 15h25
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   Sinuca de bico

 

Há sim, uma grande novidade na pesquisa Datafolha sobre a disputa do governo de São Paulo. Ela não é a liderança disparada de Alckmin, fenômeno previsível. O novo é a baita sinuca de bico na qual estão enrascados o PT e Lula.

E agora? Eles ficarão com a candidatura Mercadante com seus magros 13% de intenção de votos ou se renderão a Eduardo Suplicy, que tem 19% da preferência do eleitorado? E como será escolhido o candidato, pela vontade imperial de Lula e da burocracia partidária ou através de uma prévia, como reivindica Suplicy?

 

 

O enrosco está formado. Mercadante se julgava  campeão de votos, por ter sido o senador mais votado em 2002 (surfando na onda da vitória de Lula) e por ter tido 32% dos votos na eleição para governador de 2006. No entanto, desde esse ano, já definhava eleitoralmente. Tanto que, pela primeira vez, uma disputa em São Paulo foi resolvida em primeiro turno, com a vitória de Serra.


De lá para cá,  ficou mais desidratado ainda. Sua credibilidade despencou, com aquela história de renunciar à sua "renúncia irrevogável". Como os números do Datafolha demonstram, ele tem que começar olhar para o seu calcanhar, pois até mesmo Celso Russiano, com 10% de intenções de voto, e sem maiores lastros na sociedade, se aproxima perigosamente do patamar de Mercadante.


A sinuca é produto da decisão de Lula de inventar candidaturas para o governo de São Paulo com o único objetivo de servir de  escada para a candidatura Dilma. Para Lula, pouco importa se a candidatura  estadual será vitoriosa, ou não. O que importa é que ela aporrinhe a vida de Serra.


A partir daí, o presidente meteu os pés pelas mãos em São Paulo, com a invenção da candidatura de Ciro Gomes para o governo do Estado. O deputado-federal cearence transferiu seu título para o Estado. Contrariando o chefe, dia sim, dia não, dava declarações afirmando que isto era uma aventura e desancava o PT paulista. Talvez intencionalmente, queimava todas as pontes que poderiam fazer a vontade do grande chefe.


Todo mundo perdeu a paciência com Ciro e a sua metralhadora giratória, ao ponto de Lula ter-se rendido à evidência de que, para o governo do Estado, esta candidatura corria sérios riscos de entrar no anedotário nacional e no folclore político. Como alternativa, saiu da manga a solução mágica, a opção Mercadante. Ele mesmo começou a divulgar que estava trocando uma reeleição garantida para o Senado (o que não era verdade) por uma derrota certa.


Agora o Datafolha mostra que não se trata apenas do risco da derrota, mas sim a possibilidade real de um vexame eleitoral.


Não seria tão difícil o PT sair da sinuca de bico. Bastaria Lula e o PT paulista se renderem à maior densidade eleitoral de Eduardo Suplicy.


Acontece que Lula e a burocracia petista não confiam de jeito nenhum no senador  Suplicy. Como adora aparecer na telinha e faz de tudo para atrair os holofotes, o ex-marido de Marta  não é chegado à "disciplina partidária". De vez em quando tem crises de "independência".


Por senso midiático, ou não, Supicy se diferenciou da maioria do PT ao assinar o pedido da "CPI dos Correios", que investigou os mensageiros petistas. Deu cartão vermelho a Sarney e recentemente discordou publicamente de Lula em relação aos direitos humanos em Cuba. A "rebeldia" rende dividendos eleitorais, mas desperta em Lula o furor de esganá-lo.


O pepino é como se livrar do "companheiro" incômodo sem provocar mais estragos eleitorais para as candidaturas petistas, de Dilma e de Mercadante. Se a máquina partidária passar o rolo compressor e não convocar as prévias, Suplicy poderá botar a boca no trombone e deixar  Mercadante em tremenda saia justa.


Derrotá-lo nas prévias também  não é tão fácil assim e isto tem  o seu preço. Sem levar em consideração que as "bases" podem fugir do controle, a cúpula partidária terá que explicar direitinho à sociedade porque preferiu um candidato de pés de chumbo, em matéria de intenção de votos.


Existe outra solução mais complicada ainda. O apelo desesperado de Lula para que Ciro se renda e saia candidato a governador. A esta altura do campeonato, esta solução desagradaria a Mercadante, a Suplicy e também a sua ex-esposa Marta, que pretende concorrer ao Senado. Se enfiarem Ciro  Gomes goela abaixo dos petistas paulistas, Mercadante vai querer disputar a reeleição e Marta pode ser jogada para escanteio.


