Pitacos: politica em foco
   O Caminho das Pedras

Lula, para variar, diz que tudo é fuxico da imprensa. Mas o fato é que o Brasil neste fim de semana deparou-se com dois fatos extremamente graves que caem no colo presidencial. De um lado, temos o Lulinha com seus negócios nada republicanos. De outro, temos Gilberto Carvalho, chefe de Gabinete da Presidência da República, trocando telefonemas com Jorge Lorenzetti a quem a Polícia Federal diz ser o articulador do “Dossiêgate”. O caminho das pedras para que seja desmontada a “República da Malandragem”, passa por ir fundo nas investigações que ligam o “Gilbertinho” – é assim que Lula o chama – com o grave crime eleitoral cometido através do Dossiê Vedoin.

Claro que o caso do Lulinha provoca náuseas e repulsa. Do ponto de vista ético, é ilegítimo e imoral que o filho do Presidente se envolva em operações escusas e utilize o seu status para o seu enriquecimento, com o conhecimento, e utilização, do seu próprio pai. Mas, do ponto de vista jurídico – assim como da investigação – há um longo caminho para poder enquadrá-lo no Código Penal, mais particularmente no crime de tráfico de influência.

Claro que do ponto de vista político deve ser feita a denúncia e até ser utilizado o episódio como arma eleitoral. Mas como muito cuidado, particularmente na TV, pois a Justiça Eleitoral é muito rigorosa e pode levar à perda de preciosos minutos. E também há que se considerar a reação do eleitorado, pois se não houver fatos incontestáveis, a denúncia pode-se voltar contra quem a fez.

Já o aparecimento do nome de Gilberto Carvalho é um petardo do tamanho do Maracanã. Ele ocorre um episódio onde é cristalino que foi cometido um crime com dinheiro ilegal, para a compra de um dossiê falso. Ao vir para o centro do palco, o Chefe de Gabinete da Presidência derruba por terra a versão grosseira de que tudo não passava de uma operação “paulista”, e de aloprados. Agora sabemos que o Presidente da República ficou sabendo das prisões quase que instantaneamente e mesmo assim continuou omisso. A bomba está no seu colo.

Tanto é assim que está se montando uma operação para jogar a bomba em José Dirceu, numa espécie de postura “dos males, o menor”. Apesar de operar na sombra, o Super-Zé é apresentado pelo Palácio do Planalto como um “outsider”. É o bode expiatório perfeito, na falta de um mordomo para assumir a culpa.

Corretamente, Tasso Jereissati e outros membros da oposição priorizaram a denúncia do envolvimento do “Gilbertinho”. Mas do que o caminho das pedras, a sua presença no “Dossiêgate” é a chave para um processo que leve à impugnação de Lula, se ele for reeleito. É aí que devemos centrar fogo.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 20h38
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   Tesouro Nacional na Gestão de Lula Defende Privatização !

  

Lula tem feito uma verdadeira cantilena contra as privatizações ocorridas no Governo Fernando Henrique, acusando-as de crime de Lesa-Pátria”. Ocorre que o Presidente, dado a pouca leitura, não viu qual é a avaliação do Tesouro Nacional, órgão do seu Governo ligado ao Ministério da Fazenda. Eis o que diz o Tesouro em seu site:

 

No Brasil as estatísticas sobre as contas públicas compreendem três dimensões: O Governo Central incluindo o déficit da Previdência, as Empresas Estatais, controladas pelo setor público nos três níveis de governo; e os Governos Estaduais e Municipais ( 26 Estados, Distrito Federal e mais de 5.500 municípios).

 

Para enfrentar os fatores de natureza estrutural que se encontram na raiz do desequilíbrio fiscal o Governo tem adotado um conjunto de iniciativas ao longo dos últimos anos. Entre as principais medidas destacam-se: as reformas constitucionais e legais da ordem econômica, que permitiram a implementação do importante processo de privatizações de empresas estatais; os acordos de ajuste fiscal com os Estados; o saneamento e privatização dos bancos estaduais; e o aprimoramento dos mecanismos de controle do endividamento de Estados, Municípios e estatais”. 

 

Esta nós descobrimos graças ao espírito de repórter do nosso leitor Roberto Antônio. O site  do Tesouro Nacional é: www.tesouro.fazenda.gov.Br/estados-municípios/index.asp.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 19h40
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   O Combinado Não É Caro

O que é combinado não é caro. Façamos o seguinte: vou ver o jogo do Santos e logo após o Jornal Nacional postamos um novo texto sobre os dois temas da atualidade: "Gilbertinho" e Lulinha



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 17h08
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   Não se Pode Deixar Barato

O peixinho, quem diria, virou tubarão

 

A oposição e a candidatura de Geraldo Alckmin não podem deixar barato a grave denúncia da Veja sobre os negócios e intermediações prá lá de nebulosos do filho predileto do Presidente, o Lulinha. Não se trata de buscar uma tábua de salvação para uma eleição difícil. Mas sim  de cumprir o papel que o momento histórico exige, para que o nosso país não se transforme no campeão mundial da corrupção e da impunidade. Até agora era compreensível que não se trouxesse para o palco da disputa questões da família presidencial, pois as evidências eram tênues e a privacidade deveria ser respeitada. A reportagem da Veja muda tudo.

 

O que era uma simples suspeita, vai se afirmando como uma grave probabilidade se as informações da revista corresponderem à realidade. Agora evidencia-se que o Lulinha não enriqueceu graças à sua genialidade, mas sim por aproveitar-se do fato  de ser filho do Presidente e como tal ter intermediado negócios nada republicanos. Como pode um filho do Presidente despachar em um escritório de um empresário cuja ficha policial não caberia nem num DVD?

 

O mais grave, segundo a trilha aberta pela revista, é que temos um Presidente que se banalizou, não se diferenciando de políticos que sempre conviveram, sem dor de consciência, com a corrupção, quando não a patrocinaram. Pela matéria ficamos sabendo que a própria família presidencial  utilizou-se do seu status não mais em nome da chamada “causa”, mas também para o seu enriquecimento pessoal, a exemplo do que fizeram outros, como Henrique Pizzolato, Silvinho “Land Rover”, mulheres de certos ministros,  et caterva.

 

Levando em consideração as limitações legais, a oposição deve atuar para que as acusações da revista Veja sejam do conhecimento de todos os brasileiros e que as investigações cheguem até à família do Presidente, independentemente de isto dar votos, ou não. Deve pautar-se de uma forma que as graves denúncias  não deixem de ser investigadas com o término da disputa eleitoral, seja qual for o resultado. Só por este caminho passaremos o Brasil a limpo, não deixando barato os que se locupletaram ao chegar ao poder.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 14h16
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   Da Série "Acredite se quiser"

Romane.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 12h39
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   A cada enxadada, mais minhocas

 

DOSSIÊ FRUTA

“Está quebrada a Nova Amafrutas, a empresa de sucos que foi dirigida pelo churrasqueiro de Lula, Jorge Lorenzetti. Sua produção está parada há dois meses. Os empregados foram dispensados, os telefones, desligados e 2000 toneladas de frutas apodrecem no campo. Há três anos, o churrasqueiro descolou 20 milhões de reais do governo Lula para reabrir a fábrica. O próprio presidente reinaugurou a planta. Na ocasião, Lula aconselhou 2500 produtores de fruta a confiar em Lorenzetti. Deu no que deu.”

(Fonte: Holofote, Veja n.1979).



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 12h20
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   Haiti, é aqui?

Pelo segundo ano consecutivo, o PIB do Brasil só deve crescer mais que o do Haiti entre os países da América Latina. Segundo ranking de 19 países preparado pela consultoria Austin Rating a partir de dados do FMI, da Cepal e do Banco Central, se em 2006 o Brasil crescer 3% como prevêem em média as mais de cem instituições financeiras consultadas para a elaboração do boletim Focus, só o Haiti, que continua em guerra civil, terá uma alta menor do PIB, de 2,3%. Nesse cenário, o Brasil vai empatar com o Equador, que também crescerá 3%, e ficará atrás de países como Paraguai (3,5%), El Salvador (3,5%), Costa Rica (3,7%) e Bolívia (4,1%)”.


(Fonte: folha on line)

Lula, no entanto, acha que não se pode comparar um país com outros, apenas consigo mesmo (sic). Mesmo assim .....




Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 11h21
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   O Rei de Paus


Gilberto Carvalho é muito mais do que um simples secretário particular do Presidente da República. A melhor definição  veio de César Maia. Ele é o Reis de Paus do Governo Lula, único membro do núcleo duro do Presidente que manteve-se firme em seu posto, apesar de, vez por outra, seu nome aparecer no rosário de escândalos ocorridos nestes últimos anos. Ele opera a cinco metros da sala presidencial e segundo a imprensa,  Lula vive a repetir "é sempre bom ter o Gilbertinho por perto".

 

Contra ele pairam denúncias como a de João Francisco Daniel, irmão do prefeito de Santo André Celso Daniel, que o acusou de transportar dinheiro ilegal recolhido de empresas do município e  de entregá-lo ao então super poderoso José Dirceu. Tudo isto está documentado nos anais da CPI dos Bingos, assim como o está o depoimento de Soraya Garcia, então secretária do PT e petista de carteirinha. De acordo com o seu depoimento, era ele que socorria o PT de Londrina em momentos de dificuldade financeiras. Detalhe, ela é do município. São conhecidas suas relações com Jorge Sameck, outro petista que aparece em denúncias de utilização da bi nacional Itaipu para fins partidários e escusos.

 

Agora  o Reis de Paus volta para o centro do palco, tendo trocado telefonemas com Jorge Lorenzetti no dia que veio à tona o abacaxi do “dossiêgate”. Gilberto admite ter sido quem comunicou o assunto a Lula, o que dá  bem a dimensão da sua força e proximidade com o Presidente.

 

Surpreendentemente, a Polícia Federal, sem realizar nenhuma investigação, descarta a priori a participação de Gilberto Carvalho na trama e direciona suas suspeitas para José Dirceu, que seria o homem das sombras. E faz isto apesar de ter conhecimento da troca de telefonemas entre Gilberto e Lorenzetti.

 

Somos insuspeitos para afirmar que pode-se está se armando uma arapuca para cima do ex-todo poderoso Chefe da Casa Civil, tentando jogar a bomba para o colo do Super-Zé. Se for isto, monta-se  mais uma farsa, com o  objetivo de preservar o único Rei do baralho lulista que ainda se mantem de pé. A farsa pode ser tão grotesca como a conclusão do relatório parcial da Polícia Federal, que aponta Jorge Lorenzetti como uma espécie de franco atirador que  articulou, a partir de sua própria cabeça, o escândalo do “dossiêgate”.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 10h33
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   Caixa preta em Itaipu




Nosso repórter voluntário Luciano Pinho nos encaminha matéria do jornal “Estadão” de hoje,  de Londrina, dando conta que os Tribunais de Contas do Brasil, Paraguai e Argentina querem que os governos destes países autorizem uma auditoria geral e fiscalização nas hidroelétricas de Itaipu e Yacirtá. Hoje elas estão amparadas nos anexos dos tratados que as criaram para barrar o controle externo de suas finanças. O assunto foi discutido em um encontro dos tribunais dos três países e uma delegação discutiu o assunto com o Presidente do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos.

 

Segundo os participantes do encontro, “a proteção que as binacionais criaram contra a fiscalização externa contraria a ordem jurídica e os princípios elementares da legalidade, publicidade, transparência e responsabilidade no manejo da coisa pública”. No caso brasileiro, o Ministro do Tribunal de Contas da União, Adilson Motta, entregou ao Presidente Lula o pedido de autorização para fiscalizar as finanças de Itaipu. Apesar do pedido ter sido efetivado em fevereiro, até hoje o Presidente não se manifestou sobre o assunto.

 

A Itaipu binacional foi objeto de denúncias na CPI dos Correios, que não aprofundou as investigações. Entre estas, destaca-se a da ex-petista de Londrina, Soraya Garcia, segundo a qual verbas da Itaipu foram desviadas para a campanha do PT em Londrina, em 2004. Um advogado vinculado a José Janene, que foi preso, apontou também a Itaipu binacional como fonte financiadora do “mensalão” de deputados peemedebistas. Nos dois episódios apareceu a figura do petista Jorge Sameck, outro amigo de Lula. A Polícia Federal não  concluiu até agora estas duas denúncias. No caso de Londrina, o delegado que estava fazendo as investigações foi imediatamente transferido para outro Estado, por ordem de seus escalões superiores.  Haja lenha na fogueira! 



