Pitacos: política brasileira em foco
   PMDB começa a engrossar a voz

PMDB decidiu engrossar a voz para Lula, após conquistar mil e duzentas prefeituras no primeiro turno. Foi claro e direto: nada de o Presidente fazer campanha para candidatos do PT que disputam o segundo turno com peemedebistas. Leia-se: Lula está proibido de pisar em Salvador e Porto Alegre, até o final da disputa eleitoral.

Lula aceitou, imediatamente, a pressão, assim como Dilma disse que sequer passará pelo espaço aéreo de Salvador. É compreensível essa reação. Se descontentar agora os peemedebistas, Lula poderá perder o seu apoio, particularmente no que diz respeito ao seu plano de fazer de Dilma Roussef a sua sucessora.

Entende-se porque o PMDB começou a falar grosso. Até 2006, o partido era uma federação de caciques. Ele não perdeu esta característica, mas, nos últimos dois anos, adquiriu um grau de unidade, pautada pelo pragmatismo. Em vez de brigar entre si, os peemedebistas se unificaram para abocanhar uma fatia maior no governo Lula.

Com isto, o PMDB aumentou o seu poder de fogo. Tem hoje um bom número de governadores, seis ministros e é o partido que controla o maior número de prefeituras do país. Agora vai conquistar também o comando da Câmara Federal, com Michel Temer.

Se bobearem, avançará também no Senado, porque já há senador peemedebista querendo fazer de Hélio Costa o próximo presidente do Senado. Isto só não ocorrerá se os seus caciques avaliarem que estão avançando demais o sinal e que não é bom queimar as pontes com o PT.

O PMDB sabe que necessariamente 2010 passa por ele. Seja continuando na base de sustentação de Lula, seja pulando fora se a candidatura da czarina Dilma não decolar. Neste caso, ele pode cair no colo de Serra, com quem também mantém boas relações.

Ou pode não ficar com ninguém, para depois se compor com quem for o vitorioso. Nisso o PMDB é craque. Não é à toa que não é oposição em nenhum estado do país, assim como não foi gratuito seu apoio a todos os presidentes após o fim da ditadura militar. Neste período, só foi para a oposição em um pequeno momento, quando Collor já estava em estado terminal.

Como sabe que será cotejado por todos, os peemedebistas engrossaram a voz. Lula não precisa levar a sério a ameaça de que eles podem lançar candidatos próprios. Isto é puro blefe, porque apesar da sua imensa capilaridade, não têm um nome com densidade eleitoral em escala nacional.

Hoje, a hipótese principal é que eles se componham com o PT em 2010. Mas vão cobrar caro por isto, porque já anunciam que não querem mais o papel de “coadjuvantes”. Se este for o caminho, Lula pagará a fatura. Se tiver que escolher entre um peemedebista e Ciro Gomes, Lula cravará a primeira opção para vice de Dilma.

A conferir se o PMDB se contentará apenas com isto. É do seu DNA a barganha política com vistas a levar a maior fatia do loteamento da máquina pública. É por isto que ele engrossou a voz.



Escrito por pitacos às 10h26
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   Além de Kassab, Gabeira?

A pesquisa do Datafolha sobre a disputa no segundo turno deve ter deixado de cabelo em pé o presidente Lula e seus aliados. Os números evidenciam que eles podem ser derrotados não só por Kassab, mas também por Gabeira no Rio de Janeiro, o que nunca esteve em seus cálculos.

Claro que a pesquisa do instituto Datafolha deve ser vista apenas como o ponto de partida, porque na verdade o segundo turno começará para valer mesmo na próxima segunda-feira, quando serão reiniciados os programas televisivos. Mas ela revela tendências que colocam no horizonte a possibilidade, em maior escala, de derrota de Marta Suplicy, e, num grau menor, de Eduardo Paes.

