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Pitacos: política brasileira em foco |
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Por que querem derrubar Yeda Crusius?
Partidos oposicionistas tentam se aproveitar da grave crise gaúcha para desestabilizar o governo de Yeda Crusius. Alguns deles acenam com o pedido de “impeachment” da governadora. Mas qual foi a sua postura diante dos fatos graves que vieram à luz a partir da gravação patrocinada pelo seu vice-governador?
A governadora partiu para o mimetismo e tentou jogar a sujeira para debaixo do tapete?
Não. Imediatamente demitiu todos os membros do seu governo que tiveram seus nomes envolvidos no escândalo.
Foi mais além. Imediatamente se deslocou até o Ministério Público e solicitou que este investigue todos os órgãos de seu governo. Para tal, abriu todas as contas e informações necessárias para a a eventual punição dos culpados.
A governadora adotou postura idêntica diante da CPI da Assembléia Legislativa, com quem tem colaborado nas investigações. Comparem este comportamento com os dos tucanos paulistas, que impedem a instalação de uma CPI sobre o caso Alstom ou com o de Lula diante os escândalos sucessivos de seu governo.
Yeda não vem agindo como o fez a base governista no Congresso Nacional, cuja ação deletéria levou à desmoralização do instituto da CPI, como comprovam os tristes episódios das CPIs das ONGs e dos “Cartões Corporativos”.
Se a governadora vem se comportando de forma republicana, por que então querem derrubá-la?
É fácil entender o motivo. Ao assumir o governo, Yeda pegou um Estado quebrado, sem condições de fazer frente à sua folha salarial e cumprir com suas obrigações sociais. A economia gaúcha estava em decadência, crescendo a ritmo bem menor do que o nacional.
Este quadro foi a herança maldita deixada por governos antecessores, que praticaram em larga escala o populismo e a irresponsabilidade fiscal. Principalmente os do PT, pródigos em afastar investimentos, como ocorreu com o da Ford que fugiu para a Bahia.
Façamos um ressalva. Germano Rigotto, em sua gestão, tentou reverter este quadro. Mas faltou-lhe apoio político e a ousadia para tomar as medidas drásticas que se faziam necessárias. Ficou prisioneiro das dificuldades e nada pôde fazer para superá-las.
Yeda foi eleita como um azarão. Mas teve a coragem, já no início do governo, de adotar remédios amargos para tirar o Estado de sua insolvência. Comprimiu os salários do funcionalismo, adotou um duro ajuste fiscal com o corte das despesas públicas e teve que aumentar impostos para equilibrar as finanças do Estado.
Claro que isto contrariou profundamente interesses incrustados na máquina estatal há décadas. Contrariou ao corporativismo do funcionalismo e da CUT e a grupos patrimonialistas que sempre mamaram na máquina do governo. Contrariou a políticos do porte do seu vice-governados, cuja baixaria política é condenada até mesmo pela direção nacional de seu partido, o Democratas.
Mas ela estava certa e sua política começou a dar resultado. Em 2007, a economia gaúcha cresceu, depois de um longo tempo, mais do que a economia nacional. E a dívida do Estado começou a ficar equilibrada, com o governo conseguindo cumprir com seus compromissos. Começou a sobrar dinheiro até para dar um aumento ao funcionalismo público acima da inflação, o que não acontecia há anos. Agora, o governo do Estado começa a ter condições de fazer investimentos, inclusive na área social.
Seu sucesso deve-se a ter seguido à risca uma política que deu certo em outras gestões tucanas. Este foi o modelo de Mário Covas, quando assumiu, em 1995, um Estado falido em função da administração de terra arrasada do quercismo. Também foi o padrão adotado por Aécio Neves assim que assumiu o governo de Minas e que tirou a máquina pública da falência.
O sucesso de Yeda não nos leva a subestimar a grave crise ética e política do Rio Grande do Sul. E não vamos justificar o que ocorreu sob o pretexto que ele é parte integrante do “patrionalismo” que impera na política brasileira, que só será inteiramente superado quando o Brasil tiver outro modelo político, com a adoção do financiamento público das campanhas, do voto distrital misto e de outras medidas.