É previsível que o PT perca  tempo precioso para encontrar uma saída. E isto no principal colégio eleitoral do país, onde é essencial para Dilma contar com  palanque competitivo. Sem tal palanque, Serra pode abrir uma frente em São Paulo acachapante, o que complicará a situação da petista, em escala nacional. E Lula pode ter que carregar dois fardos, em São Paulo: Dilma e Mercadante.


A sinuca de bico está formada. Quem pariu Mateus, que o embale.
 

 



Escrito por pitacos às 11h02
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   PAC II, mais uma empulhação

 

Roberto Freire, presidente PPS, divulgou a nota abaixo, originalmente publicada em "Brasil Econômico" (clique aqui para acessar).

"Na próxima semana, o governo Lula lançará mais um PAC, o segundo e seu rosário promessas de obras que, só com discurso, buscarão enfrentar as precárias condições de nossa infra-estrutura física.

Pitacos reproduz a nota pela importância do tema e da análise. Nesta segunda-feira, com pompa inédita, Lula e a ungida lançam mais um PAC. Não há novidade no mérito. Trata-se da reunião de todo e qualquer investimento federal, estadual e municipal dos governos, somados à iniciativa privada, tudo apresentado, mais uma vez, como se fosse do governo Lula. Registre-se que, de novo, no PAC II estão incluídos investimentos virtuais, ou seja, aqueles que talvez um dia saiam do papel.

A novidade é o destaque para a ungida. À claque de ministros, como à platéia selecionada, estarão reservados os aplausos nos momentos indicados.

É a repetição do que acontece há anos.

Vamos ao texto de Roberto Freire:

"Maquiadores e mágicos

Na próxima semana, o governo Lula lançará mais um PAC, o segundo e seu rosário promessas de obras que, só com discurso, buscarão enfrentar as precárias condições de nossa infra estrutura física.

Palavreado que deverá virar estradas, urbanização de assentamentos, saneamento, redes de abastecimento de água e tudo o mais que a platéia pedir ou a cada região necessitar. Afinal, são obras construídas ali, com palavras e, como elas, desfeitas com o vento.

Foi assim com o primeiro PAC. Pelos números divulgados pela própria Casa Civil, dos resultados desse programa já se percebe a mágica na gestão.

Segundo os dados da ONG Contas Abertas, a metodologia de divulgação dos números usada pela Casa Civil nas cerimônias de balanço oficial exclui as obras de saneamento e habitação desde o primeiro anúncio, apesar de estarem previstas no orçamento do programa.

Pelos dados disponíveis, sabemos que no Nordeste, todos os estados apresentam percentual de obras concluídas entre 4% e 11% em relação ao total de empreendimentos previstos para cada unidade federativa. O desempenho dos projetos concluídos na região atinge apenas 7% do total, excluindo os resultados do estado do Piauí.

No entanto, os dados oriundos da Casa Civil apontam que 40,3% das ações do PAC estão concluídas, considerando o montante de R$ 256,9 bilhões que foram aplicados em ações entregues até dezembro.

O problema é que quando confrontamos esses números com a realidade, o que temos é que apenas 11% do PAC I foram concluídos, e mais da metade sequer saiu do papel. Pura maquiagem. Verdadeira mágica!

O curioso desse monumental esforço de propaganda e campanha eleitoral fora do prazo legal é que, segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo, em torno de 60% das obras inauguradas nem prontas estavam, e uma não dispunha sequer de licença ambiental.

Depois que a caravana do governo e de sua candidata passa, ocasião em que o presidente se autoelogia, pede voto, critica adversários, as emissoras de TV filmam, as de rádio e os jornais fazem entrevistas, o palanque é desmontado e tudo volta a ser como antes.

Sem perspectiva de conclusão, sem movimento de máquinas a trabalhar, a cidade e o estado esperam, esperam, esperam... Todo aquele palavrório nem sai do papel.

Às vezes, nem vai para o papel censurado que é por seus assessores de comunicação. Assim é um programa movido a promessas, tocado com o combustível da propaganda eleitoral. Assim fica fácil.

Em uma campanha eleitoral que já dura um ano e meio, afrontando a Justiça Eleitoral, o presidente e a ministra passam com falatório e querendo amealhar confiança, aplausos e votos pelo país e largam a conta para o sucessor.

Com esse PAC empacado o presidente Lula e sua candidata Dilma ainda pretendem engabelar o povo brasileiro com um novo pacote ou ajuntamento de obras. Não conseguiu fazer um, mas, promete dois. Um escárnio!"



Escrito por pitacos às 09h25
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