A disputa paulistana

Em São Paulo, a candidatura de Marta se depara com um quadro extremamente adverso. Kassab abriu uma frente de 17 pontos e tem a preferência da esmagadora maioria do eleitorado das outras candidaturas, inclusive de 74% dos que votaram em Alckmin. Estes números indicam que o sentimento antipetista está fortemente arraigado na maioria dos paulistanos, um fenômeno que vem se repetindo nas últimas eleições.

E para piorar a situação da petista, a administração do atual prefeito é aprovada por 61% da população.

Vejam que pepino para Lula: ele não pode assistir de braços cruzados a derrota de Marta, porque ela representará o fortalecimento de José Serra. Mas se mostrar demais a cara, corre o risco de ser visto como um dos pais da derrota. Entre a cruz e a espada, Lula vai mesmo tentar socorrer sua companheira e já mandou para São Paulo o seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho.

Se preparem. Vem aí o jogo duro do PT e de Marta na linha da desconstrução de Kassab. É uma estratégia de risco, porque este caminho foi tentado por Alckmin e não deu certo. De resto, ele pode aumentar mais ainda a rejeição à petista por parte de um eleitorado que não morre de amores por ela.

Derrota é uma desgraça e sempre provoca briga interna. Marta não está livre deste perigo e é possível que setores do PT pressionem para que haja mudança na estratégia de campanha. Já vimos este filme antes. Foi o que aconteceu nesta campanha, com a candidatura de Geraldo Alckmin.

O quadro ainda não está consolidado. Não se descarta a hipótese de alterações que tirem a candidatura da petista da situação adversa em que se encontra.

Kassab não pode andar de salto alto. Sua vantagem é confortável, mas sofrerá artilharia pesada. Manter a frente e até ampliá-la é possível, mas exige a manutenção da estratégia vitoriosa até aqui, a de comparar os dois governos e passar ao largo das trajetórias pessoais. Não porque elas lhe atinjam no fígado. O que interessa ao eleitorado é a prestação de contas de uma administração vitoriosa, as propostas de continuidade e a integração com o governo estadual, muito bem avaliado.

Se Marta Suplicy centralizar sua campanha na desconstrução pessoal de Gilberto Kassab, ficará sozinha, discursando para uma fatia mínima do eleitorado.

A disputa carioca

Que suadouro Fernando Gabeira está dando no lulopetismo! Há 15 dias ninguém apostava que ele iria para o segundo turno. E quando esta hipótese pintou, quase todo mundo avaliou que Eduardo Paes teria uma dianteira tão imensa que a segunda rodada seria pró-forma, porque a vitória do peemedebista seria líquida e certa.

O velho lutador volta a surpreender novamente. Na primeira pesquisa do Datafolha aparece em primeiro lugar, ainda que em situação de empate técnico com Eduardo Paes.

Gabeira continua com uma tendência de crescimento e é possível que ainda não tenha chegado ao seu teto. Sua vitória, que aparecia apenas como um sonho, começa a ser uma hipótese concreta, ainda que a disputa no Rio de Janeiro seja muito mais difícil do que a de São Paulo.

Não dá ainda para dizer que ele é o favorito, porque certamente Sérgio Cabral e o Palácio do Planalto farão de tudo para evitar a vitória de Gabeira. Até mesmo Lula, que odeia Eduardo Paes, terá que tapar o nariz e ajudar o seu neo-aliado, para evitar aquilo que para ele seria o mal maior: a vitória da oposição.

É interessante observar que o movimento do eleitorado no Rio de Janeiro vai na direção contrária do caminho tomado pelos partidos e candidaturas da base governistas que foram derrotados no primeiro turno. Agora eles estão com Eduardo Paes, mas seu eleitorado marcha, majoritariamente, para a candidatura Gabeira.

Essa é a dúvida nova revelada pelo Datafolha: Além de Kassab, também Gabeira?

