 |
Pitacos: política brasileira em foco |
 |
 |
 |
| |
Conspiração contra a Vale
A conspirata que uniu Lula e o empresário Eike Batista com vistas a tomar o controle acionário da Vale do Rio Doce e derrubar o seu presidente foi tão deslavada, que os dois se viram forçados a fazerem um recuo tático. Ao menos publicamente. Como atuou de forma descarada, o governo Lula deixou suas impressões digitais na operação casada que o uniu a um empresário, no mínimo polêmico, com o objetivo de promover, pelas vias tortas, a reestatização da maior empresa privada do país. Não se conhece na história do capitalismo brasileiro ingerência tão acintosa do governo central em assuntos de uma empresa privada, como a da conspiração contra Vale. Exatamente por isto, pegou mal a ação consertada entre o Palácio do Planalto e o empresário que, como disse o editorial da Folha de São Paulo, se dispôs a desempenhar o papel de ventríloquo de Lula, colocando na própria boca as palavras do presidente de críticas à administração de Roger Agnelli, atual presidente do Vale do Rio Doce. O recuo se impôs porque a repercussão da investida contra a maior empresa privada do país foi altamente negativa, no mundo dos negócios e na opinião pública. O próprio grupo Bradesco, que controla a Vale em função de um acordo de acionistas, sentiu que se cedesse às pressões do governo, estaria contribuindo para a criação de um grave precedente. É a história do quem pode mais, pode menos. Se o governo hoje tiver forças para subordinar a maior empresa privada do país aos seus planos políticos, amanhã poderá se julgar no direito de se imiscuir em todo e qualquer negócio privado. É evidente que este precedente criaria um clima de insegurança jurídica que afetaria o mundo empresarial e financeiro. Daí o recuo tático. Agora, Lula deixa vazar a notícia de que não quer mais a cabeça de Roger Agnelli. Eike Batista anuncia que, ao menos por enquanto, desistiu de ter o controle da Vale, negando de pés juntos que tenha atuado a mando do governo, quando se meteu a dar palpites sobre a gestão de uma empresa da qual não tem nada a ver.  No seu afã de puxar o saco de Lula e querendo dar ao presidente a garantia de que permitiria a “reestatização” da Vale caso obtivesse seu controle acionário, EiKe chegou a dizer que nomearia o petista Sérgio Rosa para presidente do Vale do Rio Doce. Quem quiser saber quem é ele e qual o seu papel como arrecadador de campanha do Partido dos Trabalhadores, deve ler a coluna de Eliane Cantanhede de hoje, publicada abaixo desta nota.
Vamos ao que interessa. A conspiração contra a Vale do Rio Doce – um belo exemplo da privatização bem-sucedida - terminou? Coisíssima nenhuma. Eike Batista, que se auto intitula o homem mais rico do país, mantém seus olhos gordos sobre a Vale. É daqueles que pisam no pescoço da mãe para obter sucesso em seus negócios. Até aí, tudo bem. Sua espécie está longe de ser rara em seu meio. A questão é outra. Sua forma de querer ganhar dinheiro com a Vale atenta contra os interesses do país, por passar pela aliança com o lulo-petismo para reestatizar a maior companhia privada do país e “reinaugurar” uma etapa do capitalismo brasileiro que teve papel importante no passado e que na atualidade opera na contramão de todos os ganhos obtidos para o Brasil desde a era FHC. Não é preciso ter bola de cristal. Eike Batista supostamente quer uma fatia expressiva e controladora da Vale, comprada com todas as facilidades conhecidas destas práticas, para logo a seguir vendê-la, a peso de ouro, para o governo estatizante que teria viabilizado a mega operação. Simples, assim. É por isto que ele disse que sua desistência é momentânea. Amanhã. Se necessário for, se filiará até ao PT, caso isto seja uma pré condição exigida pelo lulo-petismo para que ele abocanhe o controle da maior empresa privada brasileira. Lula apenas mudou de tática. Em vez de publicamente exigir a cabeça de Roger Agnelli para colocar em seu lugar um executivo mais sensível aos seus planos de “reestatização”, tentará implodir sua administração por dentro. De um lado, manterá a atual diretoria da empresa sob pressão para que ela subordine seus investimentos estratégicos aos planos políticos do Palácio do Planalto. De outro lado, utilizará os fundos de pensão, principalmente o Previ, que são acionistas da Vale, como aríete do governo com o objetivo de derrubar alguns diretores da empresa, que Lula e sua equipe econômica julgam “tucanos demais.” É possível que o Bradesco e Roger Agnelli optem pelo pragmatismo e preferiam entregar os anéis para conservar os dedos. Isto levaria à queda de dois diretores da Vale, o que não deixaria de ser uma vitória parcial da incursão intervencionista do governo Lula. Em 23 de setembro deste ano, Pitacos publicou a nota “Por que tanto ódio da Vale?”, na qual mostrou que o governo Lula nunca engoliu o sucesso da privatização desta empresa e que nunca desistiu de privatizá-la. Os fatos vieram a comprovar nossa avaliação. Para consultar, clique aqui. Após a " inflexão tática", o que dirá Lula a Eike Batista em relação ao plano conjunto de apropriação da Vale? Certamente adaptará o bordão e dirá: “a conspiração continua, companheiro.”