Que a CPI vá a fundo. Que o Ministério Público amplie e aprofunde suas investigações para que os culpados sejam punidos.
Mas separamos joio do trigo. Não colocamos a governadora no mesmo balaio dos que agem de forma não republicana e entendemos que a modernidade do Rio Grande do Sul passa necessariamente pela continuidade do seu governo.
Só assim o corporativismo será derrotado. Só assim os patrimonialistas não terão mais vez nas terras dos pampas.
Damos um sonoro não ao golpismo dos que querem o “impeachment” de Yeda Crusius.
Escrito por pitacos às 11h16
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Contra tudo e contra todos.
Voltemos às ações ensandecidas promovidas pela Via Campesina, MST, Assembléia Popular e outros movimentos sociais. Eles são contra tudo e contra todos e partem para a a barbárie sob olhar complacente do Presidente Lula, para não dizer conivência.
O Presidente diz que o etanol é fundamental para o Brasil. Sai em peregrinação pelo mundo pregando as virtudes dos bio-combustíveis e mostrando que eles não são os responsáveis pela fome mundial. Conta com o aval e apoio de amplos setores da sociedade, inclusive da oposição, porque este é o interesse nacional.
Mas o que fazem os movimentos sociais rurais? Invadem e depredam terras de produtores de cana e unidade industriais produtoras de álcool, sob o pretexto de que elas deveriam produzir alimentos. Alguém ouviu alguma voz mais dura de membros do governo federal condenando os ensandecidos?
O agronegócio tem sido fundamental para a economia brasileira e foi ele que sustentou o bom desempenho das exportações brasileiras durante um bom par de tempo. Pois bem, o MST, a Via Campesina e seus similares o elegem como inimigo número um porque são contra a plantação de soja e os transgênicos.
É uma posição diametralmente oposta à do governo, mas mesmo assim ele finge não ter nada com a história.
A loucura não para aí. O PAC de Lula tem como ponto estratégico a construção de várias hidroelétricas para que o crescimento econômico não seja barrado por falta de investimentos em infra-estrutura. Pois bem, os Sem Terra também são contra tais obras e tenta inviabilizá-las com ações absurdamente truculentas e ilegais.
Na mesma linha vão suas incursões contra a transposição do Rio São Francisco que o governo Lula avalia como a redenção de milhões de nordestinos.
E pobre da Vale do Rio Doce, alvo constante de invasão de suas ferrovias, sob pretexto de reivindicações que rigorosamente falando a empresa nada tem a ver com elas, como a reabertura do garimpo de Serra Pelada.
De todo este rol, fica uma indagação: por que o governo Lula faz vistas grossas a todas as ilegalidades e não utiliza o duro rigor da lei para coibí-las?
A resposta é simples. O presidente adora acender uma vela para Deus e outra para o Diabo. Por isto tentou contemplar a todos na composição do seu Ministério. Para a agricultura, nomeou uma personalidade ligada ao agronegócio. Já no Ministério da Reforma Agrária nomeou alguém intimamente ligado aos Sem Terra e que virou uma espécie de advogado de defesa das ações ensandecidas destes movimentos.
A dubiedade do governo não explica tudo, pois existe outro componente. De longa data, há uma relação de parceria entre o MST e Lula. O MST foi essencial como base de apoio do lulopetismo quando este viu-se às voltas com o “ mensalão” e na disputa do segundo turno de 2006.
Em sendo assim, o Presidente tem dívidas de gratidão com os Sem Terra e não vai combatê-los, mesmo quando violam a lei e se voltam contra os interesses nacionais.
A permissividade presidencial é duplamente danosa. De um lado, há um claro desrespeito ao Estado Democrático de Direito, cuja existência tem como pressuposto a estrita observância da Lei e a utilização do aparato repressivo do estado contra aqueles que atuam à margem da legalidade. Comparem a omissão do governo federal e do seu ministro da Justiça com a atitude corajosa da governadora do Rio Grande do Sul que colocou sua polícia para reprimir o vandalismo da Via Campesina.
