Pitacos: política brasileira em foco
   Debate: Geraldo acertou o tom

Errou quem esperava que Geraldo Alckmin partiria para a jugular de Kassab no debate da TV Bandeirantes. Provocado por Marta já no segundo bloco, o tucano teve a frieza necessária para saber quem é o adversário e bateu duro na petista. Saiu vitorioso nesse confronto.

Mesmo quando abordou algumas das mazelas da cidade, como as da área da saúde e de creche, o tucano teve a habilidade suficiente para o fazer de forma genérica, sem responsabilizar, de forma direta, a atual administração pelo estado de coisa.

Em função da crise de sua campanha, era grande o risco de que Alckmin confundisse as bolas e mirasse no alvo errado, o que seria um desastre. Felizmente isto não aconteceu. A conferir, se as mudanças que serão impressas no seu programa televisivo pelo seu novo marqueteiro manterá uma linha de coerência com o comportamento do tucano no debate de ontem.

Ao menos na TV Bandeirantes, o confronto entre as duas candidaturas foi uma espécie de batalha de Itararé, algo que não existiu. Esse diagnóstico só não é perfeitamente correto porque no seu comentário Kassab cometeu uma grave escorregadela.

A troco de que o prefeito fez aquela crítica gratuita sobre a Educação no governo de Geraldo Alckmin? O que ganhou com a provocação? Isto é jogar mais lenha na fogueira, além fazer o jogo dos “ linha-dura” da campanha de Alckmin, que pregam a “ desconstrução” da administração de Kassab. Marta deve ter esfregado as mãos de felicidade, diante da bobagem feita pelo candidato do DEM.

Há um outro ponto que deve ser destacado no debate: todos os outros candidatos elegeram Marta como seu alvo predileto. Isto é um indicativo de que serão grandes as dificuldades da petista ampliar o seu leque de alianças em um segundo turno e que haverá uma tendência de um alinhamento automático das demais candidaturas em torno de quem seja o candidato do campo anti-Marta. A exceção é Ivan Valente, mas seu peso eleitoral é nulo.

Mas isto é apenas um indicativo que pode ser neutralizado quando Lula entrar em campo para ajudar Marta na composição para o segundo turno. A caneta presidencial tem um poder de atração terrível.

Quanto ao desempenho individual dos principais candidatos, o destaque vai para o tucano. Sempre seguro, calmo e com um excelente desempenho televisivo, o que indica que ele não perdeu o controle dos nervos apesar das tempestades existentes em sua campanha. Kassab esteve alguns degraus abaixo, mas nada catastrófico. Em geral se saiu bem. Já Marta perdeu os dois confrontos diretos: tanto com Alckmin como com Kassab. É como disse Reinado Azevedo: ela primeiro fala, para depois pensar.

Mas nem tudo foram flores para o tucano. O debate esteve, quase o tempo todo, permeado pela comparação entre a administração passada – de Marta – e a atual gestão consorciada entre o DEM e o PSDB, como a petista a caracterizou. É como se a polarização já estivesse dada entre a continuidade e a mudança que representa a volta ao passado.

Talvez até Geraldo tenha percebido isso, razão pela qual, corretamente, tentou chamar para si a polarização contra a petista. Este é o único caminho para ele se colocar no jogo e no segundo turno, caso passe para ele.

De resto, fica a confirmação de que debates como o de ontem são mornos e pouco influenciam o eleitorado. Não por culpa dos candidatos, mas sim pelas imposições legais e pelo formato do debate. É isto que faz com que ele tenha uma audiência baixa.

O debate de ontem chegou, no seu pico, a seis pontos, segundo o IBOPE. Neste quadro, ele pouco altera a correlação de forças e nem ganha muito e ninguém perde muito. Isto é bom para Marta, porque se mantém no patamar atual. E também o é para Kassab, porque vem em marcha ascendente. Já para Geraldo não é bom porque ele precisa dar sinais de crescimento e nisso o debate em nada ajudou.