Escrito por pitacos às 11h47
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Sérgio Rosa & Eike Bastista
Pitacos não gosta de “recortar & colar” matérias da imprensa e da blog-esfera. Encher linguiça e simular produção não estão em nosso DNA. Exceções acontecem quando há matérias de alhures que expressam nossas posições ou contêm informações e análises valiosas para o debate. Não faria sentido pensar e teclar a respeito, novamente. Publicamos abaixo o editorial do Estadão, sobre o descarado e demagógico uso eleitoral das obras de transposição do rio São Francisco, bem como sobre o ensurdecedor mutismo das forças democráticas, que na prática aceitam goela abaixo as práticas anti republicanas da dupla Lula/Dilma. Como complemento à nota acima, "Conspiração contra a Vale", a respeito do “recuo” dos ataques à Vale, publicamos a coluna de Eliane Cantanhede, “Boa coisa não sai daí”, desta sexta-feira. Folha de São Paulo 16.10.2009 ELIANE CANTANHEDE Boa coisa não sai daí
BRASÍLIA - Depois de tomar de assalto o Banco do Brasil e a Petrobras e de patrocinar operações heterodoxas no caso Varig e na venda da Brasil Telecom para a Oi, o governo agora parte com tudo para cima da Vale do Rio Doce. De um lado, Lula e Dilma fritam o seu presidente, Roger Agnelli. Do outro, uma nova dupla do barulho surge no horizonte de 2010: o megaempresário Eike Batista e o megapetista Sérgio Rosa. Eike, um dos financiadores do filme de Lula para a sucessão de Lula, foi expulso da Bolívia sob acusação de prejudicar os interesses do Estado e do povo boliviano. Rosa é desses que está sempre no lugar certo na hora certa. Quer ver? Foi do Conselho de Administração justamente da Brasil Telecom, é do Conselho de Administração da Vale e preside a riquíssima Previ (fundo de pensão do BB) desde 2003, primeiro ano da era Lula. Na campanha de 2002, Rosa era diretor de Participações do BB e mandou uma cartinha para os conselheiros da Previ em empresas privadas, com uma orientação: a participação das empresas na eleição seria "saudável, necessária e democrática". E uma ordem: ele cobrava informações "quanto à participação efetiva no processo". Em bom português, Rosa pressionou as empresas para que contribuíssem na campanha. Só faltou dizer: "Lula, esse é o cara!". Nem precisava. E por que Lula e Dilma querem mexer na Vale? Como registrou o editorial de ontem da Folha ("Assédio na Vale"), a empresa vai bem, obrigada. Desde a privatização, em 1997, o valor de mercado pulou de US$ 8 bi para US$ 125 bi, e os empregos, de 10 mil para 60 mil. A motivação de Lula e Dilma pode, portanto, estar na equação Eike Batista-Sérgio Rosa-ano eleitoral. Com resultados previsíveis. Mais experiente, Rosa não vai deixar a digital em novos bilhetes comprometedores, mesmo com costas quentes. Mas pode escrever: boa coisa não vai sair daí.
Escrito por pitacos às 11h25
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Campanha no São Francisco

Vale indicar o editorial do Estadão, desta sexta-feira. Ele põe a nu a campanha eleitoral da dupla Lula/Dilma, com recursos públicos, à margem da legislação eleitoral. E mais, questiona todos os que deveriam zelar por práticas republicanas no uso dos recursos públicos. Quanto ao mérito, ataca na veia a demagogia de “vistorias” em grandes obras e os montates alardeados e reais dos investimentos na transposição das águas do rio São Francisco. Estadão Editorial 16.10.2009O palanque do São Francisco Arrimo da candidatura Dilma Rousseff, o presidente Lula retomou as excursões eleitorais com a ministra, interrompidas pelo tratamento a que ela se submetia. O objetivo imediato é reverter a sua estagnação nas recentes pesquisas de intenção de voto. A pré-candidata precisa aparecer nos telejornais não só ao lado de seu mentor, mas em situações que tenham "cheiro de povo", impregnadas do calor humano ausente dos eventos palacianos em Brasília. Isso parece explicar também as cenas de religiosidade explícita que ela vem protagonizando, em cultos evangélicos em São Paulo, na Igreja do Senhor do Bonfim, em Salvador, ou, ainda, na festa do Círio de Nazaré, em Belém. Para o reinício da campanha, Lula inventou um giro de três dias para "vistoriar" as obras de transposição do Rio São Francisco? por sinal, o mais controvertido empreendimento do País ?, o que lhe permitiu percorrer o território eleitoralmente seguro dos sertões de Minas, Bahia e Pernambuco, com pernoites em acampamentos, como dizem seus assessores, à maneira de Juscelino Kubitschek ao tempo da construção de Brasília. Entre uma "inspeção" e outra, uma confraternização e outra, um discurso e outro, tudo o que se prestar à humanização da figura da ministra deve ser aproveitado. Pouco importa o caráter postiço, quando não o ridículo, da oportunidade fabricada, como a fingida pescaria da dupla às margens do São Francisco, na região de Pirapora (cidade mineira excluída do tour por ter um prefeito do DEM).