De outro lado, os prejuízos econômicos são imensos. Setores estratégicos são atingidos e as ações ensandecidas criam a insegurança jurídica, afastando assim os investidores, inclusive os externos. Se prospera a bagunça, o capital se recolhe porque ninguém gosta de queimar dinheiro.
É isso aí. Os tais movimentos sociais não apenas são contra tudo e contra todos. Eles são contra o Brasil e o progresso. E com o aval de Lula.
Escrito por pitacos às 11h56
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Responsabilização

Há muitos aspectos a serem abordados nos acontecimentos desta terça-feira, a respeito dos objetivos e formas de luta dos “movimentos sociais”.
Queremos refletir sobre o ato da “Via Campesina”, em Carpina, Pernambuco. Foi destruído o laboratório da Universidade Federal Rural de Pernambuco, onde mudas de cana-de-açúcar eram pesquisadas, principalmente por alunos do mestrado e do doutorado.
Numa entrevista, o porta-voz do movimento justificou a depredação. As mudas eram de cana-de-açúcar transgênica.
Deduz-se que a “Via Campesina” outorgou-se o direito de destruir o laboratório de Carpina devido a ser contra o uso de transgênicos no Brasil. Conseqüentemente, tudo que for objeto da oposição dos ditos “movimentos sociais” é passível de destruição. Nesta linha de raciocínio, precavenham-se as clínicas de fertilização in vitro, os laboratórios universitários e privados que manipulam células-tronco, a Embrapa, a Fundação Oswaldo Cruz, os laboratórios farmacêuticos. A lista é grande.
Há pouco tempo, o laboratório da Monsanto, no Rio Grande do Sul, sofreu o mesmo tipo de vandalismo, pela mesma “Via Campesina”. Todos os experimentos da multinacional foram vandalizados, por centenas de mulheres ligadas à entidade.
No caso da Monsanto, tratou-se de um ataque a uma empresa privada, cuja proteção era devida às autoridades do Rio Grande do Sul. Os prejuízos não foram totalmente mensurados. Nem todo o dinheiro do mundo conseguiria recuperar pesquisas de mais de uma década. Mas se tratava de uma multinacional.
Há nítido preconceito contra o capital estrangeiro, entre formadores de opinião (não todos, evidentemente). Havia a idéia de que os resultados das pesquisas não pertenciam ao país. Nesse caldo de cultura, as autoridades passaram as mãos nas cabeças dos “revoltados”. Poucas foram as vozes que protestaram.
O ataque à Universidade Federal Rural de Pernambuco traz novos ingredientes.
Trata-se, agora, de uma instituição do governo federal, portanto pertencente a toda a sociedade. O viés anticapitalista e anticapital estrangeiro não cabe.
O laboratório da Universidade é mantido com verbas públicas. Não há dúvidas sobre a quem pertence o fruto das pesquisas.
Não há como contestar o prejuízo público. Perderam os alunos do mestrado e do doutorado. Perdeu muito mais o Estado.
A tal de “Via Campesina” demonstrou seu obscurantismo. É contra – e reprime - pesquisar tudo com o que ela discorda. Não é uma posição original. Basta lembrar a Idade Média, mas não só. O stalinismo também determinava o que a ciência podia e não podia investigar ou criar.
O ato desta terça-feira atacou a autonomia universitária. Na concepção da “Via Campesina” quem determina o que deve fazer a Universidade são os “movimentos sociais”. Liberdade individual, nem pensar. Os mestrandos e doutorandos só podem pesquisar o que rezar a cartilha dos ditos “movimentos sociais”.
Não se trata agora de uma discussão sobre ignorância, obscurantismo e autoritarismo.
Se o governo federal não assumir todas as conseqüências da defesa da integridade do patrimônio público, não resta outro caminho, a não ser sua responsabilização na Justiça.
