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Pitacos: política brasileira em foco |
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Separação à vista
Pinta um clima de fim de amor entre Marina Silva e o PT, após anos de uma monogamia, inicialmente alimentada pela paixão e posteriormente de forma compulsória. A entrevista da ex-ministra do Meio-Ambiente ao blog da Amazonas não deixa margem às dúvidas. De forma cifrada, ela declarou que ao lado do PT já não tem mais prazer, para parodiar Paulinho da Viola em sua canção “Tudo se transformou.”
Muito provavelmente será um fim de casamento pacífico, até porque não interessa ao marido, de farol baixo – no caso o PT de Lula -, nenhum contencioso que o leve a ter que explicar à sociedade porque traiu a morena Marina, depois de ter firmado em cartório seus compromissos inarredáveis com o meio-ambiente e com a ética. A tragédia é que mesmo as separações civilizadas começam em um clima de “tudo numa boa” e terminam numa baita baixaria, em que cada um dos parceiros quer salta na jugular do outro. Será diferente na apartação entre Marina e o PT, se é que ela vá existir? Tudo indica que não. Marina Silva é carne de pescoço. Preferiu perder o cargo – como destacou quando deixou de ser Ministra do Meio-Ambiente - a perder o juízo. Está de saco cheio com a mesmice da política e com a espinha vergada do PT, diante das “razões de Estado”. Já não suporta o pragmatismo, que em nome do caos, leva seus companheiros petistas a enredarem-se nos fios do bigode de Sarney. Nunca concordamos com todas as idéias propugnadas por Marina Silva. Mas nunca deixamos de reconhecer sua retidão e a sua forma altiva de fazer política. Torcemos para que ela se livre das peias com as quais o PT atou suas mãos. Se ousar assaltar os céus e apresentar à sociedade sua candidatura, trataremos do assunto da forma mais consistente e respeitosa. Por enquanto, desejamos felicidades em um provável futuro casamento, da ex-ministra com o PV. Se é que ele acontecerá mesmo. E que ela se livre de “parceiro” cuecão, que só sabe exercitar o “papai-mamãe”, tudo em nome da governabilidade!
Escrito por pitacos às 18h23
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PT: ou dá ou desce

Chegou a hora de o PT sair de cima do muro, na crise do Senado. Não há mais espaço para enrolação. Seus senadores terão que votar no Conselho de Ética. Agora é o ou dá ou desce. Se seus três senadores votarem ao lado da turma da podridão e mandarem para o lixo as representações contra Sarney, cairá a máscara. Ficará evidenciado que a nota assinada pelo líder , pregando o afastamento do presidente do Senado, era puro blá-blá-blá. O contrário também é verdadeiro. Se ficar em sintonia com o clamor da opinião pública e votar contra Sarney, estará demonstrando que sua bancada ainda tem compromisso com os valores republicanos. Os três votos do PT no Conselho são decisivos. Eles podem indicar uma derrota de Sarney por oito a sete ou uma vitória do oligarca do Maranhão por 10 a 5. Seus três representantes – Delcídio Amaral, Ideli Salvatti e João Pedro – não inspiram muita confiança, tal a sua subserviência a Lula. Vamos ver se o PT do Senado corresponde ao momento histórico ou se põe o rabo entre as pernas e se e se desmoraliza de vez, ao se juntar ao que há de mais podre na política brasileira. Após a reunião, voltaremos ao assunto.
Escrito por pitacos às 11h16
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Sarney racha Pitacos

Paixões futebolísticas não contam. Tibério e seu Santos de um lado. Antônio Sérgio e o São Paulo de outro.