Por atos e palavras, um carnaval de embromação. Em Buritizeiro, do outro lado do rio, Lula subiu a um palanque para dizer que "no nosso projeto original de fazer essa viagem não estava previsto a gente fazer comício", mas "fazer uma sinalização para o Brasil e para o mundo" (sic). Ao seu lado, além de Dilma, três ministros e o deputado Ciro Gomes, do PSB, ex-titular da Integração Nacional e candidato presidencial declarado. Lula, que não perde ocasião de afagá-lo ? agora diz "adorar", tanto quanto adora Dilma ?, quer vê-lo disputando o governo de São Paulo, para atacar, pela retaguarda, o tucano José Serra, como, de resto, já começou a fazer com a costumeira incontinência.
"Esse trabalho vai ficar para a história do povo brasileiro", entoou o presidente, depois de criticar os "governantes de duas caras" e os políticos que governam "para os coronéis que há 500 anos mandam neste país". É um acinte. Lula se vangloria de ter a coragem de pôr em marcha uma ideia que remonta ao imperador Pedro II, em 1847. Mas este ano o governo desembolsou efetivamente menos de 4% do R$ 1,68 bilhão previsto. Em 2008, foram 7%. O custo total da obra é de R$ 4,5 bilhões. Nenhuma surpresa para quem conhece o estilo lulista de governar e o abismo entre o que o seu governo faz e o que ele diz que faz. Não é o caso, evidentemente, do 1,5 mil moradores de Barra, na Bahia, arregimentados para ouvi-lo e conhecer a sua candidata. Uma delas, mãe de 7 filhos e cliente do Bolsa-Família, exultava. "Posso morrer agora que vi o presidente Lula", proclamou. Ela não era a única a dizer que votará "em quem o presidente pedir".
 São reações compreensíveis. O que não se entende, como apontou a colunista Dora Kramer, no artigo Uma nação de cócoras, publicado ontem, é a passividade da oposição diante do absoluto descaramento com que Lula transgride a legislação eleitoral, confeccionando, com recursos públicos, pretextos que não resistem a um sopro para fazer a campanha da ministra. O governador Aécio Neves, que disputa com Serra a indicação do PSDB, deu um exemplo dessa leniência, no primeiro dia da viagem do presidente. Antes de se encontrar com ele no aeroporto de Buritizeiro e posar para uma foto com Dilma e Ciro Gomes, considerou "natural" o comportamento de Lula para "viabilizar uma candidatura" no seu campo. "Acho que o presidente tem todo o direito de viajar pelo País", opinou, numa entrevista. "Acho que essas viagens são legítimas, da mesma forma que nós, do campo da oposição, de forma extremamente respeitosa (sic), temos que ter a nossa estratégia."
O temor aos 80% de popularidade de Lula ? que é o que provavelmente explica a complacência oposicionista ? acaba funcionando como um incentivo para ele intensificar as suas operações de propaganda eleitoral sob a aparência de atos administrativos que evidenciariam a suposta operosidade do seu governo.
Escrito por pitacos às 10h44
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Fiscalização zero
Ainda que com atraso, vale a pena indicar a nota “O governo e os fiscais”, publicada em “Política e economia na real”, nº 73, desta terça-feira. A newsletter é assinada por Francisco Petros e José Marcio Mendonça. "O TCU, os gestores oficiais e parte do MP" entraram na linha de fogo do governo Lula, por cumprirem suas funções estritamente dentro da legislação. A Polícia Federal também entra no rol. Para o imperador, na campanha da ungida, o terreno não pode ter obstáculos para o uso de recursos republicanos e não tanto. “O governo e os fiscais
Lula perdeu totalmente a paciência com o TCU, os gestores oficiais do meio ambiente e parte do MP. Todos, com suas exigências de transparência e cumprimento às leis, estariam, na visão presidencial, "sabotando" os projetos governamentais. Até o fim do ano, apesar do tempo apertado, espera-se que o Congresso aprove alterações na lei de licitações e nos poderes do TCU para conter a "sanha de fiscalizar" que tanto incomoda os tocadores de obras. As garras da PF já foram podadas como no caso da "Operação Castelo de Areia". De acordo com o auditor Antoninho Marmo Trevisan, que sabe o que fala, pois é dos empresários mais próximos a Lula, a intenção é entregar a fiscalização às auditorias externas independentes. Uma estranha "terceirização" num governo que faz questão de ampliar os poderes do Estado. Muitas dessas auditorias têm sido acusadas, sobretudo no exterior, de não enxergar bem o que se passa na contabilidade das empresas que auditam. Basta dar uma olhada no que ocorreu no caso do sistema financeiro norte-americano.”