Escrito por pitacos às 19h42
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As FARC e a guinada de Chávez
Palavras, os ventos levam, já diziam os mais sábios. Seja retórica, ou não, não deixa de ser positiva a guinada que Hugo Chávez ao afirmar com todas as letras que nada justifica a existência de uma guerrilha na América Latina, região onde seus países vivem em uma democracia, e que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia devem soltar os seus setecentos reféns, sem pré-condições. Se houver conseqüência prática nas palavras do caudilho venezuelano, as FARC perderão oxigênio, porque deixarão de contar com o apoio aberto do seu mais importante aliado. Sem isto, ela corre sérios riscos de morrer de inanição.
Não achamos que Hugo Chávez tenha feito apenas um jogo de palavra, porque existem fatores internos e externos a justificar a guinada. Internamente, a popularidade Chávez caiu 20 pontos nos 18 últimos meses. O chavismo vai disputar eleições municipais e estaduais neste ano. Avaliações de alguns institutos indicam que a oposição pode vencer a eleição entre sete a onze das 23 regiões venezuelanas onde o poder local estará em jogo. Registre-se que atualmente apenas duas destas regiões estão nas mãos da oposição. Em outras palavras: o caudilho ainda é a principal força da Venezuela, mas já não é tão hegemônico assim e vem perdendo substância.
Outra pesquisa indica que cerca de 70% dos venezuelanos condenam as FARC e querem distância dela. É previsível que neste quadro existam vozes no interior das forças armadas venezuelana que estejam pressionando Chávez para que ele deixe de apoiar a narco-guerrilha. Em sendo assim, até em função de questões domésticas, é de todo conveniente a Chávez deixar de apoiar, ao menos abertamente, as FARC.
No cenário externo, as relações umbilicais entre o caudilho venezuelano e a narco-guerrilha também estavam levando Chávez ao isolamento, inclusive na América do Sul. Rigorosamente falando, sua posição só era acompanhada por Rafael Correia e, mais comedidamente, por Evo Morales. E o jogava para um enorme contencioso com os Estados Unidos, sem lhe trazer dividendos. Notem que o “bolivarianismo” de Chávez já não provoca a mesma empolgação na América do Sul e que ele teve um papel irrelevante na recente crise entre o Equador e a Colômbia.
Há ainda o agravante dos dados contidos no computador de Raul Reys, apreendido pelo governo da Colômbia, e que poderiam levar Chávez a ter que responder, nos fóruns internacionais, à acusação de que é um “colaborador do terrorismo”. É possível, portanto, que sua inflexão seja também uma espécie de acordo tácito com os Estados Unidos e a Colômbia, através do qual ele não será acusado formalmente, mas se afastaria da narco-guerrilha.
Seu giro de quase 180% graus se explica também pelas grandes derrotas – políticas e militar – que as FARC vem sofrendo. A troco de que ele seria solidário até o fim com uma “guerrilha” que marcha para o cadafalso? Aqui reproduz-se a constatação de que ninguém é solidário com a derrota até o fim. O máximo que Chávez pode fazer é dar um apoio clandestino e jogar uma “bóia de salvação” às narcoguerrilha, do tipo, negociem rapidamente o seu desarmamento, enquanto é tempo.
Independentemente das razões que levaram Chávez a endurecer o seu discurso contra as FARC, seu movimento deve ser saudado. Ele pode servir de estímulo para que Rafael Correa faça o mesmo, o que levará a narcoguerrilha a ficar órfã em matéria de apoio externo. E abre a possibilidade para uma saída negociada que evite mais derramamento de sangue e perda de vidas, entre as quais as dos seqüestrados.
Para o governo da Colômbia, o recuo de Chávez é uma grande vitória. Mostra o acerto da estratégia adotada pelo presidente Uribe de partir para o enfrentamento com a narcoguerrilha e de combatê-la em todos os campos, seja o político, seja o militar.
O triste é constatar que as posições de Chavez, no momento, são mais avançadas do que aquelas externadas pelo governo brasileiro, orientado por Marco Aurélio Garcia, cuja “neutralidade” é aplaudida pelas FARC. Atualmente, nem Hugo Chavéz é tão conivente e atrasado.
