Pitacos: política brasileira em foco
   Pauleira


Futuro prefeito de São Paulo, se a nave for muito
bem pilotada.

Enganam-se os que pensam que a eleição em São Paulo será um passeio, pelo fato de as pesquisas indicarem hoje uma vitória de Geraldo Alckmin, em qualquer cenário. Alguns tucanos pensam assim e entendem que a grande batalha é interna, com a definição do candidato. A partir daí, o resultado já estaria dado. É um grave erro de avaliação, porque o realismo impõe a constatação de que a disputa paulista será madeira de dar em doido, tal a força política e eleitoral dos dois principais contendores: Geraldo Alckmin e Marta Suplicy.

A eleição de São Paulo tem outro componente que tornará mais acirrada a disputa entre os dois blocos. Será o único pleito municipal que terá um caráter nacional e representará, em certa medida, o primeiro round da sucessão presidencial. Para os tucanos, é essencial vencê-la para acumular forças. Para o lulopetismo a vitória em São Paulo facilitará eleger um sucessor de Lula, oriundo do mesmo campo.

A nacionalização da eleição paulista é um fator favorável a Marta Suplicy. Primeiro porque ela será beneficiária direta da máquina federal. Não tenham dúvidas, Lula jogará tudo para elegê-la. Os cofres de sua campanha estarão abarrotados de dinheiro. Em certa medida, pesa a favor da ex-prefeita o bom momento da economia e a alta popularidade de Lula.

Claro que este fator é contrabalançado pelo bom desempenho das administrações tucanas, tanto a municipal (é assim que ela é vista), como a estadual, que está em suas mãos há quatorze anos. É este sucesso que explica, em grande medida, a liderança de Alckmin nas pesquisas eleitorais. E até pelo seu desenvolvimento econômico, São Paulo tem um eleitorado menos dependente de programas assistencialistas e clientelistas, o que é bom para a candidatura de Geraldo. Sintomaticamente, o lulopetismo tem conseguido seu melhor desempenho eleitoral nos bolsões de miséria da cidade, minoritários no conjunto da população paulistana, felizmente para São Paulo e para o Brasil e para a candidatura tucana.

Será uma disputa entre gigantes. Para se ter uma dimensão do que representará a disputa, basta citar uma avaliação de um comandante tucano. Ele avalia que, para ser viável, a candidatura de Alckmin terá que arrecadar cerca de 35 milhões de reais, valor quase igual a de uma candidatura à presidência. É possível arrecadar tal quantia, sem um envolvimento direto de Serra? O governador, passa a ser, assim, um cabo eleitoral importantíssimo para neutralizar o envolvimento de Lula.

Outro fator complicador é a existência de duas candidaturas de um mesmo campo - Alckmin e Kassab. Esta situação é perfeitamente administrável, se não imperar o fogo amigo. De imediato, elas já levam a disputa para o segundo turno. A grande questão é se haverá a recomposição neste momento. A hipótese mais provável é que sim, mas isto exigirá uma obra de engenharia, com monitoramento constante, para que não ocorram episódios que destruam as pontes para o entendimento posterior.

Existem ainda outros atores em cena. Um deles é Paulo Maluf. Felizmente hoje ele tem menos de dois dígitos nas intenções de votos. Sua candidatura ainda pesa. A exemplo de 2004, será uma língua de aluguel a serviço de Marta Suplicy. Será seu o jogo sujo. Sua base eleitoral, contudo, não tem acompanhado suas opções no segundo turno, sempre que ele embarca na canoa do lulopetismo.

O PMDB de Orestes Quércia é uma espécie de noiva cobiçada pelos três principais candidatos. Não que o quercismo tenha votos na capital, mas por causa do tempo na televisão. Quem atraí-lo passará a contar com um bom trunfo, embora não decisivo.

Longe de Pitacos o derrotismo. Mais longe ainda a avaliação de que Marta Suplicy é imbatível. Não foi antes, quando detinha a máquina municipal, e não será agora. É perfeitamente factível a derrota do lulopetismo, mais uma vez.

A vitória do campo liderado pelo PSDB não está escrito nas estrelas. Para realizar-se, exigirá que se gaste muito sangue, suor e sola de sapato, como gosta de afirmar José Serra. No momento, o pior dos males é a subestimação do adversário.



Escrito por pitacos às 21h55
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   Os prisioneiros das FARC

 

Salvar Ingrid Bentancourt tornou-se uma bandeira mundial que já sensibilizou o Parlamento Europeu. Acrescentaríamos: não apenas ela, mas todos os setecentos sequestrados pelas Forças Armadas Colombianas, torturados cotidianamente em verdadeiros campos de concentração. Mas em que termos deve ser conduzida esta missão humanitária?