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 09h40
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   Os Rolos de Lulinha



A Veja veio com aquilo que era um segredo de polichinelo: uma intensa reportagem sobre o filho predileto do Presidente, Fábio Luiz da Silva, o Lulinha. A matéria tem componentes de nitroglicerina, se forem verdadeiras as suas denúncias. Através delas, ficamos sabendo que Lulinha e seu sócio e amigo, Kalil Bittar, prosperaram no mundo dos negócios não porque são gênios. Aqui é que vem a gravidade da coisa, segundo a revista: eles se dedicaram ao lobismo, intermediando interesses de grupos econômicos junto ao pai de Lulinha, que outro não é senão o próprio Presidente da República.

 

A matéria indica que Lulinha manteve relações íntimas com um lobista de pior fama: Alexandre Paes dos Santos, proprietário da APS, cuja ficha criminal vai da acusação de compra de parlamentares à realização de negócios escusos. Alexandre colocou a infra-estrutura de sua empresa a serviço das operações da dupla Lulinha-Kalil e algumas das atividades heterodoxas dos dois jovens ocorreram em recintos palacianos.

 

Ninguém enriquece da noite para o dia, a não ser que ganhe na loteria. Não foi o caso do filho do Presidente e a matéria da Veja faz com que o assunto deixe de ser uma questão da vida privada do Presidente e seus familiares, para se tornar um gravíssimo componente da crise institucional que o país começa a viver. É como jogar gasolina em uma fogueira que já era altíssima.

 

Ainda é cedo para saber o seu impacto na disputa eleitoral, mas certamente ela terá, e isto ficará mais claro nas próximas 48 horas. Pode ser o componente que faltava para a alteração no placar, a depender da sua repercussão na mídia e do quanto a oposição parta para cima do Presidente, sem pruridos.

 

Se mesmo com mais este escândalo, a intenção de votos de Lula não cair, a crise persistirá no quadro pós eleitoral, com o Presidente sofrendo duas graves acusações:  a de que teria cometido crime eleitoral na sua campanha, com a participação de altos auxiliares seus, e que seus familiares fizeram lobismo, com a sua conivência. São dois componentes extremamente fortes para indicar que a espada de Dâmocles  vai pairar sobre a cabeça do Presidente, caso ele seja reeleito.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 08h25
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   Os Dois IBOPE

Chegamos a uma conclusão: existem dois IBOPE. Um é o da pesquisa divulgada no Jornal Nacional, que dá uma vantagem de 22 pontos para Lula. E há também o outro IBOPE que faz o tracking tucano, na qual esta diferença oscila entre sete a dez pontos. Está certo que são dois métodos distintos de fazer pesquisa e que pode haver variação. Mas jamais de 12 pontos, ou seja, mais do que o dobro da amostragem telefônica! Das duas uma: ou os números divulgados no Jornal Nacional não correspondem à realidade, ou ele está vendendo mercadoria paraguaia aos tucanos, e seu tracking não vale nada.

 

Em uma ou em outra hipótese, sua credibilidade está afetada. Já foi dito que não se briga com números. Assim como já foi dito que as pesquisas são apenas um retrato de um momento, algumas vezes mostram uma foto distorcida. Os dados dos institutos devem ser cotejados com os dos tracking, inclusive o do PT que também aponta para uma diferença perto dos dez pontos, como divulgamos ontem. No primeiro turno, os trackings se aproximaram mais da realidade das urnas do que a face-a-face.

 

Foi por esta razão que o marqueteiro tucano disse que, se a eleição fosse hoje, Lula teria 50 milhões de votos e Geraldo 40 milhões. Com base em sua experiência, ele afirma que nada está decidido e ainda é possível a vitória. Aproveitamos a oportunidade para dar um conselho aos tucanos: se ao final, os números da face-a-face estiverem certos, o PSDB deveria processar o IBOPE para que ele seja enquadrado no Código do Consumidor por vender mercadoria falsificada.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 19h49
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   O Homem é Gilberto Carvalho



Já se sabe quem é a personalidade nacional que aparece no rastreamento telefônico do Dossiêgate. É ninguém menos que Gilberto Carvalho, Chefe de Gabinete do Presidente da República. Implode assim a tentativa de colocar José Dirceu como o vilão da história. A notícia já está no blog do Josias de Souza e o próprio Gilberto confirmou que trocou dois telefonemas com Jorge Lorenzetti, o churrasqueiro de Lula, em 15 de setembro, dia em que veio a público a tentativa da compra do dossiê Vedoin.

 

Segundo Gilberto Carvalho, o telefonema ocorreu quando Lula gravava seu programa de  TV. O Presidente da República foi informado imediatamente. Desmancha-se assim a versão de uma coisa de “aloprados” e fica evidenciado que Lorenzetti, como homem de campanha, mantinha estreitos contatos com o Chefe e Gabinete do Presidente. Ou seja, a crise está agora na ante-sala do Presidente da  República.

Torna-se muito estranho que o nome de Gilberto Carvalho tenha aparecido pela imprensa, quando a Polícia Federal apontou para José Dirceu, montando verdadeira cortina de fumaça. Mas uma vez nossa Polícia dá provas de sua incompetência e é atropelada pela investigação da imprensa. No Brasil só existe uma pessoa acima de Gilberto Carvalho: Luiz Inácio Lula da Silva, a quem ele serve, com uma fidelidade canina, há vários anos.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 18h56
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   Tracking, Pesquisas e Programa

Voltei a conversar com nosso marqueteiro tucano. Três temas em pauta: o tracking tucano, as pesquisas, com seus dados conflitantes em relação às amostragens por telefone e o programa televisivo de Geraldo Alckmin, que tem levado tantas bordoadas, inclusive nos comentaristas deste blog.

 

Matemos a primeira curiosidade: o tracking tucano continua dando uma vantagem de sete a dez pontos pró-Lula, sem grandes alterações.

 

Entrei direto, então, na questão das pesquisas. Perguntei a ele o que achava se o IBOPE desse hoje uma diferença na faixa dos 20 pontos. Ele não se abalou. “No primeiro turno ocorreu a mesma coisa. Os números dos institutos sempre foram  bem superiores aos nossos. Quando as urnas foram abertas, a verdade estava do nosso lado”. Pergunto: mas não há a hipótese de que os Institutos estejam certos? Eis a resposta: "imagina! Pode apostar aí. Vão votar 94 milhões de pessoas. Com os dados de hoje, sexta-feira, a nove dias, eu diria que Lula teria 50 milhões de votos e Geraldo 44 milhões. A Batalha é difícil, mas longe de estar perdida. Dá para virar”.

 

Passamos a abordar o assunto que por causa dele todo mundo quer apertar a jugular de Luiz Gonzáles, o marqueteiro-mor. Eis sua versão:

 

“No Brasil, como no resto do mundo, as eleições são despolitizadas e prevalecem as leis do marketing. No primeiro turno isto aconteceu no primeiro turno e até Heloisa Helena fez o mesmo. O fenômeno se repete no segundo turno e até Lula é puro marketing. Pode parecer cruel, mas a vida é assim e as pessoas querem saber das coisas simples, como contruir o seu barraco, como melhorar a sua  vida, se vai ter comida e se, puder, comprar um carro. A privatização é uma preocupação do povo dos jardins. Nosso programa volta-se para a outra fatia, a majoritária da nossa população”.

 

Insisto no tema e ele dá novas explicações: “fazemos pesquisas qualitativas todos os dias e é isto que elas indicam. Este tipo de amostragem prova que os que ganham até dois salários mínimos acham que a saúde está ruim e que não foram gerados os empregos como Lula vem alardeando. É por isto que fizemos aquele programa sobre saúde. É por isto que ontem ele fez três perguntas sobre o mesmo tema para Lula e também esta é a causa porque ele bate tanto na tecla do emprego.” E concluiu: “quem está nos criticando está com os olhos voltados para os Jardins e deprezando os critérios científicos da comunicação moderna”.

 

Está criado o contecioso. Eis aí um bom debate. Com a palavra nossos comentaristas.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 16h56
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   Geraldo Papou Lula III

 

O mito tem pés de barro.

Precisamos acabar com essa bobagem de considerar Lula um mito imbatível. Seja qual for sua performance nos debates, então ele ganhou porque tem a maioria das intenções de voto e estas não foram abaladas, apressam-se em escrever “Lula-boys” e até mesmo outros escribas sérios.

Segundo estes avaliadores, se Geraldo não meter os dedos nos olhos do adversário, não leva.

Lula tem a maioria - ou parte importante - das intenções de voto porque há razões objetivas e subjetivas para tanto. Pretendemos abordar esta questão num artigo de fôlego, a ser publicado em breve. Sua base de apoio na sociedade já foi muito maior. Se vencer, o que não está dado, entrará no segundo mandato muito menor do que entrou no primeiro. Sob todos os pontos de vista. Sobretudo de quem pensa política neste país.

Nos debates, se Geraldo ataca, coitadinho, sai todo a entourage lulo-petista e filo-lulista em defesa do pobre operário menosprezado pela elite. Se não ataca, Lula ganha ainda assim, porque pode dizer o que quiser, que pega.

Pega coisa nenhuma! Há formadores de opinião e opinião pública “neste país”. A performance malufista pode dar certo em certas fatias do eleitorado. Em outras, e que não são pequenas, evidentemente que não.

Ontem o objetivo de Lula era o de mostrar seu governo como o semi-paraíso e o próximo mandato como a realização de todos os sonhos de todos os brasileiros. E de se mostrar um sujeito preparado para isto. E demonstrar que Geraldo era o satanás, a serviço das elites da região dos Jardins, em São Paulo. Conseguiu? Nem o mais entusiasmado petista acredita que sim.

No Brasil de Lula não há crise na agricultura; a saúde está ótima; a educação, uma maravilha; desemprego é coisa do passado; o crescimento econômico que estamos vendo é o maior dos últimos não sei quantos anos; nunca, em tempo algum, distribuímos tanta renda. Isto pega nos eleitores de todas as regiões minimamente informados (acreditem, eles existem e não são muitos milhões)? Claro que não. Pega no povão? Parte sim, parte evidentemente que não. Um desempregado das periferias urbanas cai no conto do pleno emprego? Numa cidade onde fábricas estão sendo fechadas por causa do câmbio desfavorável as pessoas acham crível o Brasil maravilha?

Geraldo tem uma tarefa muito difícil. Ele não pode jogar com as mesmas armas do adversário porque tem compromissos com a democracia. Não pode mentir. Não pode lançar mão de preconceitos, como Lula faz à larga. Tem de apresentar um projeto alternativo, de resgate do Estado de Direito Democrático e de outra política econômica, desenvolvimentista. E marcar-se como o candidato da modernidade. Está conseguindo. É o suficiente para virar as intenções de voto? Em parte.

A virada não se dá num ato específico, mas num processo complexo, com inúmeras variáveis. Ontem, mais uma vez, o mito demonstrou ter pés de barro. Alguém ainda duvida de que Geraldo saiu maior do que entrou?



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 16h31
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   Holofotes pitaqueiros (3): lulo-petismo e democracia


Contribuições de pitaqueiros fiéis.

"Se há algo que é de mérito exclusivo do governo Lula é a contínua, determinada e acelerada degradação do modelo democrático brasileiro em tão pouco tempo. Posso dizer que mesmo os maiores ditadores que tomaram conta deste país devem sentir inveja da máquina petista de destruição do organismo democrático brasileiro".

O artigo " 'Governo Petista' ou 'O fim da Democracia Brasileira'", de Calvin & Hobbes, discute a degradação de nossa democracia na atualidade, causada pelo lulo-petismo. Tem aspectos polêmicos, como a comparação com os governos militares, em benefício destes. Afinal, a taça “exterminador da democracia” tem candidatos de ontem e de hoje. Pitacos é plural e gosta de polêmicas. Para ler a íntegra do artigo, clique aqui.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 14h14
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   O Novo Personagem


 

Agora já podemos falar sobre o assunto, uma vez que Noblat já reproduziu a matéria do portal Terra, que, diga-se de passagem, não é dado a fofoca e não tem nenhum viés tucano. Muito pelo contrário.