Para o lulopetismo, a hipótese é o pior dos mundos. Certamente a leitura sobre quem ganhou a eleição, em escala nacional, terá muito a ver com o desfecho das disputas nos dois principais centros urbanos do país.

São Paulo e o Rio nas mãos da oposição é uma situação possível e um inferno para Lula e sua base aliada.



Escrito por pitacos às 16h07
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   Evitar o abismo

 

Há poucas certezas sobre a crise do sistema financeiro mundial.

 

Eis algumas:

 

- As causas principais da crise são conhecidas: a insolvência do sistema hipotecário americano;

 

- Não há continente ou país que possa escapar de seus efeitos;

 

- Sua extensão e profundidade são desconhecidas, embora dez entre dez analistas prevêem uma situação caótica a curto prazo, com risco de recessão nas economias centrais;

 

- Não é possível se determinar ainda todos os efeitos da crise sobre a economia internacional;

 

- Os remédios para amenizar a crise ou resolvê-la vivem o sistema de tentativa e erro.

 

Colocações do tipo “os especuladores e exploradores ganham na alta e socializam o prejuízo nas crises” orientam-se pela má-fé, ignorância, populismo ou por todos.

 

Se quebrarem instituições financeiras em cadeia, os maiores atingidos serão as empresas industriais, agrícolas, comerciais e de serviços em geral e também as pessoas físicas. Quebradeira, desemprego e inflação são partes de filmes tristemente conhecidos. Não é o caso da crise atual, mas no passado situações como a de hoje geraram conflitos tais como a segunda guerra mundial.

 

O remédio imediato passa pelos estados assumirem as instituições financeiras à beira da quebra, “limpá-las” e no futuro próximo venderem-nas, para recuperar os recursos injetados, no todo ou em parte.

 

Descrevemos o óbvio: o “PROER” com base em cada país, mas globalizado. Isto é o que está sendo feito nos Estados Unidos, em alguns países da Comunidade Européia e no Japão. O mega pacote americano de US$ 700 bilhões opera nesta direção e contempla instituições americanas e as estrangeiras que atuam naquele mercado.

 

Adicionalmente, medidas estão sendo implantadas pelos Bancos Centrais de diversos países. Destaca-se a queda dos juros, que visa irrigar as economias com crédito e assegurar liquidez imediata para empresas e pessoas.

 

É necessário o estabelecimento de um pacto entre os países, e em cada um deles, sobre quem ganha e quem perde. A salvação do sistema financeiro exige injeção de fortes recursos estatais. Ou seja, os contribuintes como um todo têm de bancar as instituições financeiras sob risco e recuperar as “ajudas” quando passar o tsunami.

 

O processo de votação do mega pacote americano, e os penduricalhos que lhe foram adicionados, dão uma idéia das dificuldades políticas. Na Europa e no Japão, entretanto, os pacotes passaram de forma “indolor”.

 

A razão da dificuldade americana reside nas eleições. George Bush está politicamente na UTI, pela responsabilidade de seu governo na crise e pelo esfacelamento de sua liderança.

 

A eleição segue indefinida entre Barack Obama e John McCain, até novembro. Cada um dos candidatos aponta para uma direção nos rumos da economia doméstica e na política interna.

 

Não há outra opção para os agentes econômicos, a não ser a de esperar. Nesse meio tempo o que se pode fazer é tocar medidas paliativas. O temor é de que o quadro se agudize.

 

No Brasil, o governo deve descer do palanque, plenamente.

 

Ele propôs medidas para defender o país, que operam no sentido positivo. Deve chamar a oposição para um entendimento nacional, com objetivo de reduzir ao máximo os danos que a crise possa causar aos nossos sistemas financeiro e produtivo.



Escrito por pitacos às 06h47
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   Errou quem apostou na divisão


Desta vez os tucanos foram rápidos no gatilho e não ficaram em cima do muro. Atribua-se a Serra, Fernando Henrique e Sérgio Guerra a rapidez com que o PSDB decidiu apoiar Gilberto Kassab na disputa do segundo turno. Errou quem apostou na divisão, pois a aliança ocorrerá sem maiores traumas, o que é péssimo para Marta.