Escrito por pitacos às 09h30
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Falência da Reforma Agrária
 A nota do Blog do Josias, "Ibope: 72,3% dos assentamentos não geram renda", publicada nesta quarta-feira, 14.10.2009, sobre a pesquisa do Ibope nos maiores assentamentos de reforma agrária, tem de ser mandatoriamente replicada. A pesquisa foi realizada nos assentamentos emancipados, ou seja, aqueles que já não dependem mais de verbas governamentais.
O jornalista da Folha de São Paulo publica os dados do Ibope, praticamente sem análise. Aliás, analisar é desnecessário, tal a realidade exposta pelo Instituto.Não se trata de uma herança exclusiva dos governos de Lula, segundo Kátia Abreu, a senadora do DEM, presidente da Confederação Nacional da Agricultura (patronal). Os governos de FHC também têm culpa no cartório.Os assentamentos simplesmente faliram. 40% das pessoas vivem na miséria.A metade dos assentados comprou as terras. Nada têm a ver com os beneficiários originais.Cerca de 30%, apenas, encontram-se dentro dos objetivos da Reforma Agrária. Produzem o suficiente para o consumo das famílias e vendem o excedente. A repetição do mantra é mais do que óbvia, mas tem de acontecer. Reforma Agrária tem na distribuição de terras a menor parte. A qualificação dos agricultores, o foco em produtos agrícolas comercializáveis, a assistência técnica permanente, dentre outros itens, são condições necessárias para o sucesso mais básico.
Os chamados “movimentos sociais”, MST no destaque, passam ao largo da falência da Reforma Agrária. Dentre seus objetivos, essa questão não pode contar. Na atualidade, bateria de frente com Lula e não com o agronegócio, que também é o pretexto para sua existência, financiada pelo dinheiro lulo-petista e de alhures.A nota de Josias fala por si mesma.Para ler, clique aqui.
Escrito por pitacos às 10h53
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Nobel não só da esperança
A contemplação de Barack Obama com o Prêmio Nobel da Paz tem dois aspectos. O primeiro é a surpresa. Afinal, Obama assumiu a presidência dos Estados Unidos há menos do que um ano. O segundo aspecto não é de surpresa. Em pouquíssimo tempo, o novo presidente da maior potência do planeta deu um giro de pelo menos 180 graus na política internacional do seu país, comparada com os oito anos da era Bush.  Reinstalou-se o multilateralismo. Estados Unidos e Europa reatam parcerias que geram, de novo, o equilíbrio internacional da era Clinton. Só que mais aprofundado.
As iniciativas são marcantes. Abertura de negociações com o Irã e Coreia do Norte. O porrete, ao menos por ora, foi recolhido. Sinalização clara de negociações frutíferas com Cuba, sem precondições. Não é gratuita a liberação do envio de dólares dos chamados cubano-americanos para a ilha caribenha. Renúncia ao guarda-chuva de mísseis que apontavam para a Rússia, que, por sua vez, fazia o mesmo e alimentava a corrida armamentista. Giro na questão israelo-palestina. Na mesa de negociações estão a paz, a renúncia de Israel aos assentamentos judeus em territórios ocupados e a constituição do Estado palestino. O alinhamento automático dos Estados Unidos com Israel evaporou-se. Esses posicionamentos são a base para a aproximação americana com o mundo muçulmano. A lista, em meses, é longa. Não se trata apenas de uma sinalização. E aqui é ociosa a análise das intenções americanas. O que valem são os fatos. O Prêmio Nobel é político. Sempre foi. Os suecos martelam o cravo e a ferradura. Quem lembra da premiação de Nelson Mandela e de Frederick Willem de Klerk? Yasir Arafat e Shimon Peres? Há escorregadas não raras, tais como o Dalai Lama e Lech Walesa. Obama é premiado pelo que já é concreto. E também pela esperança no caminho que já está sendo trilhado e no que pode ser visualizado no futuro de curto e médio prazo.
Escrito por pitacos às 10h57
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Feriadão
.JPG)
Como eles, estaremos de novo no ar na terça.
Escrito por pitacos às 18h26
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
| |
[ ver mensagens anteriores ] |
|
|
|
|