 

Segundo o portal, o rastreamento telefônico da Polícia Federal aponta para dois nomes, que, seja qual for, são generais de dez estrelas das hostes do lulo-petismo. Diz o Terra que este nome, considerado como uma personalidade nacional, ou seria Ricardo Berzoini ou José Dirceu.

 

Em uma ou outra hipótese, Lula fica pendurado na brocha ao sustentar sua versão de que o “dossiêgate” foi obra de uns meninos tresloucados. O telefonema trocado com um dos presos pela Polícia  Federal com uma destas personalidades, é nitroglicerina pura. No caso de Ricardo Berzoini, provaria o envolvimento institucional do PT  e da campanha de Lula através do seu coordenador máximo. E se for  José Dirceu, comprovaria a tese de que o “bruxo” petista – ou o “Golberi” da estrela vermelha -  continua ativo e a serviço do PT e do seu amigo  Lula.

 

O portal Terra tratou o assunto com extrema cautela,  fazendo a ressalva que determinadas ligações se justificam  funcionalmente. Mas foi muito enfático na conclusão sobre os dois nomes. E, se isto for verdadeiro, um dos dois generais de dez estrelas não estava discutindo, por telefone, o resultado do futebol ou a beleza das mulatas da Mangueira. Certamente eles estavam conversando coisas mais complicadas com quem estava enfiado até a medula na operação “Vedoin”.

 

O esclarecimento de quem é o tal personagem nacional por detrás da cortina levará a crise para altos decibéis. Pelo desenvolvimento do caso, mesmo que Lula venha a vencer a eleição, o que não é dado, a crise deixa de ser braba para ser horrrosa. Podemos, dentro de alguns meses, estar diante de uma crise institucional de proporções ainda não previstas.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 13h11
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   Haja Denúncias

 

São tantas as denúncias, uma verdadeira "lista telefônica", como diz Geraldo Alckmin, que certas "irregularidades" (eufemismo para assalto aos cofres públicos) quase passam despercebidas. O relatório do Ministro Ubiratan Aguiar, do  Tribunal de Contas da União, avalia que houve irregularidades em licitações  da Casa da Moeda do Brasil, envolvendo quatro empresas, uma das quais, a CG Consultores Associadas, que foi responsável pela elaboração do manual de campanha eleitoral do Partido dos Trabalhadores, em 2004.

 

Em seu parecer, o relator Ubiratan Aguiar aponta que as empresas tinham relações entre si e que houve sobrevalorização de preços, o que contraria a lei das licitações públicas. A denúncia foi publicada pelo site “ Contas Abertas”. Para conhecê-la na íntegra, clique aqui.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 10h44
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   Freud e Duda


Vira e mexe o fantasma sai do armário.

 

Nosso repórter voluntário Luciano Pinho continua a pleno vapor. Ele nos manda uma matéria divulgada hoje pelo Correio Braziliense, dando conta de relações entre o marqueteiro Duda Mendonça e Freud Godoy, aquele que não se explica e só complica. Segundo a reportagem, duas empresas de Duda fizeram,  quatro depósitos na conta da empresa de segurança Caso, cuja proprietária é a esposa do então assessor especial do Presidente da República. Os depósitos chegaram ao valor de  29 mil reais, e foram considerados como operações suspeitas pois todo o dinheiro foi sacado na boca do caixa.

 

Estes dados foram repassados para a Polícia Federal por integrantes da CPI dos “Sanguessugas”, que basearam-se em investigações ocorridas na época da CPI dos Correios. O jornal levanta a hipótese de este dinheiro ter origem no mensalão e diz que o tema é fator de preocupação para o Lula, devido as relações íntimas entre Freud Godoy  e o círculo íntimo de Lula. Clique aqui para ver a matéria do Correio Brasiliense.  



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 09h59
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   Lulismo ou Malufismo ?


O Debate do SBT serviu também para mostrar ao país que o lulismo vai se transformando em uma espécie de irmão gêmeo do malufismo, tal a semelhança entre as duas correntes, esta última em estado terminal quanto alternativa do poder. Como Maluf, Lula vai assumindo a imagem do “rouba mas faz”, algo que muitos já repetiram. Outros componentes tornam praticamente iguais os dois líderes populistas: a cara de pau  para dizer enormes mentiras sem corar,  e a  mitomania.

 

Paulo Maluf tornou-se famoso porque quando lhe perguntavam uma coisa, ele respondia outra totalmente diferente, sem nenhum compromisso com a verdade. É só olhar o Lula de ontem para se concluir que o comportamento é idêntico. Falou de hospitais no Rio de Janeiro que não existem, disse que a taxa selic era de 6,5% e por aí foi.

 

O ex-governador paulista entrou para o folclore político por se atribuir poderes divinos e se colocar como o pai de tudo o que foi feito em São Paulo, desde a época do Padre Anchieta. Sua megalomania era tanta que os seus adversários o gozavam, dizendo que ele tinha construído o mar da Baixada Santista. Lula vai no mesmo diapasão, com o seu bordão do “nunca se fez tanto neste país como no meu governo”. Nosso Presidente se apresenta como o autor de tudo de bom que foi feito desde os tempos de Cabral.

 

O malufismo tinha forte base social na periferia, que perdoava seus pecados porque ele lhes dava benesses como o “Cingapura”. Segmentos das camadas médias aceitavam o seu “rouba mas faz”, sem dar a cara para bater. Era o que se chamava de “malufismo envergonhado". Vejam o lulismo de hoje: os mais pobres o aceitam  em troca de um “Bolsa-Família” e os seus adeptos das camadas médias não têm coragem de colocar um adesivo em seu carro. É o “lulismo enrustido”.

 

Como o malufismo, o lulismo vai virando sinônimo de safadeza e já não se fala mais em petismo. Para a identidade ser absolutamente igual, só falta Duda Mendonça colocar na boca de Lula a frase, “está bem, eu não sou nem um santo”. Como se vê, qualquer semelhança não é mera coincidência.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 08h36
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   Geraldo Papou de Novo II


Indiscutível vitória por pontos.

 

Quem ganhou o debate?

 

A proposta de Lula foi a de demonstrar que seu governo foi o melhor da história recente do país, em rigorosamente tudo. Que uma coisa ou outra pode não estar bem, não por culpa dele, mas que no segundo governo nós estaremos definitivamente no paraíso. Tentou passar uma imagem televisiva de sapiência e preparo, lendo os scripts montados pela assessoria. Usou até óculos, para ser íntimo. Sua proposta também passava pela desqualificação de Alckmin, colando a imagem do ex-governador a tudo de ruim que houve na história deste país. Lula só obteria vantagem se conseguisse centrar o debate na questão anos-FHC versus Lula.

                                 

Alckmin tinha de demonstrar que o governo Lula esteve longe de ser uma maravilha, mostrando as mazelas da economia. Que ele, Geraldo, é o candidato da mudança, do crescimento e da geração de empregos, via redução de gastos estatais, melhor gestão, estado menos pesado, maior eficiência etc. Tinha de passar a imagem de tranqüilidade e de que sabia bater sem nariz empinado. E que Lula não falava de um Brasil real. Alckmin só obteria vantagem se conseguisse, sem fugir do passado, trazer a discussão para o presente, para o hoje versus hoje.

 

Conteúdo

Quem passou melhor a sua proposta? Indiscutivelmente foi Alckmin. Desta vez a desconstrução foi menos no terreno da ética e do assalto ao Estado, concentrando-se nas questões da economia, da saúde, da educação etc.

 

Sem visão de torcida, alguém pode dizer que Lula foi vitorioso em seu intento?

 

Detalhes
Debate também se ganha em detalhes e dois foram ruins para Lula. Quando foi indagado sobre corrupção, Lula tentou sair com uma tirada irônica: " repare que ele é o candidato de uma nota só". A resposta de Geraldo na lata: "uma nota só, não. São Hum milhão, setecentos e cinquenta mil notas". Eis aí uma ironia fina de que o telespectador gosta. Também para Lula não foi bom aquele trejeito de toda hora botar  a mão no bolso superior do palitó. Parecia que ele estava nervoso ou disperso. 

 

Forma

Alckmin foi crítico, propositivo sem ter sido agressivo. Passou uma imagem televisiva de um candidato seguro que sabe se portar diante das câmeras.

 

Lula leu – e mal – dados esparsos, sem construir nexo. Passa insegurança a leitura demasiada. Foi irônico, sem graça. Transmitiu insegurança.

 

Resultado

Vitória de Alckmin em seus propósitos e na imagem que transmitiu. A análise do ministro Tarso Genro foi perfeita, ao final: “nosso candidato ganhou porque citou muitos dados e foi sincero (sic)”. Melancólico para um Presidente da República, cuja análise teria de ser “defendeu seu governo, mostrou sua excelência e portanto credenciou-se para pedir mais um mandato”. Não foi uma vitória de Alckmin por nocaute, mas por pontos, muitos pontos.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 22h46
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   Geraldo Papou de Novo I


Vamos na direção contrária daquilo que Reinaldo Azevedo anuncia. Geraldo Alckmin papou de novo o debate e deixou exposto ao país um Presidente que não consegue abordar um tema sem ler o script preparado por seus marqueteiros. Tem os óculos no meio do nariz. Nada mais evidencia a insegurança do que esta postura.   Do ponto de vista televisivo, a imagem do Presidente é extremamente negativa. Sem responder a qualquer questão concreta, Lula lembrou o personagem Rolando Lero. Nem sequer passou a emoção que no passado ele era capaz de transmitir. E revelou o que é sem o auxílio  dos Duda Mendonça da vida e do telempropter. Seu despreparo salta aos olhos.

 

Geraldo Alckmin conseguiu  desta vez manter a ofensiva,  mas de uma forma mais calma. Colou em Lula novos selos: no seu governo a saúde é um desastre, o desenvolvimento econômico é um horror e empregos não são gerados. Quando Lula tentou encurralá-lo , trazendo a discussão para a educação em São Paulo, o tucano foi ferino, ao lembrar ao Presidente, que os tucanos ganharam o governo do Estado já no primeiro turno.

 

A tão temida privatização como fator de desgaste foi um tiro dado por Lula que saiu pela culatra. A bola foi levantada para que o tucano utilizasse de forma simples os benefícios trazidos  pela privatização das teles: "antes um telefone custava três mil dólares e poucos tinham. Agora noventa milhões de brasileiros têm telefones”. E deu o golpe de mestre: se ”a privatização foi ruim, porque Lula não reestatizou nenhuma empresa privatizada?"

 

Trocando  saúde por educação, Lula cometeu desatinos como o de afirmar que a taxa selic no Brasil é 6.5%! Rigorosamente falando, só fez uma pergunta que poderia lhe dar benefícios, sobre o programa “Luz No Campo”. Mas aí o tucano foi esperto e jogou-lhe nas mãos uma tremenda batata quente, a inexistência de irrigação em seus quatro anos de gestão.

 

Houve momentos patéticos. Logo no começo Lula disse que a agricultura ora é boa, ora é ruim, tudo depende das intempéries. O governo dele vai criar um seguro e aí tudo vai ficar legal.

 

Não podemos ainda definir qual o impacto do debate na intenção de votos dos brasileiros. Certamente ele ocorrerá e com  probabilidade de favorecer ao tucano. Mas ele serviu para mosstrar que temos um Presidente que até nas suas considerações finais apela para a colinha do papel e que só acena com a manutenção do que está aí. Já Geraldo afirmou-se como o candidato dos insatisfeitos, batendo na tecla do crescimento e do emprego.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 22h03
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   AGUARDEM

 Nota após o Debate. Aguardem!!!

Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 21h32
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   Paulistas Vão Às Ruas


Proposta ousada, encher o

Vale do Anhangabaú, dia 25.