A recomposição da aliança entre o DEM e o PSDB é condição necessária para a vitória no segundo turno, porque as duas candidaturas do mesmo campo obtiveram, no primeiro turno, 55% dos votos. Sem esta unidade, a candidatura da petista poderia beneficiar-se do clima de guerra que reinou na primeira rodada eleitoral entre Kassab e Alckmin.

Ficou difícil para Marta pescar em águas turvas e, muito provavelmente, ela marcha para o isolamento, em matéria de aliança política. O movimento de Kassab vai na direção contrária: o da ampliação do seu palanque no segundo turno. O apoio à reeleição do Prefeito não deve se limitar apenas ao PSDB.

Movimento idêntico devem fazer o PPS e o PTB. O do partido de Soninha exigirá que Kassab passe a defender algumas de suas bandeiras, como a construção de ciclovias, o que o Prefeito concordará sem maiores dificuldades. E mesmo o PP tende a cair no colo de Kassab, ainda que formalmente Maluf não revele o seu voto e diga que está liberando o seu eleitorado.

A posição assumida pelo PSDB vai ao encontro do que o eleitorado decidiu: a aprovação da atual administração municipal, da qual os tucanos participaram e são responsáveis por muitos de suas conquistas. É assim que o eleitorado a enxerga: como uma continuidade do trabalho iniciado por José Serra.

É positivo que Geraldo Alckmin tenha entendido a posição adotada pelo PSDB e não tenha criado maiores problemas para que ela seja levada a prática. Mas não é boa a sua postura de se exilar no segundo turno, no México, ou em Pindamonhangaba.

Ao se abster de participar da batalha do segundo turno, Alckmin deixa de dar uma contribuição importante. Passa a imagem de que reage com o fígado, em função de ressentimentos. Esta é uma seqüela que ainda precisa ser cicatrizada e para tal demanda tempo.

Também não contribui a postura de alguns dos comandantes da campanha de Alckmin, que estão com o olho no retrovisor e querem discutir agora a punição dos tucanos que estiveram com Kassab desde o início. A revisão das perdas e danos deve ficar para após o segundo turno, para que não se faça o jogo do lulopetismo.

Isto é tão mais importante porque o balanço a ser dado não será apenas sobre a postura dos tucanos “dissidentes”. A avaliação da estratégia da campanha de Alckmin e os eventuais erros cometidos entrarão na pauta, bem como a correção do lançamento de sua candidatura.  

O importante é que as sequelas não estão dando o tom na posição dos tucanos. São salutares declarações como a do deputado Bruno Covas, um alckmista desde o primeiro momento, que revelou o seu apoio a Kassab e foi muito claro: “Temos parceria com o DEM e não com o PT.”

O eleitorado paulistano vem se posicionando em cima das questões locais, mas é evidente que a eleição em São Paulo tem um impacto nacional. Lula sabe disso. Tentará federalizar o segundo turno, para injetar oxigênio na candidatura de Marta. Diante deste contexto, se impõe a aliança entre o PPS e os demais partidos e correntes políticas em torno do PSDB e do DEM, com dois olhos em 2010.

Em São Paulo as articulações estão no rumo certo, para tristeza de quem apostou na divisão.



Escrito por pitacos às 10h18
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   Marta que se cuide

 


Marta tem todos os motivos do mundo para se sentir preocupada com os resultados do primeiro turno em São Paulo. Para a petista, era essencial abrir uma vantagem confortável nessa fase da disputa eleitoral, para ter chances de ganhar a eleição no segundo turno. Essa era a estratégia de seu marqueteiro.