Escrito por pitacos às 11h02
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   Bolívia: mediar, mediar, mediar

 

 


De início deixemos clara a condenação a opositores de Evo Morales pela utilização de formas de luta fora da institucionalidade.

 

A autoria da explosão terrorista da usina de gás natural, que faz parte do complexo de exportação desse combustível para o Brasil, ainda não está determinada. Nosso faro político aponta para a autoria as oposições bolivianas, mas seria leviano bater o pé nesta posição.

 

O que conta a favor da suposição da autoria de parte das oposições é a chantagem com o Brasil. A interrupção forçada e em larga escala do fornecimento de gás levaria o Brasil a intervir, de forma favorável às oposições. É o que elas podem estar pensando.

 

A crise boliviana, no entanto, inequivocamente tem origem no governo Evo Morales.

 

Ele fez uma clara opção por governar para a parte pobre da Bolívia, a chamada “Bolívia ocidental”, majoritariamente composta por indígenas e seus descendentes.

 

Até pode fazer esta opção. Teria, no entanto, de negociar e contemplar os interesses da “Bolívia rica”, a parte Oriental do país, onde está a maior parte dos recursos naturais. É a parte mais desenvolvida, com expressivas classes médias e altas.

 

Seria ocioso listar as ações do governo Evo Morales para imprensar o “lado rico”, fruto do chamado conflito entre pobres e ricos e para alterar a institucionalidade boliviana, via rolo compressor, para cimentar as mudanças essenciais que pôs em curso.

 

A história mostra que processos deste tipo acontecem apenas em dois contextos, via revolução ou dentro da democracia.

 

Uma revolução nos moldes conhecidos está descartada. Não há correlação de forças favorável no plano internacional.

 

Resta a Evo Morales o processo democrático, com todas as características inerentes, cujo ritmo e profundidade implica, necessariamente, em negociações e na contemplação de interesses generalizados.

 

É estúpido se acreditar que a “parte rica” da Bolívia faria concessões essenciais à outra parte em nome de justiça social ou de reparações históricas. Ou aceitaria o porrete de braços cruzados.

 

Aqui não falamos da correção das proposições, mas do processo para negociá-las, ampliar sua base de apoio e aprová-las. Mudanças na democracia muitas vezes são lentas, de profundidade menor e preservam, por muito tempo privilégios das elites? Pois é. Este é o seu preço.

 

Em parte, por exemplo, o sucesso do PT no Brasil se deve a ele não ter sido PT, ou seja, a ter abandonado a porralouquice, aderir à democracia (ainda que parcialmente), e lutar pelas reformas sociais (ainda que eivadas de populismo) no ritmo da correlação de forças real. Tivesse sido outro caminho, a Bolívia teria sido aqui.

 

Pressionadas contra a parede, as oposições (de centro-direita) bolivianas partiram para a luta, como não poderia ser diferente. Partem agora para ações não institucionais e, é quase certo, para o terrorismo.

A resposta de Evo Morales é mais lenha na fogueira. Cerca Santa Cruz com camponeses que apóiam o governo. Coisa boa não sairá desse tipo de ação. Expulsa o embaixador americano, acusado de incentivar a sesseção, numa atitude tipicamente populista.

 

O governo brasileiro tem de assegurar nossos interesses estratégicos, sobretudo no petróleo e no gás natural.

 

Pode fazê-lo de duas maneiras: mandar tropas ou utilizar a diplomacia e o nosso peso geopolítico na região.

 

Obviamente a primeira alternativa foi listada apenas por força de raciocínio.

 

Nossa diplomacia, capitaneada por Marco Aurélio Garcia, preterindo o Itamaraty, continua a agir ideologicamente. Opta pelo governo de Evo Morales e não pela preservação dos interesses nacionais no petróleo e no gás, sem se comprometer com as forças em conflitos.

 

O Brasil não tem nada de se solidarizar com Evo Morales. Basta defender a democracia e suas instituições, atacadas por ambos os lados. Pode fazê-lo de maneira genérica, senão melindra e reduz as condições de mediação.