Acaba de me ligar o coordenador de mobilização da campanha, com atuação principalmente em São Paulo. Ele informa que na próxima quarta-feira, os tucanos irão realizar um grande comício da candidatura de Geraldo Alckmin. O mote é a luta por “Um Brasil Decente”. Já começaram as articulações para que os sindicalistas da Força Sindical se incorporem ao ato, e certamente em poucas horas Paulo Pereira – o Paulinho da Força – passará a ser um dos seus articuladores.

 

Os tucanos paulistas pretendem dar uma grande demonstração de força, para mostrar que São Paulo está com Geraldo e na luta por um Brasil Decente. O ato começará a partir das 17 horas e será realizado no Vale do Anhangabaú.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 19h20
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   Elles eram felizes e não sabiam

Enviado pelo jornalisa Romane



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 17h41
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   Tracking Petista


Quem me contou é muito mais do que um passarinho. É uma fonte extremamente séria. Ela recolheu a informação com  quem tem  acesso direto a ela. Estão curiosos? Então vamos lá: existe um tracking  do PT que não vem sendo divulgado. Sabem o que ele dá? Uma vantagem de sete a nove pontos para Lula. E vem oscilando nesta faixa há alguns dias.

 

O impressionante é que os números batem com  a última informação nossa obtida sobre o tracking tucano. Isto não deve ser mera coincidência. Segundo a fonte, o staff do PT não está levando a sério a tal diferença de vinte pontos a favor de Lula a acham até, que se for verdadeira, ela veio cedo demais e pode criar um clima artificial “do já ganhou”.

 

Para não dizerem que isto é pura fofoca, reproduzimos as palavras do petista que teve acesso aos dados "nós estamos indo para guerra mobilizando todo mundo e para todos os lados. Sabemos até os dias e os locais que vão ser pesquisados pelos institutos e mandamos gente para lá". Pode ser pura garganta do petista. Mas que dá o que pensar, dá. Em tempo: parte das pesquisas de campo é feita em pontos de passagem.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 15h56
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   E de Quem Era o Dinheiro, Cara Pálida?



Participantes da CPI das “Sanguessugas” informam que o delegado Diógenes Curado, da Polícia Federal dirá, em seu relatório parcial, que o PT transportou o dinheiro do “Dossiêgate”, mas que por enquanto, “não há evidências que o dinheiro saiu do PT”. O que ele quer dizer com isso?

 

A ser verdade a informação da CPI, o Delegado é ingênuo ao achar que o dinheiro sairia do Caixa 1. Se não veio daí,  aponta-se para algo mais grave: a possível existência de outros caixas nas campanhas eleitorais do PT, inclusive a presidencial. É bom lembrar que Caixa 2 é crime tão ou mais grave quanto a utilização indevida de recursos formais. Pelo andar da carruagem, o tal relatório será parcial mesmo. Não no sentido de que ainda não é conclusivo. Mas por ser tendencioso.

 

Se a Polícia Federal já sabe que parte do dinheiro veio do submundo do crime, como ele foi parar nas mãos do Partido dos Trabalhadores – “o transportador” da dinheirama - para a compra de um dossiê com fins de desequilibrar o jogo eleitoral? Os transportadores eram, ou não, da coordenação da campanha de Lula? A lei eleitoral define, ou não, a responsabilidade objetiva do candidato?

 

Já se vão trinta e três dias e nada de resposta. Agora, se o Delegado Diógenes resolveu absolver o PT, ele está na obrigação de nos responder: “de quem era o dinheiro, cara pálida?” A Polícia Federal já teve tempo de sobra  para esclarecer algo tão comezinho. Como instituição de Estado, está devendo. E pode vir a ser desmoralizada pelo jornalismo investigativo.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 15h32
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   Sabatina da Folha: Este é o Geraldo!




Terminou há pouco a sabatina da “Folha de São Paulo“ com Geraldo Alckmin. A comparação entre os dois presidenciáveis sabatinados fica prejudicada. Lula impôs condições que não podem  permitir, a nós mortais, assistir a suas reações fisionômicas em momentos de apertos, quando, por exemplo, exaltou-se com perguntas sobre escândalos ocorridos em seu governo. O Presidente só aceitou ser sabatinado em uma biblioteca do Palácio da Alvorada, sem público e sem liberação de imagens instantâneas.

 

Já Geraldo Alckmin foi sabatinado em um cenário da própria Folha de São Paulo, com platéia e ao vivo, para quem quisesse assistir pela Internet. Tudo transparente, respondido em profundidade, com franqueza, desarmando jornalistas que talvez tivessem algum ranço anti-tucano. 

 

Pelo que se lê da sabatina de Lula, nota-se um Presidente sequestrado pelo escapismo, particularmente quando se aperta o seu calo. Lula parte para generalidades, não dá respostas sobre a origem do dinheiro do dossiêgate, inventa lendas segundo as quais haveria uma armação contra ele. Não consegue convencer com sua versão de que nada sabia, mas que depois tomou atitudes drásticas. Ficam evidentes em suas declarações as dubiedades sobre Palocci, Delúbio José, Dirceu e outros que tais.

 

O candidato tucano, por sua vez não alterou-se um só momento, nem mesmo quando lhe foi indagado sobre questiúnculas, como os modelitos de dona Lu. Descontraído, encarou a questão da segurança, teve momentos de bom humor. Entre estes, destaca-se sua resposta sobre Hugo Chaves: “é amigo de Lula”. Alckmin fez a defesa das privatizações, particularmente da Vale do Rio Doce, desnudou os escândalos e foi enfático ao dizer que não mudará sua postura nos debates, pois “não perdi minha capacidade de indignação. Sem ela, não vale a pena fazer política”. Um dos seus grandes pontos fortes foi  sua resposta sobre política externa, quando conseguiu demonstrar o quanto o Brasil está perdendo no cenário internacional, por ter adotado uma política exterior terceiro-mundista e partidarizada.

 

O Geraldo da sabatina não está engessado por estratégias de marketing. Diz o que pensa. É ofensivo, sem ser arrogante ou prepotente. Não deixa nada sem resposta. Este é o Geraldo que queremos ver nos debates, entrevistas e no que resta dos programas eleitorais. É o Geraldo real, que conhecemos nos atos públicos e nas reuniões fechadas.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 12h32
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   Volver à esquerda


“Para enfeitiçar o eleitor de esquerda, que lhe escapava por causa da crise ética e da mesmice econômica, Lula arrumou uma cenoura: a história de que acabou com as privatizações”. 

Pitacos reproduz a íntegra do artigo de Luiz Carlos Azedo, do Correio Braziliense de hoje, abordando a essência da demagogia lulo-petista a respeito das privatizações e o que está por trás.

 

Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 11h17
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   Manter o Tom

 

 

Hoje é dia de debate e todo mundo vai ficar concentrado na telinha, a partir das 21 horas. Os “Lula Boys“ dão conselhos para que Geraldo Alckmin limite-se a realizar um debate propositivo. Leia-se, que poupe o Presidente. Nada justifica que haja uma mudança do desempenho assumido pelo tucano, quando da realização do confronto da TV Bandeirantes. Novos fatos que começam a vir a tona – movimentações  financeiras mal explicadas de Freud Godoy e dinheiro do “dossiêgate” que veio do submundo da contravenção – só justificam a postura a ser assumida por Geraldo de cobrar satisfações de Lula sobre um grave crime cometido.

 

Aqui não adianta o Presidente vir com obviedades do tipo se “houve crime eleitoral eu e qualquer cidadão teremos que pagar”. É imprescindível que o tucano desmascare o escapismo lulista, que continua se fingindo de um cândido que nada sabe e nada viu. Os desatinos e desmandos dos quatro anos do governo Lula têm que ser desmascarados e um debate da SBT é mais uma oportunidade para tal. Como dissemos anteriormente, este é o caminho a ser seguido pelo tucano, pois chegou a hora do “Ou Vai ou Racha”.

 

É necessário não cair na armadilha do “olhe, não critique o adversário que isto tira voto”. O debate, mais do que o aprofundamento de questões programáticas, é por si só, um momento privilegiado do confronto direto entre os oponentes para se mostrar quem é quem. Nele, não  tem teleprompter nem a maquiagem dos Duda Mendonça da vida. Lula já deu provas demais de sua fragilidade quando é diretamente confrontado com as maracutaias ocorridas nos últimos quatro anos.

 

Geraldo Alckmin, por sua vez, já deu demonstrações de sua firmeza e serenidade em tais confrontos. Ele tem capacidade e potencial para deixar o rei nu. Nada de um debate inodoro e açucarado. Mais do que nunca, o tucano deve manter o tom e cumprir o papel que o momento histórico exige. Não é hora de se discutir o Aquífero Guarani, por mais importante que ele seja.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 08h40
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   Pitacos e Boatos


Há mais coisas no ar além dos aviões de carreira.

Ia escrever uma nota dizendo que o combinado não é caro e que só escreveria amanhã, tal o cansaço. Mas a boataria está forte e nossa esperta Cristal referiu-se a ele. Diogo Mainardi já saiu na frente e dá uma notícia gravíssima sobre um depósito do nosso Freud, aquele que nada explica e que cada vez mais se complica. Já existe aí um número de uma conta  onde o “faz tudo” depositou  a bagatela de 150 mil reais e que, se a Polícia Federal tiver a competência do serviço de inteligência de qualquer republiqueta – não precisa ser nenhuma CIA ou KGB – desenrola  rapidamente este novelo. Aposto que ela não fará isto.

 

Pitacos nunca foi muito dado a mexericos ou fuxicos, que logo em seguida pudessem ser desmentidos pelos fatos. Ocorre que a onda vai crescendo. E, por coincidência, um passarinho me contou algo profundamente idêntico com o descrito por nossa leitora Cristal.  Os bochichos vão no rumo de que a Veja vem com uma edição rastreando os dólares e chegou até Miami. Uma fonte da própria revista, através da qual Pitacos soube com antecedência outros fatos, confirmou que o Palácio do Planalto já ligou diversas vezes para a Veja, para saber o que ela vai publicar. A fonte só não disse sim ou não sobre a tal  matéria capaz de abalar a República. Vamos conferir se onde há fumaça há fogo.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 23h13
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   A Força de Paulinho, com Geraldo

 

Tibério acaba de telefonar, direto da Casa de Portugal, em São Paulo, onde acaba de se realizar ato de sindicalistas e trabalhadores em apoio à candidatura de Geraldo Alckmin.

 

Estavam presentes, capitaneados por Paulinho da Força Sindical, 2.000 dirigentes sindicais e sindicalistas, de 26 estados brasileiros, do Amapá ao Rio Grande do Sul.  “Pode escrever aí”, disse Tibério, “agora 90% da Força está com Geraldo. Na votação anterior, deu 70% a 30%, mas isto já mudou”.

 

Geraldo fez um discurso entusiasmado, com suas propostas trabalhistas e sindicais. A mais inovadora é a desoneração da folha de pagamento, sem mexer nos direitos dos trabalhadores, para aumentar de imediato os empregos formais. Referiu-se às pesquisas, dizendo que tinha levantamentos internos da campanha que dão uma diferença de no “no máximo, 5 pontos”. “Escreva aí, Antônio Sérgio”, pediu Tibério. “Isto foi dito da própria boca do Geraldo, prá todo mundo ouvir”.

 

Em 1998, quando Mário Covas tinha 12% das intenções de voto, houve ato semelhante, na mesma Casa de Portugal. Foi o momento da virada. Geraldo bateu na mesma tecla: “Aqui, agora, estamos iniciando a virada”.

 

Tibério só volta a postar tarde da noite. Foi direto para um ninho tucano. "Mais tarde teremos novidades".



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 20h16
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   Filosofia do cotidiano


Enviado pelo jornalista Romane.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 18h16
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   César Maia e o DataFolha



César Maia, em seu ex-Blog de hoje, comenta a pesquisa do DataFolha, de ontem. Faz alguns questionamentos à metodologia, reconhece a tendência, mas não aceita a distância entre os candidatos. E diz porquê. Sua tese bate com a de Pitacos, segundo a qual as pesquisas regionais tendem a mostrar um quadro diferente.

César Maia ontem fez campanha de rua com Geraldo Alckmin. O homem está otimista. Suas análises das pesquisas no primeiro turno bateram perto da mosca. Para lê-lo, clique aqui.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 16h51
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   Entrevista de FHC (íntegra)


 

Num serviço de utilidade democrática, Pitacos transcreveu a íntegra da entrevista de FHC, dada ontem, na rádio CBN, ao jornalista Heródoto Barbeiro.