No mais, o núcleo duro de Pitacos permanece solidamente unido, como uma parede de concreto. No entanto, como tudo que é sólido pode se desmanchar no ar, pintou um racha. Sarney fica ou será catapultado? Tibério acredita que o governo passará seu rolo compressor sobre a oposição parlamentar e manterá Sarney na Presidência do Senado. Lula prefere o custo do desgaste na opinião pública, que poderá ser recuperado posteriormente, do que ter ameaçada a unidade com o PMDB. O governo imagina ser a porta do inferno a troca de comando no Senado, onde provavelmente assumiria a Presidência um Senador palatável para todos os lados. Antônio Sérgio adota outra vertente. O desgaste de Sarney na opinião pública e nas oposições parlamentares já é irreversível e fere de morte sua capacidade de comandar o Senado. E mais, sua permanência na Presidência fornece o combustível de que as oposições precisam para bater no fígado do lulopetismo. Façam suas apostas.
Escrito por pitacos às 10h17
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O discurso do velho coronel

DEFESA DE SARNEY
Lúcia Hippolito - quarta, 5/ago (coluna no blog do Noblat) Voz firme, apesar do tremor das mãos, que não cessou um minuto durante todo o discurso que apresentou em sua defesa, José Sarney pareceu, em vários momentos, sinceramente espantado. Sem entender por que está sendo, segundo ele, tão duramente perseguido. Continua fazendo o que sempre fez. No PSD, onde começou a carreira, lá na década de 1950 do século passado. Na UDN, para onde se bandeou porque não havia espaço no PSD. Na Arena, partido da ditadura, em que foi presidente nacional. No PDS, sucedâneo da Arena, ainda durante a ditadura, partido de que também foi presidente. No PMDB, para onde se bandeou quando a ditadura começava a fazer água. Coronelismo, nepotismo, clientelismo, fisiologismo, privatização de espaços e recursos públicos. Vaidade, vaidade, vaidade. Nada disso é desconhecido pelo senador Sarney. Todas essas práticas são antigas a arraigadas em sua biografia. Biografia que o senador tanto preza. Por que, então, começou-se a cobrar dele, como se fosse ele, Sarney, o único a exercer essas práticas? Ou que se ele as tivesse começado a praticar ontem. O fato é que, talvez, Sarney, como os dinossauros, não tenha realmente percebido que os tempos mudaram. Depois de passar mais da metade da vida como o enfant gâté da ditadura, Sarney dedicou-se, nos últimos 20 anos, a polir seu verbete nas enciclopédias da História do Brasil. Tendo sido chamado de ladrão e incapaz por Lula e Collor durante toda a campanha eleitoral para a primeira eleição democrática desde 1960 (a eleição de 1889 está fazendo 20 anos), Sarney ocupou-se da carreira política dos filhos, da construção de um patrimônio invejável, da publicação de alguns romances de qualidade duvidosa e de construir seu mausoléu. Naturalmente, num espaço público e tombado pelo Patrimônio Histórico, o centenário Convento das Mercês. Ah, e aderiu a todos os governos desde Itamar Franco. E agora, quando esperava coroar sua história de vida com a terceira presidência do Congresso Nacional, eis que sua biografia lhe cai sobre a cabeça como um paralelepípedo, estragando todo o esforço realizado nas últimas dácadas para mantê-la escondida da sociedade brasileira. Sarney volta a ser um coronel de província. Obsoleto, anacrônico, desfuncional. Estamos assistindo a um duelo de morte. Entre o velho coronelismo e os novos tempos de internets, blogs, twitters e julgamentos em tempo real. Assim como os dinossauros, o coronelismo está nos estertores. Sejam os velhos ou os novos coronéis, estes donos de meios de comunicação, senhores da opinião em seus estados, proprietários de currais eleitorais. O coronelismo está agonizando.