 

Ao perfilar-se ao lado de Evo Morales, incondicionalmente, o Brasil do governo lulopetista afasta-se, liminarmente, da “Bolívia rica”. Vê seu papel de mediador aproximar-se de zero à esquerda. Passa a ser vítima de chantagens terroristas, como acabamos de ver.



Escrito por pitacos às 09h49
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   O fator Lula

 

Até onde os partidos da base governistas são favorecidos pela popularidade de Lula? Muito provavelmente, em grande medida, a situação vantajosa das candidaturas da base aliada nas principais capitais do país tem muito a ver com o bom momento da economia, com os efeitos dos programas sociais que turbinam o peso político do Presidente.

Este fenômeno é muito claro no Nordeste, onde em três semanas de programas eleitorais ocorreram viradas importantes. Em Recife, o candidato petista disparou. Em Fortaleza, a prefeita petista Luziane marcha para liquidar a fatura já no primeiro turno. Em Salvador o candidato do PT teve um crescimento tal que pode lhe levar ao segundo turno, numa disputa com o herdeiro do “carlismo”, ACM Neto.

É um erro acreditar que tais mudanças ocorreram apenas por fatores locais. Tanto isto não é verdadeiro que candidatos disputam a tapas o direito de aparecer na televisão ao lado de Lula. Os que são de oposição fazem de tudo para dizer que se dão bem com o Presidente. Mesmo em São Paulo assistimos a esse fenômeno.

É tudo isto que vem levando os partidos da base governista a liderar a eleição em 20 das 26 capitais. Claro que há situações que devem ser matizadas, como a de Porto Alegre, onde não dá para enquadrar Fogaça como um membro do lulopetismo. Mas ele terá uma disputa ferrenha no segundo turno com alguém do núcleo duro desta corrente, seja Manoela D'Avila ou Maria do Rosário. Não tenham dúvidas de que Lula trabalhará para a vitória de uma das duas.

No rol das exceções deve ser incluída a disputa de Belo Horizonte, onde a ascensão de Márcio Lacerda deve-se mais à operação montada por Aécio Neves e menos ao fato de ele ser um aliado do Presidente. Aécio também vem assumindo o discurso do “pós-Lula”, aquele que vai procurar superar o que ele caracteriza como “falsa polarização” da política brasileira. Nesse sentido, Márcio Lacerda é um candidato híbrido.

Rigorosamente falando, os partidos de oposição, em se tratando de grandes cidades, só têm uma casamata: Curitiba. O tucano Beto Richa lidera as pesquisas de forma confortável. Nas demais, ou amarga derrotas ou enfrenta disputa apertadas, como a de São Paulo e a de Salvador.

A leitura definitiva do real peso de Lula só será possível quando terminar o segundo turno e quando estas duas batalhas estiverem esclarecidas. Elas são emblemáticas. A de Salvador porque se o candidato petista for o vitorioso, Lula terá imposto uma derrota a um de seus principais opositores. E a de São Paulo pelo seu peso em escala nacional, porque em grande medida avalia-se quem foi o vitorioso na disputa nacional a partir do resultado da capital paulista.

Mesmo assim, já é possível enxergar que estamos vivendo um fenômeno semelhante a outros episódios da vida política nacional, quando o bom momento da economia e o alto astral dos brasileiros favoreceram a quem estava no governo. O “milagre econômico” da ditadura levou o seu partido – a ARENA – a ter uma vitória retumbante em 1970 e 1972. O Plano Cruzado de Sarney conduziu o PMDB a uma vitória acachapante em 1986, ainda que isto tenha representado um estelionato eleitoral, porque em seguida o Plano Cruzado foi às favas.

No atual momento, existe uma situação objetiva que favorece aos partidos governistas e que é adversa para a oposição, o que faz que o fator Lula tenha um peso imenso.

Se o pano de fundo é adverso, compete às oposições não cometerem erros para minimizar as perdas e danos. E isto vale sobretudo para São Paulo, onde há o risco iminente e real de Geraldo Alckmin confundir as bolas e centrar fogo na crítica a Kassab. Por este caminho, pavimenta-se o caminho para que o lulopetismo se fortaleça ainda mais e parta para a disputa presidencial de 2010 com enorme vantagem.