 

FHC trata de inúmeras questões, do dossiê à privatização. Ele faz o bom debate, pela frente, rejeitando o ostracismo a que o lulo-petismo trabalha para condená-lo, incomodado sempre com a profundidade de suas posições e a coragem de proclamá-las.

 

Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

 

PS: os pitaqueiros de plantão podem cotejar a transcrição com o áudio. Se encontrarem discrepâncias, por favor mandem via email. O áudio da entrevista está aqui



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 14h25
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   Os benefícios da privatização


 

Parte da nossa imprensa, pródiga em mediocridade, fica discutindo onde estava a vírgula da entrevista de Fernando Henrique Cardoso à CBN, fugindo assim do que foi o principal de suas afirmações: o bem que as privatizações fizeram ao Brasil.

 

Esta é a discursão do momento, para desmascarar o lulo-petismo, cujo discurso, ou é mero terrorismo eleitoral, ou é uma manifestação incontida do desejo de fazer o Brasil retroceder para a era da pedra lascada, quando reinava o atraso tecnológico, os cartéis e os subsídios que sangravam o Estado na sua capacidade de atendimento às demandas sociais e de investimento público.

 

Peguemos três casos citados pelo sempre corajoso Fernando Henrique. O primeiro deles o da Embraer, privatizada por Itamar Franco. Quando era estatal, esta empresa vivia na insolvência, sobrevivendo à custa de socorros da União. Privatizada, ela se transformou na principal exportadora do Brasil e disputa mercado internacional altamente exigente, graças à sua tecnologia avançadísima. Lula vive elogiando a Embraer. Ele teria coragem agora de reestatizá-la?

 

A Vale do Rio Doce vai no mesmo diapasão. Antes sobrevivia graças aos subsídios estatais ao aço, o que em determinado momento, levou o Brasil a enfrentar, nos fóruns internacionais, a acusação de que fazia uma concorrência fora das regras do comércio mundial. Privatizada, a Vale do Rio Doce tornou-se superavitária e, mesmo sem subsídios ocupa fatias importantíssimas do mercado internacional, inclusive o da China. Na sua demogagoia, o atual Presidente diz que “não teria privatizado a Vale do Rio Doce”. Por que é que ele não dá uma canetada e volta a estatizar a Vale?

 

No caso das teles, a privatização deu um banho nos saudosistas do Estado-Leviatã. Antes dela, pobre só sabia o que era telefone ao enfrentar uma fila, a quilômetros de distância de sua casa, em um desses orelhões. Hoje, a telefonia é um bem acessível a  todas  camadas as sociais e consitui-se uma raridade ver alguém utilizando um orelhão. Observe-se que, nas três privatizações citadas, o Brasil não perdeu sua soberania e que os fundos de pensão jogaram um papel fundamental, como ocorre em todas as economias modernas, pois eles são hoje uma alta fonte de poupança e investimentos.

 

Algo não deu certo nas privatizações? Claro. Num ou noutro setor houve problemas. Quem garante que eles não teriam acontecido se alguma dessas áreas continuasse estatal? O conjunto da obra, no entanto, foi maléfico ou benéfico para o país? Aqui está a questão central.

 

Para não alongar muito, vamos dizer apenas que Lula não avançou um só centímetro no rumo correto que vinha sendo seguido. Ou melhor, “privatizou” as estatais restantes e os fundos de pensão, subordinando-os aos seus interesses partidários e eleitoreiros. Se eleito, Geraldo Alckmin tem uma grande tarefa: dar caráter público às atuais empresas estatais e “privatizar” o PT, para que ele não seja um braço do Estado a operar com fins escusos.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 14h02
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   Comprar a briga


A privatização da Embraer gerou um 
gigante da aviação mundial.

“Minha tese é de que o terrorismo eleitoral praticado por Lula e sua tropa na questão do privatismo tucano vem fazendo efeito. Efeito na forma de transferência de intenção de votos de Alckmin para Lula. E só vem fazendo efeito porque, primeiro, Alckmin resolveu prescindir do passado para pensar exclusivamente no futuro, e segundo, porque quer ser tão “progressista” quanto Lula (quiçá, mais “progressista”). Uma estratégia de campanha. Mas que agora vem cobrar o seu preço.”

Assim Felipe Varella começa seu artigo “A senda para a derrota (ou para a vitória, se ainda não for tarde”. Felipe aponta para questões importantes que a propaganda tucana deverá abordar nestes últimos dias. Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 10h32
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   Ou Vai ou Racha


Só resta a Geraldo Alckmin um único caminho para o qual não tem volta. Desnudar, até a exaustão, o que foram os quatros anos do governo Lula, com tudo o que ele teve de engodo, crescimento medíocre e seu rosário de escândalos. O programa do tucano desta quinta-feira foi na direção certa, pois foi contundente no desmascaramento do lulo-petismo. Importa agora evitar o zig-zag, o que em termos estratégicos é fatal. É preciso ir mais além: o próprio candidato deve assumir de viva voz o tal discurso e este deve ser o seu comportamento  nos três debates televisivos. Se mantiver a firmeza, Lula tremerá aos olhos de milhões e milhões de telespectadores. É hora, pois do “Ou Vai ou Racha”!

 

A nação precisa tomar um enorme choque para despertar da letargia que vem levando os brasileiros a perdoar um Presidente que tantos desatinos cometeu, para não utilizar um adjetivo mais forte. Até para que os eleitores tomem consciência de que estão optando por  um futuro onde a ética não tem nenhum valor, onde o crescimento econômico chega perto do Haiti e onde está sendo preparado um enorme estelionato eleitoral, pois virão anos de PIB pífio e de esgotamento das medidas compensatórias como apaziguadora da insatisfação social.

 

Compete ao tucano cumprir  aquilo que o momento exige, sem medo de perder votos e de dizer a verdade. Por este caminho ainda é possível reverter o quadro adverso. E de resto, como já dissemos, a batalha não se encerra com o desfecho eleitoral. A estratégia, portanto, deve perseguir a vitória e se, ao final, ela não vier, teremos acumulado forças para o momento seguinte. Geraldo Alckmin tem sido um guerreiro. É importante que ele redobre suas forças e que em torno dele se forme uma amplíssima corrente dos que não se curvam e querem um Brasil limpo e democrático Ainda há  tempo para isto.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 07h36
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   Esqueçam o que eu disse.


Enviado pelo jornalista Romane.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 21h38
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   Preparar-se Para o Pior e Lutar Pelo Melhor

 

A pesquisa do Datafolha veio no rumo apontado pelo marqueteiro tucano, que dá uma ampliação da vantagem de Lula, e coloca, no terreno das hipóteses, como tendência principal, a reeleição. 

 

Para as oposições trata-se, portanto, de preparar-se para o pior e lutar pelo melhor. Os três debates que vão ocorrer, a existência de uma forte fatia do eleitorado que samba de um lado para outro e os dez dias de campanha que ainda restam, indicam ser possível reverter a tendência principal. Nada de jogar a toalha, pois a hora é de arregaçar as mangas para provocar os maiores danos possíveis ao lulo-petismo e deixar o rei nu, tarefa que não se encerra com o resultado eleitoral.

 

Ainda há jogo para ser jogado. O desfecho  pode ser a vitória de Geraldo Alckmin. Isto  não é uma afirmação lunática, assim como não era a convicção de Pitacos e de outros de que teríamos um segundo turno. Mesmo que se concretize o pior, seguramente estaremos em quadro diverso daquele de 2002. À época tínhamos um Presidente da República praticamente como uma unanimidade, depositário da esperança de milhões e milhões de brasileiros, com uma base partidária com legitimidade. Tudo isto mudou. 

 

Hoje, o peso político de Lula respalda-se no apoio das regiões atrasadas e nas camadas sociais afetas às políticas compensatórias e ao clientelismo, que, não levam o país ao desenvolvimento e ao resgate da cidadania. Acrescente-se que, na hipótese de um novo mandato, ele já começa contestado no Judiciário.

 

No outro pólo, temos hoje as oposições com forte base social, implantadas nas regiões mais dinâmicas de nossa economia e do nosso país.

 

Para as oposições é hora de adotar duas táticas que se combinam: de um lado, diminuir ao máximo o espaço eleitoral do “pai dos pobres”, com vistas à perda de substância de sua base de sustentação, pois seu hipotético novo mandato será contestado, com toda certeza. Quanto maior a expressão eleitoral da oposição, melhor para o país. E, de outro, jogar seus exércitos na batalha das ruas, ter ofensividade nos debates e produzir programas eleitorais que calem fundo no coração dos brasileiros. 



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 19h03
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   O Tracking Tucano

quadro do primeiro turno.

Tomei a liberdade de ligar para nosso marqueteiro tucano. Ele pediu um tempo e voltou a ligar e passou as seguintes informações: sábado à noite e domingo, o tracking fechou com  49% para Lula e 41% para Geraldo. Hoje estes números foram para 48% para o candidato do PT e 42% para Alckmin”.

 

Senti que há um grau de preocupação nele e perguntei a que se deve a oscilação. Ele justificou: “a oscilação ocorre em decorrência da escolha das cidades. Quando a pesquisa é feita em Guarulhos, o resultado é um. Se escolhermos, por exemplo Santo André, que tem o mesmo perfil, os números são outros. Isto não é um fenômeno paulista. Ocorre em todo o país". O que pode explicar as oscilações é a campanha de rua.

 

Pedi-lhe a sua expectativa sobre a pesquisa do Datafolha, a ser divulgada nesta noite. Nosso marqueteiro arriscou: "tudo depende das cidades pesquisadas por este instituto. Tanto pode aparecer um número tipo 53% de intenções de voto para Lula e 39% para Geraldo, como os números podem ser 48% para Lula e 41% para Geraldo, em função  das variações do universo pesquisado”.

 

Segundo o marqueteiro tucano, há hoje no país cerca de 20 milhões de eleitores, “que oscilam de um lado para outro e muitos estão indecisos. São eles que vão determinar o resultado final”. De acordo com suas previsões, deste contigente, "apenas dez milhões irão votar, o que é muita coisa”.

 

Espontaneamente ele afirmou que “ há hoje no país uma divisão regional e social, com Lula com um forte apoio no Nordeste e em camadas mais pobres. Se não tivessem ocorrido os casos de corrupção, Lula já teria faturado a eleição, com a mesma facilidade que Fernando Henrique faturou”.

 

Relembramos que nosso marqueteiro pauta-se por um extremo realismo e que falsamente dá a impressão de pessimismo. Ele foi enfático ao final: "ainda há muito jogo pela frente, pois temos os debates e mais dez dias de campanha”.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 16h13
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   Desprivatizar o Estado

 

Fernando Henrique acaba de dar uma entrevista na CBN.  Os espertos estão tentando se aproveitar dela para confirmar suas teorias conspiratórias, segundo as quais os tucanos tramam uma privatização.

 

O centro das palavras do ex-Presidente da República – com a qual concordamos – é que é necessário desprivatizar a Petrobrás, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e os Correios , que no governo de Lula perderam o seu caráter público e transformaram-se em aparatos a serviço do lulo-petismo. Prova disto são os inúmeros diretores de estatais filiados ao PT e denunciados em crimes contra o erário e a democracia. E nada mais emblemático da confusão entre Estado e partido  do que a participação do presidente da Petrobás em propagandas petistas.

 

Trata-se, portanto, de resgatar o caráter público de empresas estatais que foram partidarizadas e de tornar um ente privado o Partido dos Trabalhadores.Ao chegar ao poder,ele repetiu as velhas práticas dos partidos stalinistas de fazer do bem público uma mera extensão dos seus interesses particulares. Geraldo Alckmin acha que a Petrobrás, a Caixa Econômica, os Correios  e outras empresas ainda têm uma função estratégica para o desenvolvimento brasileiro e por isto devem permanecer como estatais. Propõe, porém, uma mudança: elas devem ser efetivamente um bem público e não correias de transmissão de interesses partidários.