Escrito por pitacos às 10h53
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Entre a cruz e a caldeirinha

Para os colombianos e americanos as bases americanas na Colômbia matam dois coelhos, numa só cajadada. Representam um golpe fortíssimo nas FARC. Limitam drasticamente a capacidade dos narcoterroristas abastecerem-se por meio das áreas livres nas fronteiras da Venezuela e do Equador. São esperados o reforço ainda maior do exército colombiano na região e também o envolvimento de tropas americanas no combate direto, como passo seguinte na escalada. Para Uribe, e seu grande aliado, as bases golpeiam Hugo Chavez na jugular. Criam um cinturão intransponível para as pretensões do coronel, se quiser aventurar-se além da fronteira com a Colômbia. Se, para o tirano, já era difícil enfrentar as forças armadas colombianas, com as bases americanas tal pretensão é impossível. Haveria a imediata internacionalização do conflito e pretextos mil para as tropas norte-americanas descerem do continente situado ao norte. Nessa questão Marco Aurélio Garcia replica os protestos de Chavez, numa submissão inexplicável, a não ser por pura ideologia. O assessor de Lula condenou veemente as bases, como deveria fazer. A internacionalização dos conflitos na América Latina põe em cheque a independência da região e seus regimes democráticos. Marco Aurélio não pode, porém, condenar em abstrato. Tem de apresentar os caminhos para a destruição das FARC e do narcotráfico em escala e também propor garantias da integridade territorial da Colômbia. Leia-se, deixar claro os limites para Chavez. Pelo peso econômico, político e geográfico do Brasil, outro não poderia ser nosso posicionamento, senão condenar a instalação das bases e apresentar alternativas concretas para a superação radical dos problemas da região. Seria pedir demais a um assessor internacional proto bolivariano, que se ajoelhou diante das pressões contra o Brasil, vitoriosas, realizadas pelos governos da Bolívia, Paraguai, Equador e Venezuela. Sobre as FARC, a diplomacia brasileira sequer tem posição. Na prática, considera as forças armadas do governo democrático da Colômbia e os narcoterroristas das FARC como forças em conflito, ou algo que o valha. O esperneio de Marco Aurélio é inócuo. Os americanos instalarão as bases. Pitacos está entre a cruz e a caldeirinha. Condena a instalação das bases americanas na Colômbia, por princípio. Mas não vê alternativas no continente que desatem os nós. Lamentar não nos leva a nada. Entre a cruz e a caldeirinha. Eis-nos.
Escrito por pitacos às 16h07
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“Babacas” é muito pouco

Aos poucos se revela a nova política internacional norte-americana, sob a batuta de Barack Obama, com forte participação dos Clinton, Hillary e Bill. Confrontos e retaliações passam à categoria de alternativas extremas, jogadas para o fim da fila. Diálogos exaustivos e incondicionais, e negociações concretas, ocupam o centro do palco. Na pauta, Irã, Coréia do Norte, Cuba, Venezuela, Talibãs moderados (se é que podem existir), dentre outros. O governo de Kin Jon-il sequestrou e condenou as jornalistas americanas Laura Ling e Euna Lee. Acusou-as de violação de fronteira, com a pena de 12 anos de trabalhos forçados. O objetivo foi o de elevar a panela de pressão ao seu nível máximo, contra os interesses até mesmo dos escudos protetores chineses e russos. O governo americano encarregou Bill Clinton de negociar. Ao que se sabe, nada de importante foi dado em troca, a não ser o reconhecimento internacional do ditador coreano como um player. A libertação das jornalistas reduz a tensão na península da Coréia. Abre canais importantes para que as demais questões sejam postas na mesa. Na ordem do dia está o uso militar da energia nuclear, pelo governo norte-coreano. Falcões de todas as partes esbravejaram. Oraram para que as super fortalezas B-52 pulverizassem a Coréia do Norte e se seguisse a entrada triunfal dos marines. Essa gente dá como certa a passividade dos chineses e russos. É difícil achar adjetivos adequados para as viúvas de Bush. “Babacas” é muito pouco.
Escrito por pitacos às 14h36
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Ora, a lei ....

Maurício Siaines envia email para Pitacos indicando seu artigo, publicado abaixo, sobre as abertas transgressões de senadores em comparação com o mundo do crime.O artigo foi originalmente publicado no jornal A Voz da Serra, de Nova Friburgo.Ora, a lei ...Maurício Siaines (*) São muitos os exemplos de atitudes brutais e cruéis em toda espécie de relação social. Mulheres que são espancadas por seus companheiros, abuso sexual de crianças, atos de violência política. Este último quesito volta e meia é ilustrado por algum chefe político de alguma parte do mundo. As monstruosidades praticadas por gente como Adolf Hitler, ditador da Alemanha entre 1933 e 1945, juntamente com seus parceiros políticos, talvez sejam as mais emblemáticas desse atributo humano que é a violência no poder político.