Favoritismo evaporou

O eleitorado conspirou contra a petista e colocou Kassab em primeiro lugar, dando ainda uma expressiva votação a Geraldo. O eleitorado do mesmo campo chegou assim à casa de 55% dos votos, sem contar o que gravitou em torno de Soninha e Maluf. Quando se projeta este quadro, fica patente que quem tem maiores chances de crescer no segundo turno é o candidato do DEM.

Marta terá que correr atrás do prejuízo, porque já não detém mais a condição de favorita. Outro de seu sonho começou a se desmanchar logo após o encerramento da apuração dos votos. Pretendia a petista ser beneficiária do contencioso que deu o tom da disputa entre Kassab e Geraldo.

Unidade à vista

Os fatos indicam que dificilmente ela conseguirá pescar em águas turvas, porque as negociações entre o DEM e o PSDB se darão de forma menos traumática do que se imaginava. O próprio Alckmin já veio a campo dizer que acompanhará a decisão do partido. Em entrevista na TV Bandeirantes, na noite de ontem, José Aníbal deixou mais do que evidenciado que a tendência é a aliança com Kassab, porque “ não se faz política com o fígado”.

É visível a movimentação dos “alckmistas” em direção à rápida unidade com Kassab.

Nacionalização

A ex-prefeita pretende contrabalançar a vantagem de Kassab com a nacionalização da eleição e com uma presença maior de Lula no segundo turno. Desconfiamos que isto dificilmente surtirá os efeitos desejado por Marta. Esta estratégia foi tentada no primeiro turno e não deu certo.

A nacionalização pretendida pela ex-prefeita, entendida como o envolvimento direto de Lula na campanha, tem grandes chances de não acontecer. Lula não entra em bola dividida, muito menos quando a ela rola claramente para um lado. Lula não é daqueles que correm riscos da envergadura de uma derrota quase anunciada, em São Paulo.

O eleitorado paulista está claramente polarizado em cima da questão local, em torno do ontem – a administração Marta – e hoje, a administração de Kassab. Quanto a isto, ele fez o seu primeiro julgamento e ele não foi bom para a petista.

É bom lembrar que nem mesmo em Natal Lula conseguiu sucesso ao “nacionalizar” a disputa, com o objetivo de impor uma derrota a Agripino Maia.

O fator Serra

De resto, Marta tem outro motivo que lhe provocará dor de cabeça. Durante todo o primeiro turno, Serra esteve de mãos atadas em função da existência de duas candidaturas de um mesmo campo e praticamente não fez campanha em São Paulo. Agora ele, com as mãos livres, jogará um papel fundamental no segundo turno, tanto na articulação política como na luta pela conquista do eleitorado.

Alckmin

Há que se dizer algumas palavras sobre Geraldo. No frigir dos ovos, são derrota foi menor do que a indicada pelas pesquisas. Sua votação surpreendeu positivamente, evidenciando que ele ainda terá um papel na política de São Paulo, inclusive no segundo turno. Avaliações das perdas e danos devem ficar para o término do segundo turno.

Barra pesada

São Paulo é a jóia da coroa e quem ganhar a eleição no segundo turno terá acumulado forças com vistas a 2010. Em um primeiro momento, Serra se fortaleceu com vistas ao futuro e é um dos grandes vencedores da primeira rodada eleitoral.

Pelo peso de São Paulo, o segundo turno será barra pesada. O lulopetismo tentará de toda maneira reverter a atual correlação de forças para sair vitorioso.

Ele não deve ser subestimado. Kassab não deve cantar vitória antes da hora. É essencial que se costure rapidamente a unidade das forças do antipetismo, para se assegurar a vitória.

A guerra será dura, mas Marta que se cuide.



Escrito por pitacos às 11h14
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   Sorria, meu bem. Sorria!!!

 
Juntos, imbatíveis.