 

Um dos grandes males provocados o Lula e o PT foi exatamente este. Ao chegarem ao poder,  simplesmente reproduziram a velha prática das oligarquias que privatizavam o Estado e mamavam nas suas tetas. Só que eles inovaram em algo: fizeram o assalto à máquina estatal de forma orgânica e a serviço de um determinado partido, como se os fins justificassem seus meios escusos. Agora, para o resgate do Estado de Direito Democrático, a grande tarefa é desprivatizar o Estado e transformá-lo em um bem de toda sociedade. Para tanto é imprescindível retirar da cena os que são doidos por uma boquinha.

 

Para ouvir a íntegra da entrevista, clique aqui.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 14h25
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   Subconsciente


Enviado pelo jornalista Romane.

Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 12h19
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   Holofotes pitaqueiros (2): Maurício Feler Mateus


contribuições de pitaqueiros fiéis.

 

“Talvez nunca antes 'nestepaiz' foi tão discutida a utilidade ou não do 'não-voto'.

Eleitores desiludidos de todas tendências fizeram pregações pelo não-voto como forma de protesto a situação política atual, concorrendo diretamente com os candidatos no cenário eleitoral de 2006. Prova cabal da relevância do tema foi a campanha que o próprio TSE fez para estimular o comparecimento dos eleitores na votação do 1o. turno. Talvez numa percepção que se investiu muito em tecnologia, e não tanto em cidadania”.

 

Assim começa o oportuno texto que Maurício Feler Mateus escreveu e mandou para Pitacos, intitulado “O Branco, o nulo, o neutro e o birrento”. Para lê-lo, clique aqui. 



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 12h03
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   Incursões Fascistas



Tem razão a oposição em alertar o país para as incursões fascistas acionadas pelo governo Lula. O primeiro sintoma – e o mais grave – é a tranformação da Polícia Federal, por sua natureza, um órgão de Estado e não de governo - em uma polícia política, subjugada aos intentos do dublê de Ministro da Justiça e advogado criminalista de Lula, Márcio Thomaz Bastos. Todo regime totalitário tem como uma de suas pilares uma polícia política a serviço do “Duce” de plantão.

 

A revista Veja desta semana traz uma denúncia que, se levada às ultimas consequências, seria suficiente para provocar a demissão do Ministro e a cassação da candidatura do atual Presidente. Segundo ela, operou-se, de forma ilegal e nas salas da própria Polícia Federal, uma articulação para blindar o assessor especial e “faz-tudo” do Presidente, Freud Godoy. Ao contrário do famoso psiquiatra, o nosso Freud não explica nada, nem mesmo as suspeitas sobre movimentações em sua conta bancária,  incompatíveis com seu salário de assessor.

 

Já se vão 32 dias do “Dossiêgate” e a Polícia Federal revela-se incompetente para responder a pergunta que a cada hora aparece na TV: “De Onde Veio o Dinheiro?”. A toda  poderosa polícia em operação de pirotecnia, joga a toalha e pede mais prazo para esclarecer o caso, como se estivéssemos diante de um crime perfeito, já que não colou a manobra de colocar a culpa no mordomo. A PF  quer mais um mês de prazo para as investigações e um dos delegados responsáveis, Diógenes Curado, aterroriza a todos, ao dizer ser possível que ao final o crime não seja esclarecido.

 

Na outra ponta, a Polícia Federal aparece na propaganda do candidato Lula, algo  jamais ocorrido na história brasileira. Existe aparelhamento maior do que esse? A própria relação direta de Lula com a massa de deserdados, lembra muito o tipo de relação de Benito Mussolini  com os seus descamisados. Esta é uma das característica do fascismo: ter ao seu lado um exército de miseráveis que se contentam com migalhas caídas da mesa estatal.

 

A oposição faz bem em ir para cima das incursões fascistas e exigir um posicionamento de nossas instituições, seja o Congresso Nacional ou o Poder Judiciário. A nação não pode assistir calada à grave ameaça que paira sobre nossa democracia. Se não esmagarmos o ovo da serpente agora, poderemos ver o Brasil ser uma espécie da Italia dos anos 30 a 40. Só que o nosso “Condottieri” terá barba.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 10h34
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   Máquina potente


Enviado pelo jornalista Romane.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 10h27
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   Faça o Que Eu Digo, Não Faça o que eu Faço

 

Em matéria de hipocrisia, Lula chegou ao limite ontem na sua entrevista ao Roda-Viva da TV Cultura. Ao ser questionado sobre a participação de Ricardo Berzoini, no "Dossiêgate", o Presidente da República disse que chamou o petista em seu gabinete, cobrando explicações do petista. Como o então presidente do PT revelou-se um desinformado, que nada sabe e nada viu, Lula jura que mandou  afastar sumariamente Berzoini, por considerar inaceitável que um alto dirigente partidário não saiba o que ocorre ao seu redor.

 

É a tal história do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. O Presidente da República tem sido pródigo em dar declarações jurando de pés juntos que nada viu. Ele alega não ter percebido as ações da quadrilha dos quarenta, denunciada pelo Procurador Geral da República e também a ação criminosa da qual participaram seu churrasqueiro, seu assessor especial e outros petistas de alto coturno.

 

Se fosse dar conseqüências às palavras de Lula, o primeiro que deveria ser afastado era ele. Afinal, se é inaceitável que um coordenador de campanha e presidente de um partido político seja omisso e cego, mais grave ainda quando isto é um comportamento do Presidente da República. Como nada que Lula fala tem fórum de verdade, ele está apenas tentando enrolar todo mundo e Ricardo Berzoini foi afastado apenas para livrar a cara presidencial.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 07h50
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   O Muro do PDT


O combativo senador Jeferson Peres, vice de Cristovam

Buarque, junto com Paulinho da Força Sindical, não

aceitou o murismo, proclamando seu apoio a Geraldo Alckmin.

O PDT optou pelo muro na disputa eleitoral, o que seria aceitável em um sindicato ou qualquer outra entidade de classe. Mas em um partido político isto é meio caminho andado para crises e desgastes. Os resultados do primeiro turno estão ai para provar que quem optou pela neutralidade se deu mal e já no curto prazo. No caso dos pedetistas, é previsível,  no segundo turno, uma atomização de suas bases. A sua parte majoritária irá para a candidatura  de Geraldo Alckmin, puxada pelas suas secções de São Paulo e Paraná. Uma parte minoritária ficará com Lula e outra entrará em crise existencial, sem saber o que fazer.

 

O próprio PDT foi vítima em alguns Estados da neutralidade em disputas estaduais do primeiro turno. Veja-se o caso do Rio Grande do Sul, berço do trabalhismo, onde o PDT virou um partido residual, elegendo poucos parlamentares, por não saber qual o seu lado. Onde ele tomou partido, acumulou. Caso específico é o  seu crescimento em São Paulo nas últimas eleições. O estado sempre foi refratário aos trabalhistas. A partir da liderança de Paulo Pereira da Silva – o Paulinho da Força Sindical - ele foi se afirmando, lançando candidatos próprios e tomando partido nos segundos turnos. Agora ele volta a fazer o mesmo, ao se posicionar do lado de Geraldo Alckmin.,  Paulinho praticamente assume a liderança em escala nacional de uma corrente expressiva do PDT, ofuscando seu presidente Carlos Lupi e o candidato Cristovam Buarque, enclausurados num mutismo em um momento no qual a ninguém é dado o direito de ficar calado.

 

Em política, a neutralidade serve a algum dos lados. No caso específico, ao lulismo, apoiado por aqueles que sussurram “deixa ele ficar, o outro é a mesma coisa”. O discurso utilizado por alguns pedetistas para o murismo é pura enganação. Inexiste na atual eleição um conflito entre “direita” e  “esquerda”, como eles afirmam. Até porque de esquerda Lula não tem nada. A grande questão hoje é o resgate do estado de direito democrático e o conflito desenvolvimentismo versus financismo. Ao não se posicionar, o PDT corre o risco de ser apenas mais uma federação de interesses regionais, sem qualquer coloração política nacional, inclusive  de esquerda.

 

Geraldo Alckmin e o PSDB devem reagir com serenidade. Geraldo terá a ampla maioria dos votos dos pedetistas. É preciso ter grandeza e manter os apoios a Osmar Dias e Jackson Lago, não só com vistas aos resultados do segundo turno. O PDT, mesmo com a pataquada de sua minoria, abriga correntes e personalidades importantes para a consolidação de um projeto democrático e progressista.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 20h29
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   Água de onça?


Enviado pelo jornalista Romane.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 19h14
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   Apagão de Lula?

 

 

Pitacos recebeu um e-mail de um empresário do setor de móveis e decorações de Cuiabá, que está radicado no Mato Grosso há quatro anos, relatando que esta cidade vive  um verdadeiro apagão desde setembro, em função da crise boliviana. Ele nos mandou um comunicado da empresa responsável pelo abastecimento de energia no município, que confirma sua versão. Tivemos a cautela  de entrar em contato por telefone com o empresário, que nos confirmou tudo. Publicamos o teor do seu e-mail, bem como o anúncio da Empresa Produtora de Energia – EPE – para que todos tomem conhecimento do que nos espera, caso Lula seja reeleito.

 

“O governo Lula toda hora se vangloria da crise energética do governo FHC. O fato que nesse mês de outubro estamos tendo apagões quase que diários em Cuiabá e adjacências, com grandes transtornos para a população, indústria e comércio. O motivo é que desde setembro a Usina Térmica Pantanal, que abastece 50% da demanda do Estado não recebe gás da Bolívia. Veja em anexo o comunicado da empresa que foi publicado no Diário de Cuiabá no último sábado.

 

A frouxidão do governo Lula em negociar com a Bolívia e a falta de medidas paliativas ( já que a crise era anunciada) está prejudicando a vida e os negócios de mais de 1 milhão de contribuintes que vivem na baixada cuiabana. Um verdadeiro show de incompetência!

 

ANDRÉ LUIZ LEITE”

Empresário



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 17h52
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   Rogério Ceni e Reinaldo Azevedo


A bola passa por cima da trave.

 

Respeitamos profundamente Reinaldo Azevedo, até pelo brilhante serviço prestado na desconstrução do lulo-petismo. Ferino e ágil, ele acaba de publicar uma nota sobre Tereza Cruvinel que é um primor. Por isto mesmo, quando ele dá uma escorregadela, preferimos o humor e a crítica construtiva. Vamos fazê-lo agora, comparando-o a um craque do futebol que faz uma pixotada.

 

No sábado passado, logo no começo do jogo São Paulo e Juventude, houve um pênalti cometido contra os gaúchos. Suspense no estádio. Rogério Ceni apresentou-se para bater a infração máxima e chutou para cima da trave. Mesmo assim foi aplaudido pela torcida, porque ele tem crédito. De vez em quando, um craque pode dar uma bola fora.

 

E quais as bolas fora do nosso blogueiro? A primeira foi quando faltavam duas semanas para a votação do primeiro turno. Ele jogou a toalha dizendo que a sorte estava selada. Reinaldo passou a torcer contra suas previsões e, felizmente, alguns dias depois, voltou à combatividade que lhe é peculiar.

 

Agora, a 13 dias da eleição, ele volta a dar quase como certa a reeleição de Lula. Ampara-se nas pesquisas dos grandes institutos. Como não reconhecemos neles o monopólio da verdade e somos testemunhas que eles cometeram erros, inclusive no primeiro turno, achamos que Reinaldo está se precipitando. E ao contrário dele, achamos que o tracking e as pesquisas regionais devem ser levadas a sério.  Há que cotejar seus números com os dos grandes institutos. Em uma eleição disputada como essa, decretar a vitória de Lula com tantos dias de antecedência é uma temeridade que pode ser desmentida logo adiante.

 

A outra bola fora foi achar que Geraldo Alckmin está fazendo concessões ao dizer que não vai privatizar a Petrobrás, os Correios e a Caixa. Isto é o que a Folha de São Paulo tentou vender. Mas, ao contrário do divulgado, Geraldo Alckmin tem esta posição. E o afirmamos não por ouvir dizer. Mas porque tivemos oportunidade de participar de uma discussão com ele sobre tais temas.