Também são humanos os responsáveis pela morte de Conrado Sichel, no último dia 22, na praça Getúlio Vargas, no centro de Nova Friburgo. Alexandre Soares de Lima, 26 anos, e Alexandre Emílio de Almeida, de 35, têm histórias de vida que os fizeram do modo como são. Para se evitar que outras pessoas tornem-se o mesmo que esses dois alexandres é preciso compreender o processo como eles se formaram. Não para desculpá-los ou justificá-los, mas para evitar os caminhos que compuseram esses personagens, a vida social que os gerou. Pois eles são produtos de uma vida social e cultural. Não me refiro à pobreza. Não é ela que leva pessoas a se tornarem cruéis e terem tamanho descaso pelo outro ser humano. Alexandre de Lima teria convidado Alexandre de Almeida para a empreitada de virem juntos a Nova Friburgo, a fim de praticar alguns assaltos. Curioso o verbo convidar. É o mesmo que poderia ser usado por um profissional que propusesse a outro um serviço em comum. Digamos que fossem dois eletricistas, por exemplo. Um poderia dizer ao outro: “vamos a Itaboraí porque as obras do complexo petroquímico devem abrir espaço para nós; haverá muitas instalações elétricas”. Como terá sido formulado o convite de um alexandre ao outro? “Vamos a Nova Friburgo porque lá tem muito mané andando na rua com dinheiro; vai ser fácil fazer um ganho”: terá sido assim? As duas frases têm a mesma estrutura e ambas tratam de possibilidades de mercado ... de mercado de trabalho. As ações dos eletricistas e dos assaltantes podem ser consideradas ambas como trabalho. Tanto em um caso como em outro, há dispêndio de energia para se atingir um fim, de acordo com um planejamento. Mas, é claro, há diferenças entre esses trabalhos. Os eletricistas, em primeiro lugar, investiram esforços e tempo para aprenderem o ofício. Depois, passaram a tentar exercer a profissão, que, antes mesmo de ser definida por lei, cria um bem útil, a instalação elétrica. Os assaltantes, pode-se até dizer que também aprenderam um ofício, mas este não gera valor para a sociedade, ao contrário, fere-a. E por este motivo, é moralmente condenável e está fora da lei. Ou seja, a diferença pode ser vista, em primeiro lugar, por ser atividade que faz um bem à sociedade, ou tratar-se ação antissocial. Em segundo lugar, como consequência, pela maneira como a lei define essas atividades. No primeiro caso, vai regulamentar o trabalho, no segundo vai defini-lo como crime. O sociólogo Norbert Elias (1897-1990) analisa o processo que levou o Estado a monopolizar o direito ao exercício da violência física, através de instituições como a polícia e as forças armadas. Ele diz que, nesse processo, há uma correspondência entre a mudança da relação social e a vida interior do indivíduo. Este traz para dentro de si o controle de seus impulsos violentos, que em outra sociedade poderiam se expandir livremente. As disputas que faziam uso da violência física passam para o interior do indivíduo sob formas simbólicas e o resultado é a adaptação do indivíduo às normas de conduta aceitas pela sociedade. Assim se caracteriza o que Elias chama de processo civilizador.