Estamos com o chanceler Celso Amorim, que em audiência pública no Senado, considerou como condição para qualquer diálogo dois requisitos fundamentais: a libertação unilateral ( pelas FARC) de todos os sequestrados e que as gestões humanitárias se dêem com o pleno conhecimento do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe. É um grande avanço na posição brasileira, principalmente se cotejada com os movimentos do assessor presidencial Marco Aurélio Garcia no início do ano, quando meteu os pés pelas mãos ao fazer o jogo de Hugo Chávez.

Até antes do conflito Colômbia-Equador, a questão da libertação dos sequestrados pelas FARC vinha sendo conduzida de uma forma absurdamente deturpada. Premeditadamente, ela estava sendo utilizada como mecanismo para que a narco-guerrilha fosse reconhecida como força beligerante e para turbinar a imagem política do caudilho venezuelano. Buscou-se criar um fato consumado para o presidente Uribe, com vistas a obrigá-lo a abrir mão, ainda que momentaneamente, do controle de parte do território do seu país.

O mais grave: numa subversão dos valores, tentou-se vender o peixe de que Uribe era um intransigente e responsável pelo calvário de Ingrid Bentancourt. É bom registrar que em dado momento o Brasil foi conivente com esta postura ao se dispor a participar da farsa montada pelas FARC e Hugo Chávez, que redundou numa comissão que foi para a selva amazônica e deu em nada.

Felizmente o Itamarati entrou em cena e começa a dar o tom da postura a ser assumida pelo Brasil. São confortadoras as palavras de Celso Amorim, segundo as quais não haverá tolerância “ em relação a sequestros, terrorismo e narcotráfico” e que o Brasil apóia “ o governo do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, eleito democraticamente.” É uma diretriz contrariamente oposta ao pensamento de segmentos do lulopetismo, que caracterizam Uribe como fascista e querem que o nosso país reconheçam as FARC como força beligerante.

Nesta nova ótica, é perfeitamente legítimo que o nosso país contribua para salvar a vida de Ingrid Betancourt e dos demais sequestrados. Negocia-se com as FARC da mesma maneira que se negocia com o PCC ou o Comando Vermelho, quando eles fazem reféns. Procura-se salvar as vidas, mas jamais dar status políticos a quem representa o puro banditismo. E não se faz concessões que levem ao fortalecimento do narcotráfico, seja qual for a sua variável, inclusive a guerrilha.

As FARC estão hoje sendo derrotadas militarmente e marcham para um isolamento político profundo. Neste quadro, a pressão da opinião pública e dos países vizinhos pode levar a narco-guerrilha a libertar todos os prisioneiros para não perder o pouco apoio que lhe resta, inclusive o de Hugo Chávez. É possível, assim, salvar todas as vidas sem dar oxigênio para uma sobrevida dos narcoguerrilheiros.



Escrito por pitacos às 09h46
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   Pitacadas ( nº 29 12/03/2008 )

 

O buraco é mais embaixo

As oposições chiaram o quanto puderam contra a manobra realizada pelo senador Romero Jucá, para aprovar a Medida Provisória da TV Pública, no Senado. Outra MP trancava as votações. Jucá não teve prurido algum em retirá-la da pauta. Alegou que a MP que trancava a pauta não atendia aos critérios da relevância e da urgência. O quadro foi surrealista. O líder do governo propõe a “extinção” de uma Medida Provisória de seu próprio governo, que tramitara até chegar ao plenário do Senado. Entrou em pauta e votação a MP da TV Pública. As oposições retiram-se do plenário, mas o quórum foi atingido. Anteriormente, as oposições se valeram da obstrução e de discursos intermináveis como arma protelatória. Se não tivesse sido votada na madrugada desta quarta-feira, seria quase impossível que ela não expirasse. Tanto o governo, quanto as oposições, utilizaram-se de recursos regimentais e da prática parlamentar com o objetivo de aprovar, para os governistas e de expirar, para os oposicionistas. Alguns parlamentares apontaram, dedo em riste, que aquela era a prova do uso indevido das MP, banalizadas pelo governo Lula. Não se pode creditar ao governo atual a transformação do Parlamento em praticamente orgão homologatório do Executivo, com o simples papel de aprovar ou rejeitar Medidas Provisórias. A prática é oriunda da era FHC. Lula exacerbou-a. Não se pode, ingenuamente, denunciar “manobras” legais para aprovar ou reprovar esta ou aquela Medida Provisória. O buraco é mais embaixo. É necessária a revisão do que é e como devem tramitar as Medidas Provisórias. Idéias, existem mil. Quando na oposição, as forças políticas denunciam as mazelas. Quando na situação, valem-se delas. Isto é verdade para todo o espectro político. Enquanto não houver um enfrentamento político da subordinação do poder Legislativo ao Executivo, nova regulamentação das Medidas Provisórias e a construção de uma política de Estado, só andaremos em em círculos.