 

Pode-se concordar ou discordar da posição do candidato. Reinaldo Azevedo discorda.  Pitacos concorda. Mas o candidato tem o direito de ter sua posição e esta é que conta, como tom da campanha. Aliás, vejam que Tereza Cruvinel, corretamente criticada por Reinaldo, diz exatamente o contrário, tentando mostrar um Geraldo “privatista”. Os rótulos de “estatista” ou “privatista” não colam no desenvolvimentismo do candidato tucano, merecedor dos apoios de Reinaldo e do Pitacos.

 

Achamos que dentro em breve o cenário do primeiro turno voltará a se repetir. E Reinaldo Azevedo usará de novo seu texto maestral para voltar a torcer contra suas previsões.

 

Como Rogério Ceni, Reinaldo tem crédito para chutar algumas bolas fora. Afinal, poucos se dedicam  tão diuturnamente à desconstrução do lulo-petismo e à afirmação de valores democráticos e republicanos.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 17h19
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   Tudo gente fina


Enviado pelo jornalista Romane.

Pitacos pretende ser um blog diferente, não personalizado. Tem dois titulares permanentes, Tibério Canuto e Antônio Sérgio Martins, responsáveis pela pauta e edição. Já compõem o time Luciano Pinho, de São Paulo e Felipe Varella, de Brasília. Romane passa agora a integrar permanentemente a equipe. Embora tenhamos claramente um posicionamento de centro-esquerda, somos plurais, sem coloração partidária. Individualmente cada um de nós pode ter a opção que achar mais adequada.

 

Pitacos pretende inovar. Não é o blog de fulano ou de beltrano, mas de várias cabeças, mãos e teclados. Quem quiser colaborar, pode enviar correspondência para nosso email.



Escrito por Pitacos às 15h36
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   Goiás é Geraldo


Geraldo continua muito forte no centro-oeste,
devido à ruína do agro-negócio.

 

É por ser lá do cerrado que Goiás está, no segundo turno, com Geraldo Alckmin, conforme revela pesquisa do Instituto Serpes e publicada pelo jornal "O Popular", de Goiânia, na qual foram entrevistados mil eleitores de 45 municípios. Segundo a pesquisa, o candidato a Presidente do PSDB tem 50,8% da  intenções de voto e Lula 43,8%. Em Goiás, a situação está ruça para o Presidente da República, quando se leva em consideração a disputa para Governador do Estado.  Alcides Rodrigues, do PP e que tem o forte apoio do  governador  tucano Marconi  Perillo tem 58,1% das intenções de voto, contra os 32,5% de Maguito Vilela, o palanque regional de Lula.

 

O próprio Ministro  das Relações Institucionais, Tarso Genro, admitiu, logo após a pesquisa, que os números de Alckmin e de Alcides Rodrigues refletem as resistências dos produtores rurais ao Presidente da República, cuja política agrícola está provocando a quebradeira do agro-negócio. É exatamente por isto que Marconi Perillo – o grande cabo eleitoral do Estado e uma espécie de Aécio Neves do Serrado, pois obteve 75% dos votos para Senador de Goiás – aposta em um crescimento da diferença entre Geraldo e Lula, com números muito mais favoráveis ao tucano. Outra boa aposta foi feita hoje por Roberto Freire, presidente do PPS. Para ele, em Mato Grosso Blairo Maggi deu um tiro no pé, pois Geraldo vai ampliar sua votação neste estado, refletindo a forte oposição do campo ao governo Lula.

 

As pesquisas regionais devem ser levadas em conta porque elas se aproximaram mais dos votos apurados no primeiro turno do que os grandes institutos nacionais. Foram os institutos locais que identificaram primeiro os votos de Geraldo nos três Estados sulistas, o seu crescimento em Minas e até mesmo em Pernambuco, ao contrário do que era indicado pelo Datafolha, IBOPE e Vox Populi. Não há aí nenhuma teoria conspiratória sobre o papel dos grandes institutos. Ocorre que eles aplicam em cada Estado um número menor de questionário, numa amostra de municípios menor. Se tais municípios não servirem de padrão, está dado o erro. Os institutos regionais aplicam, em seu universo local, um número maior de questionários e em uma abrangência também maior de municípios.

 

É isto que justifica o seu maior grau de acerto, quando se trata de identificar a realidade local. Com a divulgação das primeiras pesquisas regionais, os números divulgados por Noblat sobre uma pesquisa interna do PT que dá a Lula uma vantagem de 21 pontos tornam-se risíveis. Não o levem a sério. O tracking tucano, realizado por gente muito séria, que acertou no primeiro turno, continua mostrando que a diferença pró-Lula está na faixa de 4 a 5 pontos percentuais. O resto é torcida. Ou pior, pode ser o papel de inocente útil na replicação de rumores de central de inteligência de certa campanha.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 14h20
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   O começo do fim da era petista?

Gildo Marçal Brandão

 

Pitacos acaba de receber, do próprio autor, o artigo “Entre a Revolução e a Democracia Política”, do prof. Gildo Marçal Brandão, publicado na edição especial da revista “História Viva”, intitulada “A esquerda no Brasil, uma história das sombras”. A revista já está nas bancas.

 

Como tratar a história da esquerda em um momento em que ninguém mais duvida que estamos vivendo o (começo do) fim do terceiro ciclo histórico da brasileira (o primeiro foi o dos anarquistas, o segundo o dos comunistas, o terceiro o dos petistas)? Evitamos aqui o necrológio e a profecia. Tentamos apanhá-la como coisa viva, não como sopa de letrinhas ou seqüência de disputas teológicas que só interessam ao crente. Procuramos enfatizar as idéias, o modo como as correntes se organizaram em partidos, seitas e movimentos, os grupos sociais nos quais recrutaram seus políticos e eleitores, como se relacionaram com as demais forças políticas, aliadas ou adversárias, e, sobretudo, como influenciaram a política brasileira e foram influenciados por ela. Pois não dá para escrever a história política do século XX sem fazer simultaneamente a da esquerda — no mundo como no Brasil”.

Com o parágrafo acima começa o artigo. Para lê-lo na íntegra, clique aqui.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 12h57
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   Olha o minuano, gente!


Alckmin vem ampliando sua frente no RGS

Luciano Pinho acaba de enviar para Pitacos esta matéria do ABC Politiko, sobre a situação no Rio Grande do Sul:

"SEGUNDO TURNO

Alckmin tem 61,8% dos votos válidos no Rio Grande do Sul 16.10.2006

Ray Cunha

Brasília - Pesquisa do Instituto Methodus, do Rio Grande do Sul, mostra o candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, com 61,8% dos votos válidos, contra 38,2% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que apresenta maior rejeição: 49,7%. Alckmin apresenta rejeição de 27,5%.

Na consulta espontânea, Alckmin apresenta 54,1% das intenções de voto, seguido por Lula, com 34,1%. Não sabem em quem votar 8,4% dos eleitores; votos brancos e nulos, 3,4%. Na consulta estimulada, Alckmin cresce, ficando com 57%, contra 35,2% de Lula. Não sabem ou não opinaram 4%; branco ou nulo, 3,7%.

Governador

Para governador, a candidata do PSDB, Yeda Crusius, aparece com 63,5% e o candidato do PT, Olívio Dutra, com 36,5%. Na consulta espontânea, Yeda Crusius aparece com 57,3% dos votos, seguida de Olívio Dutra, com 32,6%. Os eleitores indecisos são 6,5% e votos brancos ou nulos, 3,6%. Na menção estimulada, Yeda Crusius sobe para 59,1% e Olívio Dutra também sobe, para  34%; brancos ou nulos, 3,5%; não sabem ou não opinaram, 3,4%. No item rejeição, Olívio Dutra aparece com 50,8%; e Yeda Crusius, com 27,6%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 12, com 2.023 eleitores, em 50 municípios gaúchos. A margem de erro estimada é de 2,3% para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número 22.411/2006."



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 11h54
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   Geraldo e Luiz Henrique na Frente

Geraldo amplia sua votação em Santa Catarina.

 

Os ventos do sul continuam a soprar favoravelmente para os tucanos. É o que comprova a primeira pesquisa do IBOPE realizada no Estado de Santa Catarina, na qual foram entrevistados 1.660 eleitores de 78 municípios catarinense. Segundo os números do IBOPE, Luiz Henrique, do PMDB, que apoiou Alckmin desde o primeiro momento, abriu uma frente de 16 pontos em relação a Esperidião Amin, em termos de votos válidos.  A amostragem aponta Luiz Henrique com 58% das intenções de voto e Amin com 42%.

 

Os números da disputa presidencial em Santa Catarina vão deixar o tucano de sorriso aberto. Segundo o IBOPE, Geraldo Alckmin conta com 63% dos votos válidos, restando para Lula 37%.No início da segunda rodada, Geraldo amplia sua vantagem em Santa Catarina, pois quando as urnas foram apuradas, ele obteve, no, 56% dos votos e Lula 32%. Como se vê, no Estado os eleitores de Cristovam e de Heloisa migraram majoritariamente para o tucano. Mas mesmo assim, o atual governador Luiz Henrique não se dá por satisfeito e pretende ampliar a vantagem de Alckmin em mais três pontos.

 

O minuano, a exemplo de que aconteceu no primeiro turno,  provoca o definhamento da candidatura Lula e a força de Geraldo é tanta, que Esperidião Amin rejetou o apoio formal do Presidente da República e do próprio PT. Ele sabe que isto seria decretar sua morte na disputa para o Governo do Estado.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 11h21
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   Senado e Governadores pró-Geraldo

Do ex-blog de César Maia, desta segunda-feira:

"RESULTADO POLÍTICO DA ELEIÇÃO!

1. As eleições nacionais no Brasil devem ser avaliadas em três planos: quanto a Federação, ou seja, a eleição dos governadores, quanto à câmara de deputados e quanto ao senado, que trocando suas funções constitucionais de representação dos estados por uma câmara de deputados reduzida, ampliou em muito os seus poderes parlamentares.
       
2. Em nível da Federação -supondo a vitória do Osmar Dias- o perdedor é o PMDB, que deixa de governar o Rio Grande do Sul, o Paraná, Brasília e Pernambuco (independente do resultado). Perde também o PFL, sem a Bahia e por esta razão o PT sai dos estados menos expressivos e mesmo tendo perdido Mato Grosso do Sul, obtém um ganho. O PSDB -vencendo no Rio Grande do Sul- avança para além do sudeste e num estado politicamente orgânico.
       
3. O PT -mesmo reduzindo a bancada- avança olhando uma série de eleições. E o faz graças à máquina de governo, naquilo que o deputado Paulo Delgado chamou de bancada presidencial. Fez uma bancada de 83 deputados graças à clientela, bolsas e as intervenções pontuais e patrocínio de festas e jogos, que tanto criticava quando na oposição. O PMDB mostrou que seu hibridismo -governo e oposição- ajuda a eleger deputados, e avançou dos 75 eleitos em 2002 para 90. Mas o voto de clientela acoplado ao governo o prejudicou na eleição dos governadores. O PFL e o PSDB com 65 deputados ficaram aquém do que ambos imaginavam e portanto perderam força em relação a 2002, especialmente o PSDB que tem um forte candidato a presidente. 
       
4. Finalmente, no Senado o PFL compensou em termos de poder, sua perda na bancada federal e na federação.
       
5. O resultado geral foi uma base mais forte na câmara de deputados do que se imaginava, no caso de vitória de Lula e menor no caso de vitória de Geraldo. O senado será um problema no caso de vitória de Lula e uma base forte no caso de vitória de Geraldo. E uma base de governadores mais fraca no caso de vitória de Lula e mais forte no caso de vitória de Geraldo".



Escrito por Pitacos às 10h59
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   Procuram-se

 

Quem anda nas ruas de São Paulo depara-se com um fenômeno curioso. Inexistem carros com adesivos de Lula, ao contrário das eleições anteriores, quando os petistas botavam a cara para fora. Enquanto os tucanos assumem de peito a candidatura de Geraldo Alcmmin e a divulgam em seus veículos, os petistas estão escondidinhos. Ocorre algo muito parecido com o malufismo dos anos 90. Maluf tinha votos no Estado, mas em função de sua queimação nos diversos casos de corrupção, os malufistas não se espunham, com vergonha da população.