Se a prática da transgressão faz parte de uma maneira atual do indivíduo lidar com o outro, talvez, nesta época que vivemos hoje, este processo de o indivíduo levar para dentro de si as normas esteja se revertendo, o que seria o oposto do processo civilizador. No jogo de empurra que acontece hoje no Senado, um senador do PMDB ameaça o PSDB de representar contra o senador deste partido que admitiu publicamente ter transgredido uma norma, caso a liderança do partido insista em denunciar as falcatruas de outro senador do PMDB. O descaso com o que é definido como certo ou errado na lida com a sociedade é gritante. É como se um senador dissesse ao outro: “fica quieto, não aponta meus erros e eu não falo dos teus”. E, assim, institui-se o descaso com a lei como norma de conduta. É claro que um homicídio em uma praça pública de uma cidade é algo mais chocante. As tramoias comuns entre os políticos, onde fazer um ganho é normal, podem até ser aparentemente menos graves, o que é discutível, e terem penalidades diferentes. Mas, tal como no caso do assassinato, a tramoia política é uma transgressão que institui o desrespeito à lei, com desdobramentos e danos cuja extensão é difícil medir. E o nosso senador, caso lhe fosse lembrado este fato, poderia abrir os braços e, com espanto, em tom de escárnio, dizer: “A lei? Ora, a lei ...” (*) Jornalista - mauriciosiaines@gmail.com
Escrito por pitacos às 11h32
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Sarney, desembargador e a jugular

Alexandre Thiollier publicou a nota abaixo em Migalhas. Cobra posicionamentos das entidades do mundo jurídico a respeito da restauração da censura prévia em O Estado de São Paulo. Claro, alfineta algumas delas que costumam se posicionar sobre tudo um pouco, exceto nas questões vitais da democracia. Não é o caso, ressalte-se, da OAB. Vale a pena reproduzir: "No exercício do poder judicante, o desembargador Dácio Vieira, do TJ/DF, concedeu liminar em favor do Sr. Fernando Sarney. A decisão censura, na prática, o jornal O Estado de S. Paulo e a mídia universal (?!). A grita não é só da imprensa, mas de todos pelo desrespeito, em tese, à Constituição Federal. Não li, porém, uma linha sequer produzida pelas Associações dos Magistrados Brasileiros ou a dos Juízes pela Democracia em favor da independência do Desembargador Vieira, enfim da independência do Poder Judiciário ! Sugiro à OAB que saia imediatamente em defesa dos direitos e das garantias dos Magistrados, pois sem elas não existirá Estado de Direito Democrático e muito menos advogados”. Nessa questão, o senador Arthur Virgílio, líder do PSDB, deu um exemplo de qual deve ser o comportamento democrático e construtivo das oposições. Entrou com uma representação no CNJ – Conselho Nacional de Justiça - contra o Desembargador Dácio Vieira. Virgílio não se circunscreveu à denúncia dos envolvimentos desse magistrado com os Sarney, o que o impediria de julgar sempre que o clã estivesse envolvido. O senador atacou na jugular. Denunciou o cidadão togado pela violação da Constituição. Liberdade de imprensa não é relativa. Censura prévia é expressamente vedada na Carta Magna.
Escrito por pitacos às 00h03
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Chavez e o aniquilamento da liberdade de imprensa

Hugo Chavez agora ataca frontalmente a liberdade de imprensa, na escalada para instalar uma ditadura “bolivariana” na Venezuela.Alega “excessos da liberdade de imprensa”. Fechou 34 rádios e anunciou o plano de fechar e estatizar outras 240, no curtíssimo prazo.O blog do deputado federal Paulo Renato de Souza, do PSDB, atualmente Secretário da Educação do governo José Serra, traz hoje nota precisa a respeito da questão. Ela aborda as questões mais importantes que estão envolvidas e decorrem da atitude de Chavez, na nota "Chavez e o aniquilamento da liberdade de imprensa", desta segunda-feira (03/agosto/2009).Para ler a nota, clique aqui.