A grande batalha nacional trava-se na cidade de São Paulo. É nela que Lula jogará todo o peso do seu cacife eleitoral. Às oposições não resta outro caminho senão marchar unidas num segundo turno, seja qual for a candidatura, Geraldo Alckmin ou Gilberto Kassab.

Em São Paulo existe uma questão adicional da máxima importância. O segundo turno não está 100% garantido. A luta fratricida entre os candidatos do PSDB e do Democratas pode levar água para o moinho de Marta Suplicy e levá-la a liquidar a fatura no primeiro turno. O que seria uma catástrofe para as oposições.



Escrito por pitacos às 11h44
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   Por aí não, Geraldo!


Geraldo Alckmin teve a pior reação possível diante da ameaça concreta de ser ultrapassado por Kassab, situação revelada na última pesquisa do Datafolha. Passou a xingar os tucanos que estão com a candidatura do Prefeito, dizendo que “essas pessoas não têm compromissos com o povo ou com o partido. Eles têm compromisso com os cargos que ocupam na prefeitura.”

A declaração é injusta e um desastre do ponto de vista político. Injusta porque ignora que a cisão do PSDB é fruto de uma divergência real que gerou duas candidaturas de um mesmo campo. Ela não se explica pela ótica do carreirismo ou da traição. Os tucanos que ficaram com Kassab têm fortes argumentos para justificar sua posição. Eles devem ser enfrentados no terreno da política. Estamos, portanto, diante de um problema real, que só poderia ser superado através de uma engenharia política que evitasse o choque entre as duas candidaturas, com vistas ao segundo turno.

Politicamente ela é uma tragédia. Primeiro porque passa para o eleitorado a imagem de que Alckmin sentiu o golpe e que o definhamento de sua candidatura está lhe levando ao desespero. O efeito pode ser o contrário do desejável: levar a que novas parcelas do eleitorado cativo dos tucanos saiam do muro e pulem para a candidatura de Kassab. Ninguém fica do lado de quem acusa a derrota.

Seu erro maior é o de confundir o adversário. Aqui a declaração do candidato é grave porque vem acompanhada de outra notícia altamente preocupante. O núcleo duro de sua campanha, composto pelos deputados Edson aparecido Sílvio Torres e Júlio Semeghini, já prega uma alteração radical na sua estratégia, propugnando que Alckmin se apresente como o “verdadeiro PSDB”. O outro, óbvio, seria o falso. Os fundamentalistas vão mais além: querem que o programa televisivo de Geraldo centre fogo na crítica à gestão de Kassab.

Claro que isto deixa Serra numa tremenda saia justa porque não há como dissociar a atual administração do próprio governador, que a iniciou. O eleitorado a entende como uma gestão tucana, ainda que consorciada. Mas este não é o maior do males.

O gravíssimo é que ao confundir quem é o adversário, a campanha de Alckmin fará o jogo de Marta - uma adversária que não pode ser subestimada. Não pensem que está afastada de vez a hipótese de ela ganhar no primeiro turno, ainda que não seja a principal. Não tenham dúvidas: nas últimas semanas, Lula e o PT jogarão todas as fichas para decidir a parada na primeira rodada. Para os insensatos, recomendamos a leitura do brilhante artigo de Fernando Barros, da Folha de São Paulo, intitulado “Só dá Lula”.

Claro que São Paulo não é o nordeste e não necessariamente o mesmo fenômeno ocorrerá aqui. Mas Geraldo não pode se dar ao luxo de trocar o abraço dos afogados com Kassab e facilitar a vida de Marta Suplicy.

É natural que o Datafolha tenha deixado os alckmistas com os nervos á flor da pele. Mas em tempos de tempestade, é imperativo que os comandantes mantenham a cabeça fria e não tentem dar cavalo de pau em navio. Alterações da estratégia em plena batalha só levam à desorganização das próprias fileiras.