 

O sumiço dos petistas entra assim no rol dos votos envergonhados, aquele que toma partido, mas sabe que o seu candidato não é flor que se cheire. Eles estão passando um atestado para as palavras de Roberto Freire, segundo as quais “o lulismo entrou para o dicionário do Aurélio como sinônimo de safadeza”. E safadeza se faz, mas não se assume. Do jeito que as coisas vão, teremos que botar um anúncio: “Procuram-se os Lulistas”.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 10h24
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   Ainda a privatização

A discussão da privatização vem rendendo. O PT regride a um estatismo sabe-se lá qual é, pois nada tem de concreto, a não ser fustigar a era FHC eleitoralmente, espalhando o pânico.

Geraldo Alckmin vê-se obrigado a se desvencilhar da armadilhada, sendo pautado nesta questão pelo lulo-petismo, pelo menos por ora. Sua promessa de não estatizar a Petrobrás, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e os Correios é real, pois não faz sentido a qualquer política econômica desenvolvimentista desvencilhar-se destes instrumentos. O artigo de Luiz Carlos Azedo, "Conversa fiada", contribui na discussão, recolocando-a nos trilhos. O autor, do Correio Braziliense, autoriza Pitacos a reproduzir o artigo, publicado na edição desta segunda-feira. Para lê-lo na íntegra, clique aqui.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 09h55
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   Geraldo, Sindicalistas e PDT no Mesmo Barco

A onda azul está em marcha, de novo.

 

Acabou agorinha a reunião de sindicalistas da Força Sindical, capitaneada por Paulo Pereira da Silva, com Geraldo Alckmin. O que se segue não é de ouvir dizer, mas o depoimento de quem estava lá. Vamos à informação mais imediata: ficou acertado para a próxima quarta-feira um ato com dois mil trabalhadores às 18 horas e a produção de um jornal de trabalhadores com mais de dois milhões de exemplares que estará nas ruas já na próxima sexta. Vamos ao mais importante: Geraldo passou o dia dedicado às  articulações para o apoio do PDT, “falando de Alceu Collares a Jéferson Perez”. Sua planilha aponta que ele tem o apoio dos diretórios regionais de 23 Estados, dois estão neutros e dois são contrários. Até a Bahia do líder Severiano está com ele. Sobre Alceu Collares, destacou "sua correção". "Ele me falou que ia ficar neutro na disputa presidencial, mas que não faria nada contra minha candidatura, porque sente que em seu Estado a maioria do PDT quer me apoiar".

 

“Estou vindo do Paraná, onde tenho 60% das intenções de voto e lá conseguimos fazer com que todo mundo fechasse com Osmar Dias, obrigando Lula a ficar no colo de Requião”, disse o candidato tucano, enquanto interrompia a conversa com sindicalistas para falar no telefone com o Governador Luiz Henrique, de Santa Catarina, e Lúcia Vânia, de Goiás.   O assunto era o mesmo: o apoio do PDT. Ele vai já na próxima terça-feira a um comício no Maranhão do candidato Jackson Lago, acompanhado de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força.

 

O entusiasmo de Geraldo é visível. Pude perceber que ele é o comandante de fato de sua campanha. Não existe um coordenador com poderes maiores do que o dele. “Em Minas, nós vamos ganhar e tenho vários indicativos disto. No Rio de Janeiro conseguimos neste fim de semana articular o entendimento entre as nossas forças e vamos crescer aí. Podemos até ganhar a eleição no Rio”. Não se trata de emulação positiva, típica de torcida de futebol, mas de seu convencimento íntimo. Reconheceu para os sindicalistas que ocorreram 12 dias sem campanha neste segundo turno, mas que tudo já foi retomado nos últimos quatro dias, fazendo um gesto com as mãos para dizer que suas pesquisas indicam que ele e Lula estão pau a pau. Com Jeferson Peres ele acertou uma ofensiva para desmascarar a mentira petista, segundo a qual Alckmin vai acabar com a Zona Franca.

 

“Emprego, emprego e emprego”, este foi seu bordão  para os sindicalistas, pronunciado ao tempo em que mandava ordens para Marcos Monteiro e Luiz Gonzáles, com vistas a concretizar o acertado com os dirigentes da Força.  Acenou abertamente  com a participação dos trabalhadores em seu governo. Entre ele e os sindicalistas uma questão chave: esta participação não poderá ser nos moldes da CUT e do PT. Nada de aparelhamento ou assalto à máquina do Estado.

 

Para matar a curiosidade de vocês: da reunião participaram Paulo Pereira da Silva, Antônio Ramalho, Sindicato da Construção Civil, Melquíades de Araújo, Federação da Alimentação, Elza Pereira e Miguel Torres do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Valéria, das Costureiras, Francisco Pereira, dos padeiros e Paulo Ferrari, do Sindicato dos Trabalhadores em Edifícios.  O encontro foi no Instituto Teotônio Vilela e claro que este blogueiro abelhudo estava lá. Saí da reunião convicto de que o homem é um obstinado e de um gás à toda prova.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 20h55
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   A natureza do escorpião

Não há que se surpreender com isso. O político cara-de-pau não hesita em negar a mais incontestável das evidências, se ela o compromete e pode lhe tirar votos. Você lê e não acredita no que leu, mas é que ele não está se dirigindo a você e, sim, ao eleitor dele. Sabe muito bem que finge e mente, e que ninguém acreditará no que afirma, exceto o eleitor que vota nele e que só necessita de uma desculpa qualquer para continuar votando. Por isso, Maluf garantiu que a assinatura não era dele, embora a perícia o tivesse comprovado, e Lula garantiu que está louco para discutir problemas éticos, quando se sabe que essa é a última coisa que gostaria de fazer. Mas, ao ler isso, o eleitor petista respira aliviado, certo de que, conforme desejava crer, todas aquelas acusações contra seu líder e seu partido são "calúnias da elite". Faz lembrar Nelson Rodrigues, que recomendava à esposa adúltera: "mesmo que seja surpreendida, nua, na cama com o amante, negue, negue veementemente". É que sempre há a hipótese de que o marido (ou o eleitor), preferindo não saber a verdade, aceite a mentira. Essa é a esperança de Lula e Tarso Genro.”

Felipe Varella nos indica o artigo de Ferreira Gullar, “A natureza do escorpião”, publicado na Folha de São Paulo, Ilustrada, neste domingo. Pitacos publica seu primeiro parágrafo. Para lê-lo na íntegra, clique aqui.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 16h54
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Está nas bancas a edição especial da revista História Viva, intitulada "Esquerda Brasil". Nos primeiros dez dias na banca, a revista já vendeu 11 mil exemplares. A revista tem 106 páginas, fartamente ilustrada e documentada. Contém os seguintes artigos: 


Editorial: Para Onde vai a Esquerda, de Almyr Gajardoni

Leandro Konder, A Esquerda no Brasil

Almyr Gajardoni, Uma História de Dissidências

Cláudio H. M. Batalha, As Primeiras Expressões do Socialismo

Dulce Chaves Pandolfi, Partido Comunista do Brasil - Sonhos, Dilemas e Desafios Gildo Marçal Brandão, O Significado do Prestismo na Vida Política Brasileira

O terremoto que Veio de Moscou (nota sobre o relatório Kruschev ao XX
Congresso do PCUS)

Marco Antonio Tavares Coelho, Política de Alianças entre 1945 e abril de 1964

Mauro Malin, Grandes Sucessos, Grandes Fracassos

Paulo Ribeiro da Cunha, Em Trombas foi na Marra

Luiz Sérgio Henriques, Vivendo Fora da Lei

Marcelo Ridenti, Cristianismo Político no Brasil

Cláudio Gonçalves Couto, PT - do Movimento ao Governo

Leôncio Martins Rodrigues, Análise da Composição Social dos Partidos (PCB e PT)
Paulo Teixeira Iumatti, Provoca Discussões, Suscita Respostas

Francisco Weffort, Sem Galhardia nem Bandeiras Vermelhas

Antonio Albino Canelas Rubim, Política, Cultura e Democracia

Ponto Final: Gildo Marçal Brandão, Entre a Revolução e a Democracia  Política.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 16h26
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   A batalha da privatização (republicação)

Estamos republicando a nota “A batalha da Privatização”, que por algum mistério da informática na UOL ou erro humano de nossa parte (o mais provável), sumiu do mapa, junto com os comentários. Não vamos dar uma de Lula, fugindo da culpa. Como penitência, republicamos a nota imediatamente. Pedimos desculpas a nossos comentaristas que foram involuntariamente suprimidos, sobretudo o César e o Felipe. Pedimos que, se possível, postem novamente suas observações.

 

Em sua estratégia do terror, Lula e o PT espalham boatos por todos os cantos, alardeando que Geraldo Alckmin privatizará até o ar que todos nós respiramos, incluindo a Petrobrás, os Correios, a Caixa Econômica, o BNDES e quem sabe, a Amazônia, além do banho de mar. Trata-se de algo tão esfarrapado como o foi, em plena guerra fria, a pecha segundo a qual os comunistas comiam criancinhas. Ela era ridícula, mas os tabaréus da época, carolas e intelectuais trasmontanos não só acreditavam na maquinação do demônio, como a reproduziram à exaustão, dando-lhe ares de verdade. Mutatis mutantis, assistimos a processo semelhante nos dias de hoje”.

Tibério Canuto e Antônio Sérgio postaram o artigo “Privatizar ou estatizar, esta não é a questão”, cujo primeiro parágrafo está reproduzido acima. Para lê-lo na íntegra, clique aqui.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 12h58
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   A Stalingrado de Geraldo

Em Stalingrado reverteu-se a ofensiva

nazista. Cada pedaço de chão foi

duramente disputado.

 

O “general de três estrelas” da candidatura tucana, com quem conversei ontem, fez uma analogia muito interessante sobre o atual momento:

 

“Geraldo está vivendo a sua Stalingrado nestes últimos dias, com o inimigo atacando através da aviação e artilharia pesada. Como o outubro de 1942, o pior momento já passou e agora preparamos a nossa contra-ofensiva, a partir de uma reunião do nosso alto comando, que foi realizada na quinta-feira“.

 

A ordem para a contra-ofensiva veio direta de Geraldo Alckmin, em uma conversa com Marcos Monteiro – este sim um general de quatro estrelas e espécie de Chefe do Estado Maior dos Tucanos - no qual foi taxativo: “Marcos, quero que a campanha vá imediatamente para as ruas, pois é aí que nós vamos ganhar. Entre em contato e mobilize os Prefeitos”. Não satisfeito, o próprio Geraldo Alckmin telefonou para alguns prefeitos paulistas, solicitando o  seu empenho.

 

O próprio general de divisão com quem conversei, relata que já na sexta-feira  recebeu vários telefonemas de prefeitos de São Paulo, dando retorno das iniciativas que já estavam tomando a partir  da solicitação do candidato a Presidente. Uma dica, um destes prefeitos é o de Moji das Cruzes.

 

A reunião de quinta-feira, discutiu também outras questões espinhosas e houve quem chutasse o balde, particularmente para cima de Felipe Sotero, que faz o link entre o candidato e a equipe de marketing e para o marqueteiro Luiz Gonzáles. Exigiu-se um programa que verticalize mais as propostas e responda às mentiras de Lula, indo para a ofensiva na questão das privatizações.  Chegou-se a um consenso e isto deve traduzir-se nos programas da semana que se inicia.

 

Como saldo positivo, já foi liberado o orçamento para que a campanha vá para as ruas a partir de segunda-feira, em uma grande arrancada para reverter o jogo. “Estamos próximos de acionar nossa ofensiva, e, como em Stalingrado, faremos o cerco ao inimigo”, disse nosso general de três estrelas.

 

O clima nos tucanos é de ir para as ruas, onde a batalha vai ser decidida. Se sobram críticas para alguns comandantes, todos são unânimes em uma questão: “Geraldo está fazendo tudo, e dele não podemos reclamar nada. Seu desempenho está além do esperado e ele se transformou no coordenador de fato da sua própria campanha”. Se tudo  der certo, estamo diante da revelação de um novo Guergui Zhúkov: Geraldo Alckmin.



Escrito por Tibério Canuto/Antônio Sérgio às 10h23
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