Devagar com o andor

As três as principais medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda: a) suspensão do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas exportações; b) fim da obrigatoriedade dos exportadores trazerem 70% dos dólares obtidos para o país e c) taxação de 1,5% para as aplicações de investidores estrangeiros em fundos de renda fixa e em títulos públicos. A primeira medida aumenta a remuneração dos exportadores. De maneira tímida “compensa” o encarecimento, em reais, dos produtos brasileiros. A segunda visa reduzir a oferta de dólares no mercado financeiro brasileiro. Quanto mais dólares, mais barato ficam. A terceira medida objetiva reduzir a rentabilidade das aplicações estrangeiras no Brasil. Devido aos juros reais estratosféricos, investidores internacionais tomam empréstimos em dólar, convertem em reais, aplicam e ganham a diferença dos juros, quando fazem o caminho de volta. As medidas anunciadas são medidas tímidas. E deveriam ser. Qualquer overdose no mercado financeiro pode ser devastadora. Um passo de cada vez, devagar. Aumenta-se o ritmo de acordo com as necessidades o resultado das medidas. A direção em que as medidas apontam é acertada. Há uma reviravolta na política econômica governamental. Abandona-se a fantasia de que “o mercado se regula por si mesmo”. Ou, como dizia o ex-ministro Palloci, “bom do dólar flutente é que ele flutua”. Está sinalizado o fim da política de controlar a inflação com dólar baixo. Faltaram medidas de alcance mais estratégico, como o de aumentar os custos das importações em geral, mas facilitar a vida de quem importa as “máquinas que fazem máquinas”, ou seja, o chamado “capital de base”. Mas aí já seria pedir demais, para um governo que tem de caminhar no fio da navalha e, finalmente, ter uma política industrial. Fica para depois.



Escrito por pitacos às 21h57
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   Pitacadas ( nº 28 11/03/2008 )

 

Campanha antecipada

De forma deslavada, Lula resolveu antecipar o calendário eleitoral. Não apenas o de 2008, mas também o de 2010, quando se dará a sucessão presidencial. Em um ato explícito de utilização da máquina pública a serviço de um projeto partidário, levou Dilma Roussef para as favelas do Rio de Janeiro, apresentando-a como a “ mãe do PAC”. Com que objetivo? O de viabilizar o seu nome como uma das hipóteses para a sua sucessão. Como o PT está raquítico em matéria de opção, o presidente se esforça para criar uma alternativa e para tal não tem limites. Tudo bem se ele fizesse campanha fora do expediente de trabalho, no período determinado pela legislação eleitoral, e sem transformar atos oficiais em palanque eleitoral. Imaginem se a moda pega e tudo que for governador fizer o mesmo! Estará estabelecida a farra do boi.

Não estamos diante de um caso isolado. Nesta terça-feira Lula vai ao município de Dianópolis – Tocantins – para dar uma mãozinha na reeleição do prefeito Salomão Jacobina, não por coincidência um petista igual ao Presidente. Pasmem, mas é verdade. Salomão decretou feriado municipal para garantir presença massiva no comício de Lula e descaradamente confessa que a Prefeitura e o governo do Estado oferecerão transporte e alimentação para os que se fizerem presentes, práticas vedadas pela legislação, inclusive a eleitoral. Depois Lula fica contrariado quando as oposições recorrem ao Poder Judiciário para conter os seus abusos. Mas o que elas devem fazer? Aceitar caladas a utilização descarada da máquina pública pelo lulopetismo com fins meramente eleitoreiros? A lei foi feita para todos, inclusive para o presidente da República, que deveria ser o primeiro a respeitar a legislação eleitoral. Mas, no Brasil de Lula, as coisas não são assim.

Peça de Ficção

Mais uma vez o Congresso Nacional vai votar, premido pelo tempo, esta peça de ficção chamada de Orçamento. Como ele não é impositivo, Lula não está nem aí para o contrabando colocado no Orçamento, que tem o nome pomposo de “anexo de prioridades e metas”. Trata-se de uma manobra esperta, através dos quais foram enxertados R$ 534 milhões que beneficiaram a um grupo de 95 parlamentares, através de suas emendas. Acredita o Presidente que conterá tal “exagero”, vetando-os na boca do cofre, ou seja não liberando tal verba através contingenciamento. O pragmatismo não dará bons frutos porque ele não ataca o mal pela raiz. Constantemente, a Comissão Mista do Orçamento tem sido palco de escândalos e o mais famoso deles foi o dos anões. Agora esta mesma comissão armou uma bomba de efeito retardado que pode mais para frente ser objeto de uma nova CPI. Mas quem disse que Lula está preocupado com isto?