Escrito por pitacos às 20h08
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O Codefat e o golpismo de Lupi
 Instituições republicanas dilapidadas, processo contínuo
Pronto. Em matéria de aparelhamento, a bola da vez foi o Codefat, Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador, alvo da cobiça do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. O ministro deu uma de João Sem-braço, ao alterar as regras para a eleição do presidente deste conselho. Entende-se seu olho gordo. Ele quer que a administração dos R$ 43 bilhões do orçamento do FAT para 2010, ano eleitoral, fique nas mãos de um fiel aliado. O golpe de Lupi atropelou uma prática de gestão harmoniosa. Por 19 anos conseguiu-se blindar o Condefat de ingerências políticas, em suas decisões sobre projetos financiados com verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador. A chave do sucesso se explica, em grande medida, por uma regra que sempre foi acatada: o Codefat tem uma composição tripartite e paritária, trabalhadores, empresários e governo. A escolha do seu presidente sempre se deu de forma rotativa, entre estes parceiros. A rotatividade sempre foi complementada por outro critério: o presidente seria escolhido no interior de cada bancada. Assim, se a vez da indicação pertencesse aos trabalhadores, as centrais sindicais indicavam o escolhido. Os outros dois parceiros, empresários e governo, referendavam a escolha dos sindicalistas. Esta regrinha valia para todos os parceiros. A rotatividade acontecia também no interior de cada bancada. Essa regra incomodava ao ministro do Trabalho, principalmente porque, dentro do critério da rotatividade, a presidência do Codefat, em 2010, estaria nas mãos da Confederação Nacional da Agricultura, entidade presidida pela senadora Kátia Abreu, do DEM. Não que o representante da CNA fosse utilizar o Codefat em favor do partido da senadora. Sua presidência seria um obstáculo para qualquer tentativa de Lupi de partidarizar o Codefat ou de utilizar os recursos do FAT para beneficiar esse ou aquele aliado político. O Ministro decidiu meter seu bedelho. Armou uma manobra que implodiu o Codefat. Ampliou a representação de cada bancada, sob o pretexto de que deveriam ser contempladas as novas centrais sindicais. Decidiu que os novos representantes da bancada patronal seriam duas confederações, cuja legalidade foi reconhecida apenas pelo Ministério do Trabalho e até hoje é contestada na Justiça, pelas demais confederações patronais. Aí veio o golpe maior. O próprio Lupi indicou o novo presidente, passando por cima de uma prática de dezenove anos de existência. Não por coincidência, nomeou para o cargo o presidente de uma das entidades contestadas, a Confederação Nacional de Serviços. O indicado é de sua inteira confiança. Dificilmente se recusará a atender pedidos de quem o indicou. O ministro Carlos Lupi nunca engoliu a autonomia dos parceiros. Há alguns meses tramou um golpe, que não deu certo. Queria o fim da rotatividade entre os parceiros e que o presidente do Codefat fosse sempre um representante do governo. Seu “tapetão” funcionou, mas a um preço alto, porque deixaram o Codefat as quatro confederações patronais, CNI, CNA, CNC e Consif, em protesto contra o golpismo de Lupi. O modelo tripartite e a presidência rotativa garantiram uma gestão harmônica do Codefat e evitaran que ele fosse instrumentalizado pelo governo de plantão, fosse ele quem fosse. Neste escopo, O Conselho de Deliberação do Fundo do Amparo ao Trabalhador agiu, na maioria das vezes, como um órgão de Estado, na definição de onde investir vultosos recursos da instituição. O patrimônio do FAT, algo em torno de 153 bilhões, destina-se ao financiamento de questões estratégicas para o país. Parcelas de seu recursos vão para o pagamento do seguro-desemprego e para programas de qualificação de mão-de-obra. Nessas aplicações, o movimento sindical foi e tem sido parceiro. O restante financia projetos aprovados BNDES, essenciais para o desenvolvimento do país. Até agora, desconheciam-se direcionamentos, de forma institucionalizada e como regra, de recursos do FAT para este ou aquele projeto político. A composição equilibrada do órgão, as regras republicanas de sua gestão, a rotatividade de sua direção, o embasamento técnico da aplicação de seus recursos, têm sido responsáveis para que o FAT tenha permanecido nos trilhos das funções para que foi criado. É inquestionável que tenha contribuído para as políticas públicas de emprego e renda O golpismo de Lupi faz terra arrasada dessas conquistas.
Escrito por pitacos às 12h44
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