Escrito por pitacos às 12h05
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Marta começa a sair do isolamento

O grande calcanhar de aquiles da candidatura Marta era o seu isolamento político. De fato, a petista perdeu aliados importantes, como o PMDB, que caiu no colo de Kassab, além do PR. Todos davam como favas contadas que ela iria para a disputa sem aliados e com pouco tempo televisivo. Agora há sinais que ela começa a superar este obstáculo, ao menos parcialmente, com a atração do chamado “bloquinho”, que até então tinha como opção a candidatura de Aldo Rebelo, do PC do B
Marta está se beneficiando de dois fatores que não estavam nos cálculos dos analistas políticos, até bem pouco tempo. O primeiro deles a própria situação de Paulinho da Força, que está com o pescoço na forca e com riscos de cassação de seu mandato. Para salvá-lo, o seu partido, o PDT, está embarcando na candidatura de Marta, com a contrapartida de que o PDT ajude a blindar Paulinho no processo que responde na Câmara Federal. Trata-se de um aliado incômodo sem dúvidas, mas traz mais tempo televisivo. Certamente ele será escondido das câmaras de TV. Para a petista, o que importa é a ampliação do tempo na televisão.
O segundo episódio a beneficiar Marta veio do Rio de Janeiro, onde fez água a aliança entre o PMDB do governador Sérgio Cabral e a candidatura do PT, com baixas intenções de voto. No Rio, a candidata do PT é Jandira Feghali, do PC do B, que tem 15% das intenções de voto e disputa, palmo a palmo, o segundo lugar com Fernando Gabeira. A hecatombe da candidatura petista abriu espaço para uma saída negociada, onde o PT passa a apoiar Jandira no Rio e, em troca ,o PC do B retira a candidatura de Aldo e passa a apoiar Marta em São Paulo.
A articulação da solução casada já foi admitida por Renato Rebelo, presidente do PC do B e por Ricardo Berzoini, presidente do PT. Para os comunistas, acena-se com outra vantagem. Se ficar com a vice candidatura em São Paulo, pode ter o prefeito daqui há dois anos, caso Marta vença a eleição de outubro e daqui há dois anos renuncie para disputar a presidência da República ou o governo do Estado. Nestas circunstâncias, são fortes os argumentos para que Aldo deixe de concorrer à prefeitura de São Paulo.
Resta o PSB, mas ele pode ser atraído para a candidatura da petista se a direção nacional do PT deixar de por obstáculo na candidatura de Márcio Lacerda, em Belo Horizonte, que é costurada entre Aécio Neves e Fernando Pimentel. Além do mais, existem setores do PSB paulista que já vinham defendendo a composição com Marta. Esta sempre foi a posição de Erundina.
Aliás, Luiz Erundina seria a candidata a vice dos sonhos de Marta, porque sem sombra de dúvidas, ela tem bem mais densidade eleitoral do que Aldo Rebelo. Mas contra o nome de Erundina pesam resistências internas – ela não tem o controle do seu partido no estado, que é controlado pelo deputado Márcio França – e para retirar a candidatura de Aldo, muito provavelmente o PC do B exigirá a vice-prefeitura.
Uma ironia: é a segunda vez que os sonhos de Aldo Rebelo serão atropelado pelo Partido dos Trabalhadores. Ele perdeu a presidência da Câmara Federal para Arlindo Chináglia e agora provavelmente terá que abrir mão de sua candidatura a prefeito, em nome da unidade.
Se concretizada, a aliança com o Bloquinho dá mais robustez à candidatura de Marta Suplicy, que já conta dois fatores favoráveis: sua liderança na intenção de votos e o bom momento do governo Lula, que pode lhe dar dividendos eleitorais Claro que isto não lhe torna imbatível. Mas ela ficará mais competitiva.
Como em política tudo muda rapidamente, é bom esperar o final da rodada de convenções para conferir até onde prospera o casamento entre o bloquinho e Marta Suplicy.
Escrito por pitacos às 11h07
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