Neste quadro, não há muito o que fazer, a não ser ouvir a voz sensata do presidente regional do PSDB, Mendes Thame, que numa nota intitulada “ Depende de Nós”, (ver nota abaixo, "DEPENDE DE NÓS") fez uma dramático apelo à militância, com vistas a estancar a sangria da candidatura Alckmin. Thame relembra a virada história de Mário Covas em 1998, quando ele estava em quarto lugar, só galgou a terceira posição na terceira semana de setembro e foi para o segundo turno por um fio, com uma vantagem estreitíssima sobre Marta.

Hoje os tempos são outros e não é fácil repetir a façanha, até pela divisão do mesmo campo em duas candidaturas. Mas, como dizem os gaúchos, só está morto quem não peleia.

Qualquer um dos dois candidatos precisa do outro, em um segundo turno e até mesmo na luta pela garantia dele. Nenhuma ponte pode ser queimada.

Em vez de centrar fogo no seu aliado de amanhã, Geraldo deveria comandar a mobilização de seus soldados, lastreada numa estratégia correta, para que eles vão para as ruas e tentem reverter o jogo.

Balanços de perdas e danos, revisão de erros cometidos pelos dois lados são tarefas para depois das eleições.

Nestas exíguas três semanas, Geraldo Alckmin tem de enfrentar a sua “Stalingrado”. E resistir casa a casa, voto a voto.



Escrito por pitacos às 12h08
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   DEPENDE DE NÓS


Antônio Carlos de Mendes Thame (*)

Na primeira semana de setembro de 1998, na campanha para governador do Estado de São Paulo, Mário Covas, que disputava a reeleição, estava em quarto lugar. Em primeiro, Paulo Maluf, em segundo lugar Marta Suplicy, em terceiro, Francisco Rossi. O ânimo dos filiados do partido era desolador.

Resolvemos então iniciar um processo de arregimentação dos filiados, que chamamos de "guerrilha eleitoral", coordenado pela Executiva Estadual do PSDB, para virar o jogo e chegar ao segundo turno.

O método era simples: realizar reuniões na capital e nas maiores cidades do interior, com um mínimo de 250 pessoas. Foram 40 sessões, engajando perto de 10 mil pessoas. Nessas reuniões, fazíamos uma distribuição de tarefas, a fim de que nossos militantes percorressem uma parte da cidade, um bairro ou alguns quarteirões e pudesse, cada um, contatar 200 eleitores, durante o mês.

Na terceira semana de setembro, Covas ultrapassou Francisco Rossi. Continuamos em terceiro lugar até as vésperas da eleição, imediatamente atrás da Marta. Ganhamos dela no "olho mecânico", por uma diferença de apenas 70 mil votos e fomos para o segundo turno. É evidente que este resultado não foi devido somente à "guerrilha eleitoral". Fica, porém, a interrogação: se nada tivesse sido feito pelos filiados do PSDB, se tivéssemos ficado parados, só contemplando (e reclamando), Covas teria conseguido ultrapassar a Marta, por tão pequena diferença de votos?

No segundo turno, comparado com Paulo Maluf, nos debates na televisão, a vitória de Mário Covas foi por larga margem de votos, o que permitiu continuar uma administração benfazeja, que resgatou a capacidade de investir e procedeu a um "saneamento moral" no Estado. Hoje, podemos dizer que, há 14 anos, aqui em São Paulo, somos governados com honradez, decência e dignidade.

Agora, na campanha para Prefeito da capital, precisamos fazer o mesmo: um movimento que agregue milhares de militantes, convictos de que seu esforço pessoal, sua dedicação e participação serão decisivos para evitar o brutal retrocesso representado pela volta do PT ao governo da maior cidade brasileira.

Vamos dar o máximo empenho para ajudar nosso candidato, Geraldo Alckmin, a chegar ao segundo turno. Neste, historicamente, vence quem tem menor rejeição. O caminho para sua eleição a prefeito de São Paulo está traçado, claro e explícito. Depende de cada um de nós. Depende de todos nós.

(*) Antônio Carlos Mendes Thame é o Presidente Estadual do PSDB.



Escrito por pitacos às 12h07
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