Com 95% dos votos apurados, Kassab continua na frente. Nem mesmo o maior dos otimistas imaginava um quadro tão perfeito. É possível sim derrotar o lulopetismo no principal bunker do país. As urnas mostram isto e falam mais alto. Não só porque Kassab surpreendeu a todos. Mas também porque Alckmin está tendo uma votação expressiva, revelando que ainda tem futuro na política paulista e paulistana e que revela que o eleitorado posicionou-se ao lado de um campo largamente majoritário em São Paulo: o do anti-petismo.

Kasasb acaba de fazer o seu primeiro discurso após o primeiro grande delinear das urnas. Absolutamente correto. Elogiou Soninha até não poder mais e, de forma especial, a Alckmin. De quebra, rasgou a seda quando falou para Serra, um dos grandes vitoriosos no primeiro turno.

O caminho da unidade está dado. É só dar um tempo para as dores de cotovelos e ressentimentos, que como dizia uma música cantada por Caetano, são coisas de momento, são chuvas de verão.

Vamos à musiquinha: Sorria, meu bem. Sorria !!!



Escrito por pitacos às 21h48
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   Eita Minas

 
Risco de cair do cavalo.

Um olho no peixe, outro no gato. Olho também no que acontece em Belo Horizonte. Evidentemente que Aécio está quase tendo um infarto do miocárdio. Esse negócio de pegar um poste e levá-lo até às últimas consequências é um mandraquismo que a sociedade não aceita muito bem.

Aquilo que parecia como uma grande obra de obra da engenharia política – uma costura política entre o PT e o PSDB para a era do pós lulismo – vai quebrando a cara. O povo é tudo, menos burro.

A conferir qual o tamanho do susto tomado por Aécio e Fernando Pimentel.



Escrito por pitacos às 19h38
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   Olho no Gabeira

 

Com quarenta e um por cento dos votos apurados no Rio, Gabeira está em segundo lugar, com uma frente confortável de dez pontos em relação a Crivella. Vamos ficar de olho porque mesmo quando se projeta o segundo turno, o candidato Eduardo Paes, o garoto de Ipanema, não tem uma situação tão confortável assim. Olho no Gabeira!!!

O Rio de Janeiro continua lindo....

Atualização das 20h05: faltam 5% das urnas. Gabeira está consolidado em segundo lugar. A diferença para Crivella (PP) está em da%. O trânsfuga, Eduardo Paes, tem 7% de votos a mais do que o candidato da coligação PV-PSDB-PPS. Gabeira está no segundo turno.



Escrito por pitacos às 18h47
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   Slogans municipais

 

 

Enquanto as urnas não se abrem em São Paulo, Pitacos relaxa e apresenta algumas das jóias das campanhas de vereadores, em vários municípios:

 

9º lugar - Guilherme Bouças, com o slogan: “Chega de malas, vote em Bouças.”

 

8º lugar - Grito de guerra do candidato Lingüiça, lá de Cotia (SP): “Lingüiça Neles!”

 

7º lugar - Em Descalvado (AL), tem um candidata chamada Dinha cujo slogan é: “Tudo Pela Dinha.”

 

6º lugar - Em Carmo do Rio Claro, tem um candidato chamado Gê. “Não vote em A, nem em B, nem em C; na hora H, vote em Gê.”

 

5º lugar - Em Hidrolândia (GO), existe um candidato chamado Pé. “Não vote sentado, vote em Pé.”

 

4º lugar - E em Piraí do Sul um gay chamado Lady Zu alardeia. “Aquele que dá o que promete.”

 

3º lugar - A cearense chamada Débora Soft, stripper e estrela de show de sexo explícito. Slogan: “Vote com prazer!”

 

2º lugar - Candidato a prefeito de Aracati (CE): “Com a minha fé e as fezes de vocês, vou ganhar a eleição.”

 

1º lugar - Em Mogi das Cruzes (SP), o lema de um candidato chamado Defunto é: “Vote em Defunto, porque político bom é político morto!”



Escrito por pitacos às 12h45
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