Para ele interessa que o Orçamento seja aprovado a toque de caixa, ainda que o atraso da votação seja de responsabilidade única e exclusiva de sua base aliada e do próprio Palácio do Planalto, que ao encaminhar sua proposta ao Congresso não levou em consideração que a CPMF não seria prorrogada. Agora ele ameça o Parlamento com uma enxurrada de Medidas Provisórias se a peça orçamentária não for aprovada nesta semana e agride o Poder legislativo ao acusar os parlamentares de não quererem trabalhar. O que Lula quer é que as emendas parlamentares não sejam impositivas para que ele possa liberá-las de acordo com os seus interesses.

Trombada

Começa a acontecer o que temíamos. As candidaturas de Alckmin e Kassab começam a trocar cotoveladas e de foma pública. Os açodados dos dois lados estão dando assim uma enorme contribuição para inviabilizar um acordo futuro, mas particularmente no segundo turno. É bom registrar que este conflito se dá no interior dos tucanos, onde o fogo amigo vem dando o tom. Seria ótimo se eles seguissem os conselhos do presidente municipal do PSDB, José Henrique Lobo, segundo o qual se “ os dois lados não se entenderem, não se chegará ao final feliz.” O grave não é a existência de duas candidaturas de um mesmo campo porque ambas são legítimas. O gravíssimo é se fazer o jogo de Marta Suplicy, com a guerra interna que está instalada. Eita pessoal que gosta de queimar pontes!



Escrito por pitacos às 09h19
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   Gabeira balança o coreto

Uma coisa a candidatura de Fernando Gabeira já conseguiu. Balançou o coreto da eleição do Rio de Janeiro. Ela marchava uma disputa entre três máquinas clientelistas: a da Prefeitura; a do Governo do Estado e a do aparato religioso, expresso na candidatura do senador Marcelo Crivella.

Gabeira criou um fato novo. Deu caráter nacional à disputa carioca, até em função de suas altas qualidades. O Gabeira de hoje é completamente diferente do político que voltava suas atenções apenas para temas afetos às minorias ou monotemáticos, como a questão ecológica. Talvez até por isto, ele tenha conseguido outra proeza: foi capaz de unificar em torno de sua candidatura todas as principais lideranças do PSDB: Fernando Henrique, José Serra, Aécio Neves, Geraldo Alckmin e Sérgio Guerra. Costurou uma coligação envolvendo o PSDB, o PPS e o PV.

Para que o ex-guerrilheiro seja de fato uma alternativa real de poder, ele terá dois desafios pela frente.

O primeiro é direcionar o discurso para as amplas camadas populares e discutir os problemas concretos da cidade. Do contrário, ficará confinado ao eleitorado mais esclarecido, uma parte minoritária da cidade, que se concentra principalmente na zona sul do Rio de Janeiro.

O segundo desafio é evitar as armadilhas que os seus adversários – particularmente o articulado pela máquina religiosa – colocarão à sua frente. Gabeira será atacado por algumas de suas virtudes, por suas posições avançadas em relação a temas espinhosos, como a questão do aborto e outros. Os adversários, sobretudo o Senador Crivella, não terão pejo para tachá-lo de tudo o que as camadas populares ainda abominam. Demônio, protetor dos homossexuais e consumidores de droga serão epítetos moderados, comparados aos que as máquinas clientelistas e religiosas tentarão colocar na testa de Gabeira.

As primeiras declarações do candidato Fernando Gabeira mostram que ele está consciente destes dois desafios e não pretende ficar ilhado na zona sul. Um sintoma de sua maturidade é a sua declaração de que sua candidatura não representa uma posição doutrinária e de oposição, nem na escala federal nem estadual ou municipal. Visa sim, apresentar uma saída concreta para uma cidade que está em decadência há longo tempo.

Qual seria a saída?

Encontrar o caminho do crescimento, contribuir com o Estado para reduzir a violência, conter a desordem urbana através da pedagogia e também de alguns elementos punitivos; e resolver a crise da saúde do Rio de Janeiro”, conforme suas próprias palavras. Se for por este caminho, sua candidatura tem tudo para decolar, pois esta é uma agenda que interessa a todos os cariocas, particularmente às camadas mais pobres.

Por enquanto, a candidatura de Gabeira corre por fora. É bom lembrar que as eleições do Rio de Janeiro costumam preparar surpresas. Afinal de contas, ninguém apostava na eleição de Brizola como governador em 1982. Deu o azarão. É possível que isto se repita, caso Gabeira conduza sua campanha com competência. Isto faria um enorme bem ao Rio de Janeiro e seria um ganho para o país. Sem dúvida, um prefeito do quilate de Fernando Gabeira imporá um novo padrão ético no trato das coisas públicas, que pode servir de referência.



Escrito por pitacos às 13h20
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